Fabrício Carpi Nejar ONME (Caxias do Sul, 23 de outubro de 1972), ou Fabricio Carpinejar, como passou a assinar a partir de 1998, é um poeta, cronista, jornalista e palestrante brasileiro.
É autor de sucessos no mercado literário brasileiro, como Cuide dos Pais Antes que Seja Tarde (2018) e Manual do Luto (2023), tendo superado a marca de um milhão de exemplares vendidos em sua carreira. Também é vencedor do Prêmio Jabuti pelo livro Canalha! (2008), na categoria Contos e Crônica.
Além disso, Carpinejar recebeu a Ordem Nacional do Mérito Educativo, no grau de Grande Oficial, concedida pelo Estado brasileiro em reconhecimento às suas significativas contribuições para a educação no país.
Atualmente, o poeta atua como colunista diário do jornal Zero Hora, comentarista da Rádio Gaúcha e cronista semanal do jornal O Tempo. Além disso, Carpinejar é palestrante requisitado por festivais e pelo mundo corporativo, tendo realizado apresentações em mais de 300 cidades no Brasil e no exterior.
Carreira literária Fabrício Carpinejar é autor prolífico, tendo publicado 52 livros de diferentes gêneros, como crônica, poesia, infantojuvenil e reportagem. Descrito por Luis Fernando Verissimo como uma "usina de lirismo", o escritor conquistou mais de 20 prêmios literários ao longo de sua carreira.
Primeiros anos Fabrício fez a sua estreia na literatura em 1998, quando lançou o livro de poesia As solas do sol. A partir desse momento, o autor passa a assinar como "Carpinejar", uma fusão dos sobrenomes dos pais poetas. Entre 2000 e 2002, o autor lançou mais três livros, entre os quais Um terno de pássaros ao sul (2001), que conquistou o Prêmio Açorianos de melhor livro de poesia. Em 2003, ele publicou, pela Companhia das Letras, a antologia Caixa de sapatos. No mesmo ano, conquistou o prêmio de maior projeção de sua carreira até então: o Prêmio ABL de Poesia, por Biografia de uma árvore (2002). Em sequência, lançou mais dois livros de poesia: Cinco Marias (2004) e Como no céu & Livro de visitas (2005).
Realizou a sua estreia no gênero infantojuvenil em 2004, com Porto Alegre e o dia em que a cidade fugiu de casa. Em 2006, lançou Filhote de Cruz Credo, célebre livro do autor que trata sobre o bullying nas escolas sob uma perspectiva autobiográfica. A obra ganhou o Prêmio APCA de Literatura na categoria Infantil e foi selecionado para o Programa Nacional do Livro Didático. Carpinejar continuou a publicar livros infantojuvenis de sucesso, tal como Votupira: o vento doido da esquina (2011), que conquistou um Prêmio Jabuti na categoria Infantil.
Projeção nacional Após ganhar destaque como poeta e autor infantojuvenil, Carpinejar fortaleceu o seu sucesso como cronista. A partir de 2006, o autor começou a escrever livros do gênero que rapidamente o projetaram no cenário nacional. Dois anos após lançar sua estreia de crônicas, O Amor Esquece de Começar, ele publicou Canalha! (2008), obra vencedora do prestigioso Prêmio Jabuti em 2009. Canalha foi seguido por uma trilogia sob influência de sua temática: Mulher Perdigueira (2010), Borralheiro - Minha Viagem Pela Casa (2011) e Ai Meu Deus, Ai Meu Jesus: Crônicas de Amor e Sexo (2012), este último adaptado ao teatro em 2016.Seus livros infantis continuaram a ser prestigiados, com quatro obras selecionadas para o Programa Nacional do Livro Didático: Te pego na saída (2013), Um parafuso a mais (2014), ambos sobre bullying, além de Lulu (2014) e Tão eu, tão você (2015). Também retornou à poesia em 2016, com o lançamento de Amor à Moda Antiga.
Entre 2017 e 2018, o autor lançou diversos títulos, como Liberdade na vida é ter um amor para se prender (2017), uma compilação de suas famosas frases em guardanapos, Amizade é também amor (2017) e Cuide dos pais antes que seja tarde (2018), o seu maior sucesso comercial até então. O livro, que versa sobre a velhice dos pais e caracterizado pelo autor como um "breviário de gentilezas", já superou a marca de 80 mil exemplares vendidos e é considerado um best-seller do mercado editorial brasileiro. Após esse grande alcance, o poeta lançou Minha Esposa Tem a Senha do Meu Celular (2019) e Família é Tudo (2019), seguindo a temática familiar em seus escritos reflexivos. Durante a pandemia de COVID-19, Carpinejar publicou dois livros sobre afetos: Colo, por favor! (2020) e Coragem de viver (2021), este uma homenagem à sua mãe, Maria Carpi.
