Pedreira Prado Lopes (PPL) é uma favela localizada na região Noroeste de Belo Horizonte, em Minas Gerais. É considerada uma das favelas mais antigas da capital mineira, com ocupação iniciada no contexto da construção da cidade no final do século XIX.
A comunidade desenvolveu-se a partir da instalação de trabalhadores envolvidos na construção da nova capital mineira e consolidou-se ao longo do século XX como um importante território popular e cultural da cidade.
História
Origem
A origem da comunidade está relacionada à construção de Belo Horizonte no final do século XIX. O nome da favela deriva do fato de que no local funcionava uma das cinco pedreiras responsáveis pelo fornecimento de material utilizado na edificação da nova capital mineira. As demais localizavam-se nas regiões do Acaba Mundo, Morro das Pedras, Lagoinha e Carapuça. https://prefeitura.pbh.gov.br/sites/default/files/estrutura-de-governo/cultura/NoroesteCompleto.pdf
A jazida era utilizada para a extração de pedras destinadas à pavimentação de ruas e à construção de edifícios da capital.
O nome "Pedreira Prado Lopes’’ consolidou-se em homenagem ao engenheiro Antônio Prado Lopes Pereira, que administrou a pedreira após a construção da cidade. https://prefeitura.pbh.gov.br/sites/default/files/estrutura-de-governo/cultura/NoroesteCompleto.pdf
Os primeiros moradores eram, em sua maioria, trabalhadores vindos do interior de Minas Gerais para atuar na construção de Belo Horizonte e na extração de pedras.
Sem acesso a moradias planejadas pelo poder público, esses trabalhadores passaram a construir habitações improvisadas próximas ao local de trabalho.
Ao longo de sua história, a comunidade também recebeu outras denominações, entre elas "Pedreira da Lagoinha’’, "Vila Senhor dos Passos’’, "Fazenda Palmital’’, "Vila João Pessoa’’ e “Vila Santo André". https://prefeitura.pbh.gov.br/sites/default/files/estrutura-de-governo/cultura/NoroesteCompleto.pdf
Expansão urbana e remoções
Durante a década de 1940, a comunidade sofreu redução territorial em razão da expansão urbana de Belo Horizonte e da construção de obras públicas, incluindo a Avenida Antônio Carlos, o conjunto habitacional do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (IAPI), o Hospital Odilon Behrens e escolas municipais.
As intervenções urbanas resultaram na remoção de moradores e no adensamento populacional das áreas remanescentes da comunidade.
Organização comunitária
Ao longo do século XX, a comunidade participou de movimentos de organização popular e de reivindicação por infraestrutura urbana.
Entre as décadas de 1970 e 1980, moradores organizaram mobilizações por melhorias em serviços básicos, incluindo abastecimento de água, energia elétrica e saneamento.
Cultura
Samba
A Pedreira Prado Lopes é associada à história do samba em Belo Horizonte. Na década de 1930, a escola de samba Pedreira Unida participou dos primeiros desfiles carnavalescos da capital mineira.
A comunidade é considerada um dos principais territórios históricos do samba na cidade.
A tradição carnavalesca da comunidade também está relacionada à escola de samba Unidos dos Guaranys, fundada em 1964.
Congado
A comunidade mantém tradições ligadas ao congado e às guardas de Moçambique de Belo Horizonte.
Entre as figuras tradicionais da comunidade destacou-se Dona Bela, integrante da Guarda de Moçambique e liderança cultural da Pedreira Prado Lopes.
Patrimônio cultural
Em 2007, lideranças comunitárias e organizações locais iniciaram articulações para o reconhecimento da Pedreira Prado Lopes como patrimônio cultural de Belo Horizonte.
Urbanização
A partir de 2006, a comunidade passou por intervenções do programa Vila Viva, coordenado pela URBEL e pela Prefeitura de Belo Horizonte.
As obras incluíram intervenções de saneamento, abertura de vias, urbanização de becos e construção de conjuntos habitacionais.
Controvérsias
As intervenções do programa Vila Viva na Pedreira Prado Lopes foram alvo de críticas e protestos de moradores ao longo da década de 2010.
Entre as reivindicações apresentadas por moradores estavam a demora na conclusão das obras, questionamentos sobre remoções e indenizações, além da situação de famílias desapropriadas durante as intervenções urbanas.
Ver também Aglomerado da Serra Favelas de Belo Horizonte
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