thumb|left|upright|Entrada na Concordância de Xabregas a partir da Linha de Cintura, junto à estação de Chelas, em 2009. A extinta estação Ferroviária de Chelas, mais tarde apeadeiro de Chelas, foi uma interface ferroviária da Linha de Cintura, em Lisboa, Portugal, encerrada em 2015. __TOC__

Descrição Localização e acessos O local de implantação desta interface extinta é o triângulo limitado pelas vias convergentes da Linha de Cintura e da Concordância de Xabregas, apontando a noroeste, e pela Calçada da Picheleira, a poente.

Apesar da nomenclatura respetiva, estação de metro mais próxima é , não .

Infraestrutura Integrada em dois segmentos da rede ferroviária nacional, Linha de Cintura e Concordância de Xabregas, Chelas tinha três vias, mas apenas as duas do lado da Linha de Cintura estavam dotadas de plataformas. Estas tinham abrigos desencontrados e eram apenas parcialmente fronteiras — entre o ponto de insersão da Concordância de Xabregas e a passagem de nível da Calçada da Picheleira: A plataforma descendente (do lado sudoeste da via) era mais avançada na direção de Marvila, interrompida pela passagem de nível e confinando já com a ponte sobre a Estrada de Chelas, enquanto que a ascendente (lado nordeste) situava-se totalmente a noroeste da dita passagem de nível.

O edifício de passageiros situava-se do lado sudoeste da via da Linha de Cintura (lado esquerdo do sentido ascendente, para Alcântara-Terra). Era um edifício de dimensões modestas com dois pisos, de planta pentagonal irregular, dotado de telhado de cinco águas com chaminé e decoração metálica e beiral saliente, sustido por madeiramento aparente. O piso superior consistia na habitação do guarda da passagem de nível contígua, estando o inferior ao serviço dos passageiros até à despromoção de Chelas para a categoria de apeadeiro, data em que passou a estar reservado para fins de apoio ferroviário. As janelas e portas eram encimadas por lintéis em arco abatido na moldura calcária, sendo as do piso inferior protegidas por alpendres telhados; as parades exteriores tinham labril de azulejo em padrão de terliça verde sobre branco.

Serviços Chelas foi paragem de algumas das circulações dos serviços da CP Urbanos de Lisboa designados por "Linha de Sintra" e "Linha da Azambuja", servindo apenas este à data do seu encerramento, passando aqui sem paragem os comboios daquele.

História

Século XIX Esta interface encontra-se no troço original da Linha de Cintura, entre as estações de Benfica e Santa Apolónia, que foi aberto em 20 de Maio de 1888, pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses. Em 5 de Setembro de 1891 entrou ao serviço a concordância entre Braço de Prata e Chelas. (Mais tarde esta viria a ser reclassificada como parte da Linha de Cintura, enquanto o troço entre Chelas e Santa Apolónia passou a ser a Concordância de Xabregas.)

Século XX Em 1934, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses realizou obras nesta interface (listada entre «grandes reparações — totais»), possuindo ainda a categoria de estação.

Em 1985 Chelas tinha já a categoria de apeadeiro, tendo sido despromovida entretanto. Os edifícios afetos ao serviço ferroviário mantiveram-se, apesar da alteração de categoria.Maria (prod.) Courinha (real.): “Marvila”: Bairros Populares de Lisboa. Somar Filmes; R.T.P.: 1990.07.14 (transmissão): 10:24-10:43 («estaçãozinha muito alindada, tipo meados do século») Chelas foi alvo de novas obras em 1998, com melhoria dos acessos à Expo’98 e alteamento das plataformas ao nível da altura dos comboios de introdução recente (séries 2400 e 3500).Paula : “Apeadeiro Ferroviário de Chelas” Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (2008)

Na década de 1990, previa-se para Chelas uma interligação privilegiada com o Metropolitano de Lisboa na , que foi desde logo dimensionada para albergar uma grande interface intermodal.Mário : “Localização da Estação Central de Lisboa : Reflexão sobre a comparação de diferentes alternativas” Transportes em Revista 2009.02.14 Chelas contava-se ainda entre as estações da Linha de Cintura cuja resconstrução estava programada no âmbito do Eixo Ferroviário Norte-Sul, junto com , , , e . No entanto, ao contrário dos restantes casos, em Chelas manteve-se inalterada a tipologia, e o papel desta interface no sistema USGL foi sendo progressivamente reduzido.

Século XXI A partir de 14 de Junho de 2015, devido a alterações de horários por parte da C.P., deixaram de efectuar paragem neste apeadeiro os comboios suburbanos da família Azambuja - Alcântara-Terra, os únicos a efectuar paragem neste apeadeiro até então; com esta alteração, a Infraestruturas de Portugal (I.P.) procedeu à desactivação do apeadeiro de Chelas.

Já após 2009, foram demolidos o edifício de passageiros e o edifício secundário (Calçada da Picheleira, 5A), restando em 2015 a sudoeste da via principal apenas uma cabina de apoio à antena de telecomunicações e outra de apoio à bilheteira automática, na superfície da qual subsistia ainda o padrão azulejar de terliça verde sobre branco, que ornamentava o lambril do edifício de passageiros. Dos edifícios a nordeste da via, um foi demolido entre 1990 e 2009 e o outro entre 2015 e 2020, nesta data sobrando de toda a antiga estação apenas as plataformas e respetivos abrigos, de construção recente e em acelerado estado de degradação.

Ver também Comboios de Portugal Infraestruturas de Portugal Transporte ferroviário em Portugal História do transporte ferroviário em Portugal

Ligações externas

Chelas Chelas Categoria:Beato (Lisboa)