Logo após, as temáticas do luto e da despedida foram predominantes em sua obra, inicialmente com o lançamento de Depois é nunca (2021). Em 2023, outro best-seller do escritor, Manual do Luto, chegou às livrarias pelo grupo editorial Record. O livro foi descrito da seguinte maneira pela revista VEJA : "Uma lição sobre o amor. Não um guia sobre a morte, mas um manual para a vida. O que Carpinejar entrega dentro da caixa são buquês de flores que trazem paz para aquilo que há de mais difícil de lidar: a saudade de quem já não se pode abraçar."
No ano seguinte, o autor lançou Se eu soubesse: Para maiores de 40 anos (2024), um novo êxito de vendas que já entrou em sua quinta edição.Em outubro de 2025, Carpinejar publicou Deixe Ir, uma obra que versa sobre desapego emocional e a coragem de decidir, por conta própria, o desfecho das relações fragilizadas. Um mês após o seu lançamento, o livro foi o quarto mais vendido na Feira do Livro de Porto Alegre, sendo a única obra brasileira a alcançar o top 10.
Rádio, televisão e jornal Em 31 de fevereiro de 2012, estreou como apresentador do programa A Máquina, na TV Gazeta. O programa, que foi ao ar até 2016, era semanal e tinha um formato de perguntas inusitado e criativo. Participaram como convidados do programa o escritor Valter Hugo Mãe, a atriz Luana Piovani, o cantor Chico César, a cartunista Laerte e o compositor Tom Zé.
Entre 2013 e 2020, atuou como comentarista do Encontro com Fátima Bernardes, programa matinal da Rede Globo.
Atualmente, o jornalista escreve diariamente para a Zero Hora, na tradicional última página do jornal gaúcho, e semanalmente para o periódico mineiro O Tempo.
Além disso, Carpinejar já foi colunista das revistas Pais&Filhos, Crescer, Isto É Gente, Superinteressante e Vida Simples, além de cronista digital de O Globo e UOL.
No Rio Grande do Sul, o escritor foi eleito o colunista mais lembrado e mais amado do estado nas edições 2021, 2022, 2023 e 2024 da pesquisa Top of Mind, publicada pela revista Amanhã.
Na rádio, atua como comentarista da Rádio Gaúcha nos programas Gaúcha Hoje e SuperSábado. Entre 2017 e 2018, apresentou o programa Palavra Livre na Rádio Itatiaia.
Teatro Junto com a escritora Cláudia Tajes, o poeta adaptou para o teatro o seu livro Ai Meu Deus, Ai Meu Jesus: Crônicas de Amor e Sexo (2012). A peça “O Amor Perdoa Tudo, inclusive o casamento”, estrelada pelos atores Alexandra Richter, Mouhamed Harfouch e Marcelo Aquino, estreou em 6 de maio de 2016, no Teatro Leblon (RJ).
No mesmo ano de sua estreia como dramaturgo, o autor lançou a apresentação de stand-up "O Amor não é para os fracos". Com roteiro, direção e atuação do escritor, a peça cômica sobre relacionamentos amorosos ficou em cartaz até 2017 e passou por teatros de São Paulo, Recife e Brasília.
Em 2018, novamente como roteirista e diretor, ele contracenou com o seu pai, Carlos Nejar, na peça "Poesia de Pai Para Filho". A peça celebrou os sessenta e os vinte anos da carreira literária do pai e do filho, respectivamente. miniaturadaimagem|Carpinejar apresenta sua palestra em 2025 Em 2023, voltou aos palcos com o monólogo "Tudo o que seu marido precisa saber". Utilizando a roupa de seu casamento, assinada pelo estilista Ronaldo Fraga, Carpinejar compartilha 12 histórias autobiográficas e ficcionais que se debruçam sobre questões fundamentais do casamento para além do romantismo. A peça fez turnê por São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, Vitória e Recife.
Em 2025, anunciou que a sua palestra "Cura pelo Afeto" estreará em teatros pelo Brasil.
