|morte_data = |morte_local=Bordeira (Faro) |actividade = 1907 - 1967 |outras ocupações =compositor |instrumento =acordeão |modelos =Fratelli Crosio, J.Contreiras |gênero =Folclore, Tango, Valsa, Corridinho |gravadora =Colúmbia Records |local_morte =Bordeira (Faro) |nacionalidade = |ocupação =Acordeonista"homenagem à sua obra em 2012 no Teatro das Figuras" |website =Página oficial

José Ferreiro de seu nome baptismal José das Neves Vargues"notícia de albufeirasempre,sobre o seu acordeão" (Bordeira, 20 de Maio de 1895 - Bordeira, 21 de Agosto de 1967), foi um acordeonista português."Portal do site da Freguesia de Sta.Bárbara de Nexe,com a imagem de José Ferreiro (Pai)"

Biografia thumb|Legenda|Orquestra Típica Algarvia,em 1932,

Filho de Joaquim das Neves Vargues e de Maria Teresa Cavaco.Nasceu a 7 de Maio em 1896. Foi ferreiro de profissão assim como o seu pai e os seus dois irmãos. É natural de Bordeira Faro[No livro "O Acordeão no Algarve" da autoria de Nuno Campos Inácio, é confirmada esta notícia] Freguesia de Santa Bárbara de Nexe e não de Aljezur, havendo várias referências sobre esta afirmação. Compôs o corridinho Alma Algarvia,"A Alma Algarvia é referida mundialmente" o cartão de visita do Algarve, conhecido em todo o País e todo o mundo. Fundou a Sociedade Recreativa Bordeirense"inf.histórica sobre as Charolas, e a importância de José Ferreiro (Pai)" e compôs o Hino de Bordeira[pag.22 do livro As Obras de José Ferreiro Pai & Filho "Terra de Acordeão"] com letra do seu amigo António Aleixo, para a inauguração da Sociedade, em 1936. E durante muitos anos participou nas célebres charolas de Bordeira, para a qual compôs também a Marcha[Foi publicado na pagina de José Ferreiro (Pai) a imagem do disco ] de Bordeira,[Pag. 22 do livro "As Obras de José Ferreiro Pai & Filho de "Terra de Acordeão"] que é considerada o Hino de Bordeira.no livro As Obras de José Ferreiro (Pai) [na pag.60 está publicada a pauta deste hino] Em 1932, participou na 1.ª Orquestra Típica Algarvia, chefiada pelo maestro Frederico Valério. Até há muito pouco tempo, desconhecia-se a existência desta 1.ª Orquestra.

Casamento e filhos Casou em 1914 com Maria dos Prazeres,[citado no livro o Acordeão no Algarve,pag.110,de Nuno Campos Inácio,editado em 2016] natural de Bordeira (Faro). Desse casamento nasceram quatro filhos. Maria dos Prazeres Vargues, radicada no Brasil, desde a década de quarenta, já falecida José Vargues Prazeres, que lhe seguiu a arte de acordeonista, conhecido por José Ferreiro Júnior, já falecido no Brasil,[referido no livro As Obras de José Ferreiro Pai & Filho, de Hermenegildo Guerreiro e Nelson Conceição.pag.96, editado em 2014]

