Victoria and Albert Museum (frequentemente abreviado para V&A e em português: Museu Vitória e Alberto) é um museu de Londres; talvez o maior museu de artes decorativas e design, dispondo de uma coleção permanente superior a 4,5 milhões de objetos.

Foi fundado em 1852 e passou por inúmeras reformulações, inclusive de nome. As suas coleções mostram 5 000 anos de arte, desde os tempos antigos até ao presente, preservando mobílias, quadros, peças de roupa e outros elementos interessantes que remontam épocas passadas.

História

Cronologia da fundação O Victoria and Albert Museum tem suas origens na Grande Exposição de 1851, com a qual Henry Cole, o primeiro diretor do museu, esteve envolvido no planejamento. A principio, o museu era conhecido como o Museu dos Manufacturas, aberto pela primeira vez em maio de 1852 em Marlborough House (sendo em setembro, transferido para Somerset House). Suas coleções abrangiam arte e ciência aplicada e várias das exposições da Exposição foram compradas para formar o núcleo da coleção do Victoria and Albert Museum.

Em fevereiro de 1854, foram feitas algumas discussões para transferir o museu para o seu endereço atual e ele foi renomeado como "Museu South Kensington". Em 1855, o arquiteto alemão Gottfried Semper, a pedido de Cole, produziu um projeto para o museu, que pelo alto preço demandado, foi rejeitado pela Câmara de Comércio.

Abertura oficial e mudança de nome A abertura oficial foi feita pela Rainha Victoria em 22 de junho de 1857. No ano seguinte, foram introduzidas aberturas noturnas, possibilitando o uso de iluminação a gás e permitindo que a classe trabalhadora visitasse o museu em horários que lhes fossem mais convenientes, impulsionando a indústria produtiva.

Nos primeiros anos do museu, sua coleção foi muito enfatizada como posição à "High Art" (que seria uma arte da a"alta-sociedade"). George Wallis (1811-1891), o primeiro Guardião de Coleção de Belas Artes, promoveu apaixonadamente a ideia da educação artística por meio das coleções do museu, o que levou à transferência do acervo para o museu da Escola de Design que havia sido fundada em 1837 na Somerset House; que após a transferência, ficou conhecido como "Escola de Arte" ou "Escola de Formação de Arte", mais tarde, tornando-se o "Royal College of Art", alcançando sua independência total em 1949. Desde a década de 1860 até a década de 1880, as coleções científicas foram movidas do endereço principal do museu para várias galerias improvisadas. Em 1893, o "Museu da Ciência" passou a existir, efetivamente, no momento em que um diretor foi nomeado.

A primeira pedra do prédio Aston Webb foi colocada em 17 de maio de 1899, momento em que aconteceu também a última aparição pública oficial da rainha Victoria. Foi durante esta cerimônia que a principal mudança de nome aconteceu, e o Museu South Kensington passou finalmente a chamar-se Museu Victoria and Albert.

Para celebrar o centenário da renomeação de 1899, o museu organizou a exposição "A Grand Design", que passou pela América do Norte em 1997 (nos Museu de Arte de Baltimore, Museu de Belas Artes, Boston, Museu Real de Ontário, Toronto, Museu das Belas Arts, Houston e os Museus de Belas Artes de São Francisco), retornando a Londres em 1999. Para acompanhar e apoiar a exposição, o museu publicou o livro "Grand Design", que tem leitura on-line disponível no site.

