Dodecassílabo, no poema, é chamado o verso que apresenta doze sílabas métricas, ou sílabas poéticas.CAMPOS, Geir - Pequeno Dicionário de Arte Poética. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, .

Ritmo De acordo com o ritmo do verso, o dodecassílabo típico pode ser classificado em duas formas:

Alexandrino É o verso que apresenta sílabas tônicas nas posições 6 e 12, caracterizando uma cesura e dois hemistíquios.

Cada hemistíquio pode apresentar ainda uma ou duas sílabas tônicas a mais.

Um dos exemplos mais citados de verso alexandrino é o nome completo do poeta Olavo Bilac: Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac.

Este verso é composto por três iambos, um peônio de quarta e um iambo.

Dependendo da distribuição de sílabas tônicas, quando o verso apresenta uma sequência de pés iguais, o alexandrino ainda pode receber uma classificação adicional, tais sejam: Hexâmetro iâmbico Verso com uma sequência de seis iambos: "A gar ça_é só pu re za_em seu pla nar no céu. ("O amor e a garça" - Paulo Camelo);

Tetrâmetro anapéstico Verso contendo uma sequência de quatro anapestos: "Vo cê sa be_o que_é ter um a mor, meu se nhor?" ("Nervos de aço" - Lupicínio Rodrigues)Nervos de aço

Díade hexassilábica Verso alexandrino raro onde as sílabas tônicas são apenas a sexta e a décima segunda: "E quan do deu na te lha_eu co me ter so ne [to]," ("Cometa alexandrino" - Paulo Camelo)Cometa alexandrino

Há versos dodecassílabos que, embora apresentem tônicas as sexta e décima segunda sílabas, não são considerados ortodoxamente alexandrinos, porque não apresentam a cesura e os dois hemistíquios, ou seja, a sexta sílaba não é de uma palavra oxítona, ou, se paroxítona, não há elisão com a palavra seguinte. No entanto, seu ritmo apresenta-se como de um alexandrino.

Trímetro peônico O trímetro peônico apresenta uma sequência de três peônios de quarta, com sílabas tônicas nas posições 4, 8 e 12. Também é denominado verso romântico: Tem cer tos di as em que_eu pen so_em mi nha gen [te] e sin to_as sim to do_o meu pei to se_a per tar por que pa re ce que_a con te ce de re pen [te] co mo_um de se jo de_eu vi ver sem me no tar..." ("Gente humilde'' - Garoto).História de Gente Humilde

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