thumb|José Ferreiro (pai), no Brasil com o acordeão ao lado de familiares

Para além do artista

A sua simplicidade, bondade, cordialidade e a prática do bem, ficou na recordação das pessoas que o conheceram.[referido no Livro As Obras de José Ferreiro Pai & Filho,pag.24 de Hermenegildo Guerreiro e Nelson Conceição,editado em 2014] E a poucos dias do falecimento da acordeonista Eugénia Lima, nas últimas entrevistas desta senhora do Acordeão, ela não se esqueceu de José Ferreiro (Pai),"Numa entrevista, Eugénia Lima,conta como conheceu José Ferreiro (Pai) e José Ferreiro Júnior" quando o ouviu tocar acordeão juntamente com o seu filho em Castelo Branco, a ainda criança de seis anos Eugénia Lima, não mais esqueceu que José Ferreiro (Pai), assim era designado, para não confundirem com o seu filho, reparou na menina que estava na plateia com o seu pai e no fim do espetáculo falou com ela e seu pai e soube do seu interesse pelo acordeão e quando a menina disse que queria ter um acordeão cromático"Planetalgarve" e não a concertina, 'José Ferreiro (Pai)' virou-se para o pai e disse-lhe, tem que comprar um acordeão à sua filha e ele próprio sempre disposto a ajudar, prontificou-se a mandar um acordeão para a Eugénia Lima, mas não foi oferecido, o pai pagou, como ela quiz esclarecer. No dia da primeira parte da homenagem, que lhe foi feita em 2012, na Sociedade Recreativa Bordeirense, ao se falar dele vincava-se sempre o seu perfil de homem bondoso[livro "As Obras de José Ferreiro Pai & Filho, da autoria de Hermenegildo Guerreiro e Nelson Conceição] e gentil. Estas qualidades foram referidas no jornal do Algarve, pelo facto também que neste dia fazia o seu centenárioSim, a homenagem a José Ferreiro (Pai) na Sociedade Recreativa Bordeirense em 2012 (precisamente a 18 de março, dia do centenário do seu nascimento) teve eco na imprensa regional algarvia. O seu caráter e feitio bondoso, bem como o seu papel fundamental na cultura de Bordeira e na música de acordeão, foram destacados em publicações como: Jornal do Algarve: Este jornal costuma cobrir eventos culturais de relevo na região e dedicou espaço à celebração do centenário do "Rei do Corridinho". .

Percurso artístico Em 1966, fez a sua derradeira viagem ao Canadá e Estados Unidos da América, para actuar para os Imigrantes seus conterrâneos, iclusivamente a sua sobrinha "Mercedes Ferreira" no Canadá, tendo feito um corridinho intitulado "Portugueses no Canadá", também esteve nos Estados Unidos da América, onde tinha dois sobrinhos, um deles Jorge Ferreiro,também foi acordeonista e outro "Quincas", um exímio dançarino. No verão do ano seguinte, sofre um AVC e faleceu ,quando se preparava para viajar para América Latina, Brasil e Argentina. José Ferreiro viajou para o Brasil em 1923, onde residiu durante cerca de dois anos. Durante este período, terá trabalhado e continuado a desenvolver a sua técnica musical, sendo que o seu regresso a Portugal ocorreu em 1925. Quando esteve no Brasil, iniciou a aprendizagem[Livro "As Obras de José Ferreiro (Pai) & Filho, pag.22,refere que testemunhos de conterrâneos e familiares, a sua estadia no Brasil pode ter influenciado a sua evolução no âmbito musical] da evolução do acordeão.[pag.22 do livro "As Obras de José Ferreiro (Pai) & Filho de "Terra de Acordeão"] Em 26 de Abril de 1929 esteve em França, onde fez várias actuações e aprendeu novas técnicas, tendo regressado em Outubro do mesmo ano. Esta afirmação é comprovada pela pelo seu passaporte, que esteve em exposição na Sociedade Recreativa Bordeirense, A homenagem prestada a José Ferreiro Pai e ao seu filho José Ferreiro Filho em 2012 pela Sociedade Recreativa Bordeirense foi um marco importante para a preservação da cultura do acordeão no Algarve. Ocorreu em outubro e novembro em Bordeira, e Faro. O evento incluiu a Grande Gala de Acordeão, que celebrou o legado dos dois músicos como figuras centrais do "corridinho" e da música popular algarvia. Em 13 de Outubro de 2012, quando foi feita a exposição da Obra de José Ferreiro (Pai) e Filho. José Ferreiro Pai Evidenciou-se desde cedo como um exímio acordeonista. O melhor da sua época. Não se sabe como é que ele aprendeu, pois dos irmãos, foi o único que se dedicou ao acordeão. Talvez como disse o declamador João Pires na homenagem que lhe foi feita em Faro de 2002, o ventre da sua mãe tenha sido a sua escola e o malho de ferreiro o ritmo da sua música.[citado no livro As Obras de José Ferreiro (Pai) & Filho,pag 21, de Hermenegildo Guerreiro e Nelson Conceição, editado em 2014] em 1925Em 1925, ele participou e venceu o Concurso de Acordeonistas organizado pelo jornal O Século, realizado no Jardim da Estrela, em Lisboa. Este evento foi um divisor de águas na sua carreira, mas antes de retornar ao Brasil, destacam-se os seguintes pontos: no cine-teatro de Faro, fez parte de um concurso de acordeonistas,["pag.22 do livro "As Obras de José Ferreiro Pai & Filho de "Terra de Acordeão"] os melhores da sua época,[referido no livro "As Obras de José Ferreiro (Pai)& Filho), da autoria de Hernegildo Guerreiro e Nelson Conceição na pag. 22] de que fazia parte, João Bexiga, José Messena Fialho- Ceguinho da Luz, Manuel Granja, José Padeiro, Ruy Cabrita, António Machado, António Madeira, J.Calote, José Sapateiro. Em 1950 no dia 2 de Novembro, Integrado na Orquestra Típica de Acordeão Algarvia, actuou em Lisboa na "Sala Júlia Mendes no Parque Mayer conforme notícia do jornal Diário Popular.[notícia do Diario Popular de 2 de Novembro de 1950]