Arquitetura do museu Todas as partes da área em torno do museu Victoria & Albert têm uma história complexa. Fundado em maio de 1852, não foi até 1857 que o museu ganhou a forma que tem hoje. A área de Londres em que é localizado o museu era antes conhecida como Bromptom, mas mudou o seu nome para South Kensington. A área era ocupada pelo Brompton Park House, uma casa que antes era utilizada como galeria temporária pelo museu, mas acabou se tornando o V&A Museum of Childhood. O primeiro prédio a ser erguido, e que ainda faz parte do museu, foi o Sheepshanks Gallery, em 1857, no lado leste do jardim.Physick, John (1982). The Victoria and Albert Museum: The History of Its Building. ISBN 978-0-7148-8001-3. OCLC 230893308. Seu arquiteto foi o engenheiro civil Francis Fowke. Outra expansão foi de responsabilidade do mesmo arquiteto, as galerias Turner e Vernon, construídas entre 1858-59 para guardar as coleções, que mais tarde foram transferidas para a Tate Gallery. Atualmente, as galerias Turner e Vernon são usadas como galerias que expões pinturas e tapeçarias, respectivamente. Ambos os prédios localizados ao norte e sul da área foram construídos em seguida e abriram suas portas em junho de 1862. Atualmente estes prédios são usados como galerias que expõe exposições temporárias e estão localizados logo atrás a Galeria Sheepshanks. Na região norte da área está situado o Secretariat Wing, também construído em 1862, onde ficam os escritórios e salas de reunião. Esta parte não é aberta ao público. 

Um esquema de decoração foi desenvolvida para essas áreas construídas entre 1857 e 1862: uma série de mosaicos em que as figuras centrais seriam artistas do período medieval e do período da renascença. Atualmente esses mosaicos estão espalhados por várias áreas do museu. Neste período, algumas obras de Lord Leighton foram iniciadas, mas nunca finalizadas, são elas: Industrial Arts as Applied to War and Industrial Arts Applied to Peace. Na parte leste do museu havia outras galerias arquitetadas por outro design, Owen Jones, mas nenhuma decoração ainda permanece. Carol A. Hrvol Flores, Owen Jones: Design, Ornament, Architecture and Theory in an Age in Transition, 2006, p. 94. Jump up ^ As galerias remanescentes acabaram se transformando em novas galerias. Todo o trabalho da parte norte da área foi pensado e construído entre 1864-69. O estilo adotado para essa parte do museu foi o da Renascença Italiana, com o uso de terracota (argila), tijolos e mosaicos. A faixada do norte é a também a entrada principal do museu, contendo portas de bronze, com design de James Gamble and Reuben Townroe, com seis painéis com figuras de artistas: Humphry Davy (quiímica); Isaac Newton (astronomia); James Watt (mecânica); Donato Bramante (arquitetura); Michelangelo (escultura); e Titciano (pintura). Os painéis representam a variedade que pode ser encontrada nas coleções exibidas pelo museu. 

Coleções O Victoria & Albert Museum é dividido em quatro departamentos de coleções: Ásia; Móveis, têxteis e moda; Escultura, trabalho em metal, cerâmica e vidro; e Palavra e imagem. Os curadores do museu cuidam dos objetos na coleção e fornecem acesso a objetos que não estão atualmente em exibição para o públicos. Os departamentos são ainda divididos em dezesseis áreas de exibição, combinando mais de 6,5 milhões de objetos, lembrando que nem todos os itens são exibidos no museu. Há um repositório na Blythe House, West Kensington, bem como instituições anexas administradas pelo V&A, e o Museu costuma emprestar suas exposições a outras instituições. V&A Collecting Plan Including Acquisition & Disposal Policy, August 2004. A tabela a seguir lista cada uma das coleções exibidas e o número de objetos dentro da coleção. ColeçõesNúmero de itensArquitetura2 050 000Ásia (Asia)160 000Galerias Britânicas (British Galleries)...Cerâmicas (Ceramics)74 000Infância (Childhood) - anexa20 000Contemporâneo (Contemporary)...Moda e Jóias (Fashion & Jewellery)28 000Mobília (Furniture)14 000Vidro (Glass)6 000Trabalhos de Metal (Metalwork)31 000Pinturas e desenhos (Paintings & Drawings)202 500Fotografia (Photography)500 000Impressões e livros (Prints & Books)1 500 000Escultura (Sculpture)17 500Têxteis (Textiles)38 000Teatro (Theatre) - inclui a coleção da sala de leitura do Teatro do V&A1 905 000 O museu tem 145 galerias, mas dada a vasta extensão das coleções, apenas uma pequena porcentagem está em exibição. Muitas aquisições só foram possíveis com a assistência do Fundo Nacional de Coleções de Arte (National Art Collections Fund).

