Neoclássico é o quarto álbum de estúdio lançado pela cantora brasileira Patricia Marx (na época ainda sob o nome Patricia), em 1992, pela gravadora Camerati.

Concebido por Mamoru Oxima como um projeto a ser lançado exclusivamente para o Japão, a fim de saciar o interesse crescente do país pela música brasileira, acabou por ser lançado no Brasil, de maneira limitada.

Para promovê-lo foram feitas apresentações em programas de TV e uma turnê intitulada O Tic Tac do Meu Coração, que percorreu algumas cidades brasileiras, no mesmo ano.

A recepção da crítica especializada foi favorável, com resenhas que elogiaram tanto aos vocais quanto a seleção de canções escolhidas, e consideraram esse seu melhor trabalho até então.

Antecedentes e produção Em 1992, Patricia Marx já tinha uma carreira consolidada no mercado fonográfico brasileiro, com três álbuns de estúdio lançados e mais uma coletânea, tinha atingido mais de 700 mil cópias vendidas em território brasileiro. No entanto, seu desejo de gravar canções nos gêneros MPB, bossa nova e black music sempre foi vetado pela RCA, a qual era contratada, por "não ter o padrão comercial exigido pela gravadora".

Com o contrato encerrado, estava decidida a dar um novo rumo à sua carreira. O produtor musical japonês e estudioso da música brasileira, Mamoru Oxima, veio ao Brasil disposto a encontrar uma jovem cantora com voz suave para ser lançada por lá. Após um intenso trabalho de pesquisa, descobriu o álbum O Poeta do Bexiga, tributo ao cantor e compositor Adoniran Barbosa, no qual Patrícia aparece cantando a faixa "Samba Italiano". Oxima encantou-se com a voz e entrou em contato com ela.

Juntos, os dois escolheram um repertório com canções de MPB e bossa nova, incluindo clássicos de Noel Rosa ("Conversa de Botequim"), Tom Jobim ("Vivo sonhando" e "Samba de uma nota só"), Pixinguinha ("Rosa") e Rita Lee ("Picola Marina"), cujo trabalho ele não conhecia e lhe foi apresentado por ela. Além disso, compuseram juntos a música "Dorme Carolina", um acalanto para a irmã da cantora, na época com 2 anos.

Lançamento e divulgação A princípio, o trabalho seria lançado apenas no Japão, mas acabou sendo lançado também no Brasil, com tiragem limitada, pelo selo independente Camerati.

Para promovê-lo, houve aparições em alguns programas da TV brasileira e shows de lançamento no Rio e São Paulo, cujo set list privilegiava apenas as suas canções, deixando de fora os sucessos de seus antecessores. O espetáculo, recebeu elogios da crítica especializada.

Recepção crítica

As resenhas feitas pela crítica especializada foram aclamadoras. Em sua crítica para o jornal O Globo, de 12 de julho de 1993, Mauro Ferreira pontuou que a cantora sempre foi talentosa, no entanto por questões mercadológicas, sempre cantou músicas "ocas" e comerciais, que estavam aquém de suas habilidades como artista. Elogiou as faixas "Rosa", 'Vivo Sonhando" e "Tome Polca" e finalizou dizendo: "O disco é valorizado por arranjos eficientes, que procuram sugerir a estética da época sem perder a noção da atualidade. Resumindo: um disco gostoso que faz jus, enfim, ao talento sempre atribuído à Patrícia".

A resenha da Folha de S.Paulo inicia-se com uma indagação sobre só vinhos velhos serem bons, em alusão a idade da cantora, que mostrou-se ótima, mesmo sendo jovem. Denominou o trabalho de "surpreendente" e disse que com as canções e o show de divulgação, muitos mudaram de ideia sobre ela vir a tornar-se um grande nome da música internacional.

Lista de faixas Créditos adaptados do CD Neoclássico, de 1992.

Histórico de lançamento País Data Formato Gravadora Edição(ões) 1992 CD Camerati Padrão

Categoria:Álbuns de Patricia Marx Categoria:Álbuns de 1992 Categoria:Álbuns em língua portuguesa