A pediculose pubiana, também conhecida como "chato" ou "piolho do púbis", é uma infestação causada pelo piolho-da-púbis. Ela ocorre mais frequentemente nos pelos pubianos, embora outros pelos de diâmetro mais grosso, como os das axilas, barba, sobrancelhas ou cílios, também possam ser acometidos. O principal sintoma é coceira na região genital. Podem ser observadas manchas azul-acinzentadas no local da picada, pequenas crosta
s e vestígios de sangue, além da presença visível de lêndeas (ovos) e piolhos vivos. As possíveis complicações incluem infecção bacteriana secundária decorrente do ato de coçar.
A causa da doença é o Pthirus pubis, um inseto sem asas que se alimenta de sangue humano e deposita seus ovos nos pelos ou nas roupas. A trasmissão ocorre, na maioria dos casos, por contato sexual, mas também pode acontecer pelo compartilhamento de roupas de cama, toalhas ou vestimentas. A infestação é mais comum em locais com alta densidade populacional. O diagnóstico é feito pela identificação de lêndeas ou piolhos vivos, seja a olho nu ou com o auxílio de uma lupa. Em geral, uma pessoa infestada abriga cerca de uma dúzia de piolhos. Recomenda-se a realização de exames para investigar outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
O tratamento de primeira linha consiste no uso tópico de permetrina ou piretrina associada ao butóxido de piperonila. Normalmente são necessárias duas rodadas de tratamento, com intervalo mínimo de uma semana, para eliminar os piolhos recém-nascidos. Outros opções de tratamento incluem o uso de malation em pomada ou a administração oral de ivermectina. A lavagem de roupas e roupas de cama em água quente elimina os piolhos, e a disseminação pode ser evitada abstendo-se de relações sexuais até a cura completa. As lêndeas podem ser removidas penteando-se os pelos pubianos com um pente fino embebido em vinagre. Os parceiros sexuais também devem ser tratados.
Estima-se que a pediculose pubiana afete cerca de 2% da população mundial. A infestação é encontrada em todas as regiões do mundo, em pessoas de diferentes etnias e classes sociais. Adultos são mais frequentemente afetados do que crianças. Casos de piolhos pubianos são descritos desde a Antiguidade, incluindo registros de infestações em soldados já no século II.
Referências
Categoria:Piolhos Categoria:Doenças e infecções sexualmente transmissíveis