Amanita caesarea, comummente conhecido como ovo-de-rei, é um cogumelo comestível, micorrízico, nativo do Mediterrâneo e pertencente à família Amanitaceae.

É uma espécie cada vez mais rara pois é colhida no estado de "ovo" (aspecto do cogumelo ainda fechado). Silva, J. (2007). Floresta e sociedade - uma história em comum, Público.

Nomes comuns Além de «ovo-de-rei», esta espécie dá ainda pelos seguintes nomes comuns: ovo-de-rainha, ovo-de-ouro, cogumelo-dos-césares, laranjinha (não confundir com a espécie Guatteria citriodora, que também dá por este nome comum), amanita-dos-césares, amanita-real, sol-da-terra, abesós (grafias alternativas obesó), cogumelo-dos-castanheiros e rebiola (grafias alternativas rebió e rebiós).

Etimologia O seu epíteto específico deriva de ter sido um dos cogumelos favoritos dos imperadores romanos.

Ecologia Medra em montados e pastagens, com boa exposição solar, amiúde nas imediações de sobreiros, azinheiras, soutos e carvalhos. Privilegia solos ácidos, em locais abertos e soalheiros. Além de micorrízico é uma espécie termófila. Desponta em finais de verão e inícios do outono, sendo raro na primavera.

Descrição Caracterizado pelo seu chapéu de coloração entre o vermelho-alaranjado e o amarelo-alaranjado, de feitio inicialmente globoso (ovo), que se vai, depois, tornando mais aplanado, com margem fina e estriada e diâmetro que pode variar entre os 8 e os 20 centímetros, sendo o pé quase cilíndrico e amarelado, podendo chegar aos 15 centímetros de altura. Liberta esporos brancos.

Quando jovem, assemelha-se à espécie Amanita muscaria, especialmente quando se encontre coberto pelo véu universal. A distinção torna-se mais fácil em fase mais avançada, graças, entre outros sinais, à cor amarela das lâminas, pé e anel.

Também se pode confundir com as espécies Amanita arkansana e a Amanita jacksonii.

É comestível, sendo-lhe reputado bom sabor e podendo inclusive ser comido cru.

Morfologia

Chapéu Quando jovem, o umbráculo é de formato entre o globoso e o ovóide. Posteriormente, à medida que o espécime se vai tornando adulto, assume um feitio mais hemisférico, depois convexo, tornando-se mais tarde aplanado, com margem fina, encurvada e estriada.

Cutícula A cutícula é separável, lisa, lubrificada e de aspecto brilhante, apresentando habitualmente restos membranosos da volva, em tempo seco.

Lâminas As lâminas são livres, apertadas, amarelo-pálidas na fase jovem, passando posteriormente ao amarelo intenso.

Pé O pé é robusto, de cor amarela, geralmente concolor com as lâminas, medindo entre 8 a 15 centímetros de altura, pauta-se pelo seu formato cilindráceo ou ligeiramente alargado para a base.

É liso ou fibriloso--floculoso e carnudo. Quando jovem, mostra-se mais cheio, ao passo que posteriormente passa a ser loculado ou mesmo oco. O pé é facilmente separável do chapéu.

Anel O anel é simples e descendente. Apresenta a mesma cor do pé. É persistente e estriado na face inferior.

Volva A volva exibe uma coloração esbranquiçada que se vai volvendo mais acinzentada, à medida que o espécime envelhece. É de formato amplo, em forma de saco. Posiciona-se afastada do pé. É espessa e persistente.

Ovo O ovo é comestível e doce, mas ele é pequeno e pode ser, ao olhar impreparado, confundido com o extremamente venenoso ovo da espécie Amanita phalloides.

Evolução Ele costuma ser pequeno quando nasce e crescer o bastante para poder ser seco e colhido.

Ligações externas

caesarea Categoria:Fungos comestíveis