Benito Mazon Castañeda (Cádis, 1885 – Porto Alegre, 1955) foi um pintor, desenhista, restaurador e professor espanhol e muito ativo no Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, durante a primeira metade do século XX. Era chamado de “Don Benito” por amigos mais próximos e também por seus colegas de profissão.

Mudou-se para o Brasil, em 1919, vivendo no interior do Rio Grande do Sul, primeiramente em Uruguaiana e depois em Bagé. Em 1940 foi residir em Porto Alegre, e no ano seguinte torna-se professor do Instituto de Belas Artes (Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul), onde permaneceu de 1941 a 1955, ano de sua morte.

As obras de Benito Castañeda inspiraram gerações de artistas plásticos gaúchos e estão expostas em diversos museus como: Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (MARGS), Pinacoteca APLUB, Pinacoteca Aldo Locatelli, Museu Júlio de Castilhos, além da Pinacoteca Barão de Santo Ângelo do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde lecionou.

Biografia Nasceu em Cádis, na Espanha em 1885, onde estudou pintura, na Escola Industrial de Artes e Ofícios, de 1901 a 1909.

Entre 1911 e 1915, estudou na Escola de Belas Artes de Buenos Aires, Argentina.

Mudou-se para o Brasil, em 1919, vivendo no interior do Rio Grande do Sul, primeiramente em Uruguaiana (até 1935) e depois em Bagé (até 1939). Em Uruguaiana, Benito deu aulas particulares e em Bagé, lecionou no Ginásio Nossa Senhora Auxiliadora, de 1936 a 1939.

Em 1940 foi residir em Porto Alegre e em 1941, passou a integrar o corpo docente do Instituto de Belas Artes (Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul), a convite do então Diretor Tasso Corrêa. Benito lecionou na instituição de 1941 até sua morte, em 1955.

Benito não teve filhos, mas teve muitos amigos e segundo relatos vivia com Maria, embora não fossem casados oficialmente, já que em seus documentos pessoais seu estado civil consta como solteiro.

Amizades Dentre os amigos que Don Benito fez ao longo da vida estão o escritor Érico Veríssimo e o desembargador e artista plástico João Pereira de Sampaio.

Conheceu o desembargador Sampaio na época que ambos residiam em Uruguaiana. Segundo levantamento realizado pela pesquisadora Thais Silva, o desembargador Sampaio era um dos intermediários do artista com a capital Porto Alegre; o espanhol morava no interior e enviava suas telas para que o desembargador pudesse enviar as obras ao Instituto de Belas Artes ou para alguma mostra ou exposição.

Benito conheceu Érico Veríssimo já quando residia em Porto Alegre, provavelmente no restaurante Dona Maria, localizado junto à Praça Parobé, no centro de Porto Alegre, local também frequentado por Érico e bem próximo de onde este trabalhava na Livraria do Globo.

Era comum ver Benito com os amigos no restaurante Maria Gorda, antigo restaurante Dona Maria. O restaurante era bastante frequentado por outras personalidades e artistas gaúchos.

Carreira Benito Castañeda exerceu a função de restaurador no Museu Júlio de Castilhos.

Fez duas exposições individuais em Porto Alegre, a primeira em 1941, na Casa das Molduras, e a segunda em 1946, na Galeria Correio do Povo. Também participou de alguns salões, recebendo prêmios por suas obras.

Em sua obra mostrou especial predileção pela figura humana, principalmente os tipos populares, que retratou através de uma técnica vigorosa e gestual que em alguns momentos prenuncia a abstração.

Legado Benito Castañeda foi considerado um mestre da paisagem em sua época.

Suas obras estão expostas no e tem obras no Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (MARGS), Pinacoteca APLUB, Pinacoteca Aldo Locatelli, Museu Júlio de Castilhos, além da Pinacoteca Barão de Santo Ângelo do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde foi professor de 1941 a 1955.

Benito é considerado um dos mestres que ajudaram a formar as gerações de artistas plásticos no Rio Grande do Sul.

Depois de sua morte, suas obras continuam sendo mostradas ao público como na exposição “Laboratório Central: pintura e memórias da cidade”, coordenada pela artista Marilice Corona, na Porto Alegre Aberta: representações da urbe na Pinacoteca, em 2022, com curadoria de Paulo Amaral, coordenador de Artes Visuais da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Porto Alegre.

Obras

Paisagem urbana com casas, figuras humanas, vegetação em 1° plano e rio ao fundo. Igreja Nossa Senhora do Rosário em Porto Alegre (RS), Dimensões 50cm x 40cm, Acervo do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Igreja Nossa Senhora do Rosário em Porto Alegre (RS), 1942. Dimensões sem moldura 69,6 cm x 59,8 cm, Acervo do Museu de História Julio de Castilhos. Rua Espírito Santo em Porto Alegre (RS). Ruínas de São Miguel. Vida de Fazenda.

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