Orquestra Típica de Acordeão Algarvia

Em 1936, "João Pires em Faro, fala de José Ferreiro (Pai)" fez parte da Orquestra Típica de Acordeão Algarvia, que foi reorganizada pelo Maestro João Nobre, que era natural de Faro, da qual fazia parte os já famosos acordeonistas José Ferreiro Júnior e António Madeirinha. Esta orquestra fez um enorme sucesso, tendo actuado em Lisboa, rasgando fronteiras, atingindo Paris.[No livro "O Acordeão no Algarve" da autoria Nuno Campos Inácio na pag.28 e 29 é apresentada esta imagem e fala-nos sobre as orquestra que José Ferreiro (pai) integrou]

Antes em 1932, fez parte também de outra Orquestra, chefiada por Frederico Valério. Em 1959, integrou a terceira orquestra, sendo esta denominada Orquestra Regional de Armóneos, que fez um grande êxito no Coliseu dos Recreios em Lisboa, do que seria a Grande Noite Algarvia.

thumb|Orquestra Típica de Acordeão Algarvia, em 1947

As Charolas de Bordeira

Cantar as charolas é uma tradição, que remonta desde a primeira década ou segunda do Século passado e segundo a história daquela aldeia, chamada Bordeira (Faro) e que faz parte da Freguesia de Santa Bárbara de Nexe, começou com José Ferreiro (Pai). Ele compunha a entrada da charola e a "marcha". Os instrumentos eram o acordeão, os "ferrinhos", as "castanholas" e o "pandeiro". O seu nome ficou na história desta tradição típica do Algarve e que continua a manter-se. A sua presença era obrigatória e quando se falava em charolas, o seu nome era logo mencionado, por aquelas gentes. É muito importantes para estas gentes estas festas, pois não têm mais nada e ele tomava muito a peito a responsabilidade da parte musical das charolas. Foram encontradas na sua casa as pautas das charolas do ano em que faleceu, 1967. No site da Freguesia de Santa Bárbara de Nexe, a sua fotografia está em destaque, quando se entra no respectivo site.

Orquestra Regional de Harmónios

Orquestra Regional de Harmónios (1959): Em 1959, integrou esta prestigiada orquestra que reuniu os melhores acordeonistas da época. O espetáculo no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, foi um marco histórico de grande sucesso. Colaboração e Televisão: José Ferreiro Pai acompanhou e colaborou com grandes nomes como João Barra Bexiga e António Madeirinha em diversas atuações. O registo histórico indica que estes músicos pioneiros foram dos primeiros acordeonistas a ter a sua arte difundida pela então jovem televisão portuguesa (RTP). José Ferreiro (Pai), em 1959, já com 66 anos de idade, fez parte da Orquestra Regional de Harmóneos de Faro.[Pag.103 do livro "O Acordeão no Algarve da autoria de "Nuno Campos Inácio] Actuou a duo com João Barra Bexiga no Teatro A.Pinheiro em Tavira. [biografia de João Barra Bexiga editada pela Câmara Municipal de Loulé]

em Lisboa com o Rancho Folclórico de Faro, onde também esteve presente o seu sobrinho Quincas, grande dançarino daquele tempo. Essa noite que nos jornais, foi chamada "A Grande Noite Algarvia assim como outros acordeonistas" e que teve o privilégio de ser televisionada.[citado no Livro As Obras de José Ferreiro Pai & Filho,pag 22,de Hermenegildo Guerreiro e Nelson Conceição,editado em 2014]

Homenagem a José Ferreiro (pai)