A Rua Uruguaiana é um logradouro do Centro da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Liga a Avenida Presidente Vargas ao Largo da Carioca. Na rua, localiza-se a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito. Também localiza-se o Mercado popular da Uruguaiana, bem como a entrada para a Estação Uruguaiana do metrô.
Inicialmente, a rua era apenas uma vala com o propósito de drenar a Lagoa de Santo Antônio, escoando a água na atual Praça Mauá, fato que a levou ser conhecida como Rua da Vala. A rua passou a se chamar Uruguaiana na década de 1860, em homenagem à retomada brasileira da cidade Uruguaiana durante a Guerra do Paraguai. No início do século XX, era a principal rua comercial do Centro.
História esquerda|miniaturadaimagem|Rua Uruguaiana; ao fundo, o Chafariz do Largo da Carioca, entre 1885 e 1895. A criação da rua tem origem no século XVII, quando frades do Convento de Santo Antônio se queixavam da proliferação de insetos na lagoa em frente ao convento, também chamada de Lagoa de Santo Antônio. Em resposta, entre 1640 e 1643, foi aberta uma vala destinada ao escoamento das águas da lagoa e das chuvas em direção à região da Prainha (atual Praça Mauá), e que ficou conhecida como Rua da Vala.
Apesar de sua função de drenagem da Lagoa de Santo Antônio, a vala se tornou destino de dejetos e lixos dos moradores da redondezas, o que ocasionava obstruções recorrentes. Em decorrência desses problemas, a Rua da Vala precisou ser alargada diversas vezes após sua abertura, até ser coberta com lajes de pedra na segunda metade do século XVIII. alt=Alargamento da rua Uruguaiana em 1905.|miniaturadaimagem|230x230px|Alargamento da rua em 1905, durante a reforma urbana de Pereira Passos.Foi apenas na década de 1860 que passou a se chamar "Rua Uruguaiana", em homenagem à retomada brasileira da cidade homônima na Guerra do Paraguai (1864-1870). Na virada do século XX, era considerada a mais rua comercial mais importante do Centro. À época, possuía cerca de 6 metros de largura, sendo posteriormente incluída nas reformas urbanas promovidas pelo então prefeito Pereira Passos, que determinaram seu alargamento para 17 metros. Para viabilizar a intervenção, foi necessário desapropriar e demolir a maior parte dos edifícios do lado ímpar da rua, sob a justificativa de renovar uma arquitetura considerada degradada e associada à imagem de “cidade velha”. No entanto, estudos indicam a ocorrência de obras de reconstrução anteriores à reforma, revelando a existência de edificações recentes ou em bom estado de conservação, o que relativiza a justificativa oficial de renovação que embasou o projeto.
Em 1994, o prefeito César Maia inaugurou o Mercado popular da Uruguaiana (o popular "camelódromo da Uruguaiana") para abrigar os vendedores ambulantes da região. Devido à venda ilegal de produtos piratas, contrabandeados e falsificados no local, algumas vezes ocorrem operações da polícia no mercado.
Bibliografia
Ligações externas
Categoria:Centro (Rio de Janeiro) Categoria:Fundações no Brasil em 1641 Uruguaiana