Além de suas participações no teatro, suas obras também já foram adaptadas por outros artistas brasileiras. Filhote de Cruz Credo (2006) recebeu diferentes adaptações por companhias de teatro no Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Cuide dos Pais Antes que Seja Tarde (2023) foi adaptado em um monólogo dirigido por Delson Antunes e atuado por Vânia de Brito, estreando em cartaz em 2024.
Redes sociais Foi escolhido pela revista Época como uma das 27 personalidades brasileiras mais influentes na internet. Além disso, já foi eleito o influenciador digital mais lembrado do Rio Grande do Sul na pesquisa Top Of Mind, da revista Amanhã.
Conhecido por postar frases de sua autoria em guardanapos, suas publicações são uma febre entre os internautas e alcançam diariamente os seus 4 milhões de seguidores no Instagram. Também possui contas no X, TikTok, YouTube e Threads, somando mais de 7 milhões de seguidores entre todas as plataformas.
Vida pessoal miniaturadaimagem|Retrato de Fabrício Carpinejar Nasceu em Caxias do Sul, filho dos poetas Maria Carpi e Carlos Nejar. Após a separação dos pais, em 1981, continuou a morar com a mãe em Porto Alegre, sua cidade de criação.
Ingressou em 1990 no curso de jornalismo, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde formou-se em 1995. Pela mesma instituição tornou-se mestre em Literatura Brasileira, em 2001.
Durante dez anos, de 2001 a 2011, trabalhou na Unisinos, onde foi professor e coordenador de curso e idealizou as graduações de Formação de Produtores e Agentes Literários e Formação de Produtores e Músicos de Rock.
Atua como professor de Estética no curso de pós-graduação da PUC-RS.
Desde 2016, Carpinejar é casado com a advogada mineira Beatriz Reys Carpi Nejar. O escritor mora entre Belo Horizonte e Porto Alegre e tem dois filhos: Mariana (1993) e Vicente (2002).
Livros publicados 1998 - As solas do sol 2000 - Um terno de pássaros ao sul 2001 - Terceira sede 2002 - Biografia de uma árvore 2003 - Caixa de sapatos (antologia) 2004 - Cinco Marias 2004 - Porto Alegre e o dia em que a cidade fugiu de casa 2005 - Como no céu/Livro de visitas 2006 - O Amor Esquece de Começar 2006 - Filhote de Cruz Credo 2006 - Meu filho, minha filha. 2008 - Diário de um apaixonado - Sintomas de um bem incurável 2008 - Canalha! (crônicas) 2009 - www.twitter.com/carpinejar 2010 - Mulher perdigueira 2010 - O menino grisalho 2011 - Borralheiro - Minha viagem pela casa 2011 - A menina superdotada 2012 - Beleza Interior - Uma viagem poética pelo Rio Grande do Sul 2012 - Ai meu Deus, Ai meu Jesus: Crônicas de amor e sexo 2012 - Bem-vindo - Histórias com as cidades de nomes mais bonitos e misteriosos do Brasil 2013 - Espero alguém 2014 - Me ajude a chorar 2014 - Curinga 2015 - Para onde vai o amor? 2015 - Todas as mulheres 2016 - Amor à Moda Antiga 2016 - Felicidade Incurável 2017 - Amizade é também amor 2017 - Liberdade na vida é ter um amor para se prender 2018 - Cuide Dos Pais Antes Que Seja Tarde 2019 - Minha Esposa Tem a Senha do Meu Celular 2019 - Família é Tudo 2020 - Colo, por favor! - Reflexões em tempos de isolamento 2021 - Coragem de viver 2021 - Depois é nunca 2023 - Manual do Luto 2024 - Se eu soubesse: Para maiores de 40 anos 2025 - Deixe Ir
Prêmios e honrarias Prêmio Fernando Pessoa, da União Brasileira de Escritores (1998) Prêmio Destaque Literário da 46º Feira do Livro de Porto Alegre (2000) Prêmio Açorianos de Literatura (2001) Prêmio Marengo D'Oro – Itália (2001) Prêmio Cecília Meireles, da União Brasileira de Escritores (2002) Prêmio Açorianos de Literatura (2002) Prêmio Nacional Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras (2003) Prêmio Jabuti (2009) Prêmio APCA (2011) Menção Honrosa no Prêmio Alceu Amoroso Lima - Poesia e Liberdade (2012) Prêmio Jabuti - Categoria Infantil (2012) Patrono da 67ª Feira do Livro de Porto Alegre (2021) Ordem Nacional do Mérito Educativo - Grande Oficial (2025)
Ligações externas
Categoria:Naturais de Caxias do Sul