{| class="infobox" style="width:24em;" |+ Forbes 400|- ! colspan="2" | 400 americanos mais ricos |- | colspan="2" style="text-align:center;" | Lista de 400 cidadãos dos Estados Unidos, classificados por patrimônio líquido |- | colspan="2" style="text-align:center;" | 200px|centro |- ! colspan="2" style="background:#ccf;" | Dados de publicação |- ! Editora | Whale Media InvestmentsFamília Forbes |- ! Publicação | Forbes |- ! Primeira publicação | 1982, por Malcolm Forbes |- ! Publicação mais recente | outubro de 2023 |- ! colspan="2" style="background:#ccf;" | Dados da lista publicada em setembro de 2022 |- ! Maior fortuna | Elon Musk |- ! Patrimônio líquido, 1.º lugar | US$ 251 bilhões |- ! Valor mínimo para entrar | US$ 2,9 bilhões |- ! Patrimônio líquido total da lista | US$ 4,5 trilhões |- ! Patrimônio líquido médio | Aproximadamente US$ 11,25 bilhões |- | colspan="2" style="text-align:center;background:#ddf;" | Site da Forbes 400

miniaturadaimagem|283px|direita|Riqueza dos bilionários

A Forbes 400, também chamada de 400 americanos mais ricos, é uma lista publicada pela revista Forbes com os 400 cidadãos americanos mais ricos que possuem ativos nos Estados Unidos, classificados por patrimônio líquido. A lista foi criada por Malcolm Forbes em 1982 e é publicada anualmente por volta de setembro. Peter W. Bernstein e Annalyn Swan escreveram que a Forbes 400 captura "um período de extraordinária energia individual e empreendedora, uma época diferente dos longos anos do pós-guerra, de 1945 a 1982, quando a sociedade americana dava ênfase ao poder das corporações". Eles também a chamam de "um argumento poderoso, e às vezes um sonho, sobre o valor social da riqueza nos Estados Unidos da época".

Desde 2014, a Forbes publica junto da lista uma "pontuação de formação da própria fortuna", que busca mostrar em que medida cada integrante da Forbes 400 é responsável pela formação da própria fortuna.

Critérios

A Forbes 400 apresenta quem concentra as maiores fortunas nos Estados Unidos. A revista monta anualmente uma lista das pessoas mais ricas do país para mostrar o perfil da economia. Cada entrada traz a trajetória da pessoa, sua empresa, idade, setor de atuação, local de residência e formação acadêmica. A lista acompanha mudanças nas fortunas, posições de liderança e o crescimento das intenções filantrópicas.

História

Primeira lista (1982)

Na primeira lista Forbes 400, havia apenas 13 bilionários, e um patrimônio líquido de US$ 75 milhões bastava para garantir uma vaga. A lista de 1982 equivalia a 2,8% do produto interno bruto dos Estados Unidos. Naquele ano, 22,8% dos integrantes da Forbes 400 tinham fortunas ligadas ao petróleo, 15,3% à indústria de transformação, 9% ao setor financeiro e apenas 3% a atividades impulsionadas pela tecnologia. O estado de Nova Iorque tinha a maior representação, com 77 integrantes, seguido pela Califórnia, com 48.

2000

Em 2000, a Forbes 400 atingiu a maior proporção do produto interno bruto representada pela lista, 12,2%, impulsionada pela expansão da internet.

2021

Em 2021, com os cálculos baseados nos preços das ações de 3 de setembro de 2021, o patrimônio líquido mínimo para entrar na Forbes 400 era de US$ 2,9 bilhões. O bilionário no topo da lista, Jeff Bezos, tinha uma fortuna superior a US$ 200 bilhões, e as fortunas somadas dos 400 integrantes chegaram a US$ 4,5 trilhões. Nos 39 anos desde a primeira lista, o valor mínimo necessário para entrar havia aumentado mais de 38 vezes, ou 3.866%, de US$ 75 milhões para US$ 2,9 bilhões, enquanto a inflação básica dos preços ao consumidor havia subido menos de 300%, ou menos de três vezes.