Moda A coleção de roupas do V&A é a maior encontrada na Inglaterra, contendo mais de 14 000 peças, além de acessórios, que vêm de 1600 até os anos atuais. Croquis de roupas, livros contendo desenhos e outros trabalhos registrados em papel ficam no departamento de Palavra e Imagem. Como as roupas do dia-a-dia das eras anteriores acabaram não chegando aos dias atuais, grande parte da coleção é composta por roupas feitas para ocasiões especiais. Um dos presentes mais significativos recebidos pelo V&A chegou em 1913, quando o museu recebeu da Harrods uma coleção do Talbot Hughes contendo 1 422 roupas para o acervo.

Alguns dos itens mais velhos fazem parte da coleção de vestimentas medievais, especialmente Opus Anglicanum. Um dos itens mais importantes desta coleção é o terno de casamento do rei James II de Inglaterra, que pode ser visto nas Galerias Britânicas. 

Em 1971, Cecil Beaton foi o curador de uma exposição de 1200 peças de roupas e acessórios da alta moda do século XX, incluindo vestidos de gala usados por socialites como Patricia Lopez-Willshaw,Vestido usado por Mme. Arturo Lopez-Willshaw na coleção V&A. Acesso em 21 de setembro de 2017. Gloria GuinnessVestido usado por Mrs Loel Guinness na coleção V&A. Acesso em 21 de setembro de 2017. and Lee Radziwill,Vestido usado por Lee Radziwill na coleção V&A. Acesso em 21 de setembro de 2017. e atrizes como Andrey HepburnVestido de noite usado por Audrey Hepburn na coleção V&A. Acesso em 21 de setembro de 2017. e Ruth Ford.Vestido Schiaparelli usado por Ruth Ford na coleção V&A. Acesso em 21 de setembro de 2017. Após a exposição, Beaton doou parte dos itens exibidos para o museu em nome de suas antigas donas.

Em 1999, o V&A começou uma série de eventos de desfiles ao vivo dentro do próprio museu, evento com o nome "Moda em Movimento", em que eram mostrados itens de coleções fashion históricas significantes. O primeiro desfile foi feito por Alexander McQueen em junho de 1999. Desde então, o museu foi palco de desfiles de diversos designers, incluindo Anna Sui, Tristan Webber, Elspeth Gibson, Chunghie Lee, Jean Paul Gaultier, Missoni, Gianfranco Ferré, Christian Lacroix, Kenzo and Kansai Yamamoto, entre outros.

Em 2002, o V&A adquiriu uma coleção Costiff contendo 178 roupas de Vivienne Westwood. Outros designers famosos que tinham roupas nesta coleção incluíam nomes como Coco Chanel, Hubert de Givenchy, Christian Dior, Cristóbal Balenciaga, Yves Saint Laurent, Guy Laroche, Irene Galitzine, Mila Schön, Valentino Garavani, Norman Norell, Norman Hartnell, Zandra Rhodes, Hardy Amies, Mary Quant, Christian Lacroix, Jean Muir e Pierre Cardin. Atualmente, o museu continua adquirindo peças da moda moderna para suas coleções. 

O V&a tem um programa de conservação para suas roupas. Em 2008, por exemplo, um vestido Dior de 1954 foi restaurado para estar em condições de ser exibido na Golden Age of Couture.Frances Hartog (Autumn 2008). "Costume cleaning conundrums" ("O Enigma da Conservação das Roupas"). vam.ac.uk. Acesso em 21 de setembro de 2017.  

Joias A coleção de joias do V&A contém pouco mais 6 000 itens e é uma das maiores coleções de todo o mundo, incluindo peças que datam do período do Antigo Egito até os dias atuais, assim como desenho de designs de joias. O museu tem peças de joalheiros famosos como Cartier, Jean Schlumberger, Peter Carl Fabergé, Andrew Grima, Hemmerle e Lalique. Outros itens da coleção incluem vestidos com ornamentos de diamantes feitos para Catarina II da Rússia, braceletes que pertenceram à Maria Antonieta e o colar de esmeralda que pertenceu à família Beauharnais - dado como um presente de Napoleão Bonaparte à Hortênsia de Beauharnais em 1806.