Gastão Hofstetter (Porto Alegre, 1917 – 1986) foi um pintor, gravurista e ilustrador brasileiro.

Biografia

Autodidata, em 1929 foi contratado como ilustrador e capista na editora da Revista do Globo, veículo de distribuição nacional, onde trabalhava um afamado grupo de artistas gráficos, dos quais recebeu orientação para aprimorar sua técnica e estilo."Gastão Hofstetter". In: Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. Itaú Cultural, 2001-2026 Em 1935 teve obra exposta na Exposição do Centenário Farroupilha, e em 1938 participou da fundação da Associação Francisco Lisboa. Na década de 1940 também começou a produzir logotipos, embalagens, cartazes e anúncios para a divisão de Propaganda da Globo.Rosa, Renato & Presser, Décio. Dicionário de Artes Plásticas no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Editora da Universidade, 1997

Sua primeira individual aconteceu em 1950. Em 1951 ingressou como desenhista no Departamento Nacional de Estradas de Rodagem. Em 1954 participou da coletiva de inauguração do Museu de Arte do Rio Grande do Sul. No mesmo ano, junto com os outros artistas do Clube de Gravura de Porto Alegre, recebeu o Prêmio Mundial da Paz Pablo Picasso, em Viena. Na década de 1950 trabalhou como artista gráfico no jornal A Hora e dirigiu o Clube de Gravura. Foi um dos fundadores do Museu de Arte Moderna de Goiânia.

Obra Um dos pioneiros do modernismo no estado,"Porto Alegre recebe novo ciclo de exposições". Correio do Povo, 12 de setembro de 2011 e um nome importante nas artes visuais do sul do país, sua temática principal é a paisagem urbana, quase sempre de Porto Alegre. Ao apresentar sua primeira individual, o crítico Aldo Obino disse: "Não é a paisagem natural que lhe toca o pincel. É a paisagem atuada pelo labor e viver do homem. [...] A arte de Gastão Hofstetter é a antítese das pinturas crepusculares, melancólicas e desanimadas de um pictorialismo triste que não nos tem faltado, contra o espírito da cidade, que, no seu núcleo vital, é o de uma pudica alegria".Apud Sirena, Mariana Silva. O circuito artístico de Porto Alegre na década de 1950 a partir do jornalismo: análise da coluna Notas de Arte, de Aldo Obino, no Correio do Povo. Universidade Federal do Rio Grande do Sul2014, p. 77 Segundo Rosa & Presser, "encarnava o mito do artista moderno do pós-guerra, boêmio e romântico. Amou Porto Alegre, retratando-a com muita sensibilidade, documentando os antigos casarões que demoliam ou se transformavam em cortiço".

Tem obras no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em museus da Argentina e Uruguai, na Pinacoteca Aldo Locatelli"Paisagens de Porto Alegre são apresentadas em exposição na Prefeitura". Sul 21, 7 de fevereiro de 2012 e no Memorial da Câmara Municipal de Porto Alegre.Barcellos, Claudete. "Câmara consegue reaver duas pinturas antigas da Capital". Câmara Municipal de Porto Alegre, 31 de março de 2016 Em 2011 o critico Renato Rosa organizou uma retrospectiva na galeria da Casa Torelly. Em 2022 foi incluindo na Bienal do Mercosul.

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