Controvérsias

Em abril de 2018, o ex-repórter da Forbes Jonathan Greenberg afirmou que Donald Trump havia inflado sua fortuna real para entrar na Forbes 400. Greenberg divulgou gravações originais de uma conversa de 1984 com "John Barron", um dos pseudônimos usados por Trump, e acabou incluindo Trump no fim da lista Forbes 400 com uma fortuna de US$ 100 milhões, um quinto dos US$ 500 milhões que "Barron" dizia ser o patrimônio líquido de Donald Trump. O valor foi corrigido mais tarde. Anos depois, em depoimento judicial, Trump admitiu que o nome era inventado.

Pontuação de formação da própria fortuna

A pontuação de formação da própria fortuna da Forbes classifica cada integrante da lista em uma escala de 1 a 10. A nota 1 é dada a quem herdou a fortuna e não trabalhou para aumentá-la ou administrá-la. A nota 10 é dada a quem cresceu em situação de pobreza e superou grandes obstáculos. A Forbes classifica como pessoas que construíram a própria fortuna os integrantes que recebem nota 6 ou superior. Na edição de 2022, isso colocou pouco mais de dois terços dos integrantes nessa categoria.

A pontuação aparece em discussões sobre riqueza herdada, mobilidade econômica e temas relacionados. Alguns comentaristas aceitam a classificação usada pela Forbes, enquanto outros a contestam. Em setembro de 2012, o Institute for Policy Studies afirmou que "mais de 60%" dos 400 americanos mais ricos da Forbes "cresceram em condições de privilégio considerável". A organização observa que pais ricos podem dar aos filhos vantagens que não assumem a forma de uma grande herança, como o pagamento de mensalidades escolares ou universitárias caras. A Chicago Booth, por sua vez, sustenta que a maioria dos integrantes da Forbes 400 construiu a própria fortuna, ao mesmo tempo que chama atenção para o aumento da parcela de empreendedores na lista, de 40% em 1982 para 69% em 2014.

Demografia

Alguns artigos usam a Forbes 400 para testar uma hipótese evolutiva chamada hipótese de Trivers-Willard. Ela prevê que pais de alto nível socioeconômico terão mais filhos do sexo masculino do que pais de nível socioeconômico mais baixo. Um estudo de 2009 com dados da Forbes 400 encontrou um efeito forte entre bilionários dos Estados Unidos, compatível com a hipótese de Trivers-Willard. Um estudo de 2013, porém, encontrou algumas ressalvas. Primeiro, o resultado era consistente apenas entre bilionários homens, não entre mulheres bilionárias. Segundo, o efeito só aparecia entre herdeiros, não entre bilionários que construíram a própria fortuna.

A diferença se relaciona ao momento em que a fortuna foi acumulada. Alguns bilionários que construíram a própria fortuna tiveram filhos antes de enriquecer, enquanto herdeiros, por definição, já eram ricos antes de se tornarem pais. Em terceiro lugar, a magnitude do efeito havia sido bastante superestimada, pois os filhos homens de bilionários são mais fáceis de localizar na internet do que as filhas. Mulheres às vezes mudam de sobrenome ao se casar, o que torna algumas delas mais difíceis de encontrar. Os relatos anteriores sobre uma proporção maior de filhos homens entre os descendentes de bilionários eram, em parte, um artefato da seleção da amostra.

Em 2010, uma análise étnica e demográfica do Business Insider sobre os 400 americanos mais ricos da Forbes encontrou três pessoas gays, quatro indo-americanos, seis asiático-americanos não indianos e 34 mulheres na lista. Judeus americanos correspondiam a até 30% dos 100 mais ricos, e, em 2009, eram 139 dos 400 integrantes da Forbes. Em 2017, apenas dois afro-americanos entraram na Forbes 400, a proprietária de mídia Oprah Winfrey e o investidor de tecnologia Robert Smith. Apenas cinco integrantes da Forbes 400 tinham origem latina.

Ver também

Lista dos americanos mais ricos da história, comparação de fortunas americanas em diferentes períodos Listas de bilionários, listas globais de bilionários publicadas pela Forbes Forbes Global 2000, classificação anual de empresas publicada pela Forbes Desigualdade de riqueza nos Estados Unidos, distribuição da riqueza no país abrangido pela lista

Ligações externas

Site oficial

Categoria:Fundações nos Estados Unidos em 1982 400 Categoria:Bilionários