Vítor Manuel Pires de Aguiar e Silva (Real, Penalva do Castelo, 15 de setembro de 1939 – 12 de setembro de 2022) foi um professor, investigador, escritor e poeta português.
Vida Iniciou os estudos no Liceu Nacional de Viseu. Já na Universidade de Coimbra, concluiu o curso de Letras, licenciando-se em Filologia Românica. Após obter o seu doutoramento em Literatura Portuguesa, assumiu a carreira de professor na Faculdade de Letras da mesma universidade em 1979.
Professor da Universidade do Minho desde 1989, foi Professor Catedrático do Instituto de Letras e Ciências Humanas, fundou e dirigiu o Centro de Estudos Humanísticos e a revista Diacrítica. Desempenhou as funções de vice-reitor da Universidade, de junho de 1990 a julho de 2002, quando se aposentou.
Participou na proposta de criação do Instituto Camões, como coordenador do grupo de trabalho. Também coordenou a Comissão Nacional de Língua Portuguesa (CNALP), tendo ainda sido membro do Conselho Nacional de Cultura.
Foi um dos eminentes professores signatários da Petição em Defesa da Língua Portuguesa Contra o Acordo Ortográfico, que desde 2 de maio de 2008 recolheu mais de 128 000 assinaturas.
Morreu a 12 de setembro de 2022 aos 82 anos, segundo anunciou a Universidade do Minho.
Prémios e distinções Prémio Vergílio Ferreira (2003). Grau de Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública (4 de outubro de 2004) Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (2007). Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural (2018). Doutoramento Honoris Causa pela Universidade dos Açores (16 de outubro de 2018). Prémio Camões (2020). Grau de Grã-Cruz da Ordem de Camões (6 de junho de 2024, a título póstumo)
Obras Para uma interpretação do classicismo (1962); O teatro de actualidade no romantismo português: 1849-1875 (1965); Teoria da literatura (1967); Notas sobre o cânone da lírica camoniana (1968); Maneirismo e barroco na poesia lírica portuguesa (1971); O significado do episódio da Ilha dos Amores na estrutura de Os Lusíadas (1972); A oposição democrática e sua ideologia totalitária: discurso proferido na sessão de esclarecimento dos eleitores e apresentação dos candidatos a deputados pela A.N.P., que teve lugar na Figueira da Foz, em 16 de Outubro de 1973 (1973); Reforma do sistema educativo (1973); A estrutura do romance (1974); Competência linguística e competência literária: sobre a possibilidade de uma poética gerativa (1977); Crítica de Livros: teoria literária (1977); Fialho de Almeida e o problema sociocultural do francesismo (1983); Teoria e metodologia literárias (1990); Imaginação e pensamentos utópicos no episódio da "Ilha dos Amores" (1988); Maria Alice Nobre Gouveia: 1927-1988 (1991); Camões: labirintos e fascínios (1994); A lira dourada e a tuba canora : novos ensaios camonianos (2008); Jorge de Sena e Camões: trinta anos de amor e melancolia (2009); As humanidades, os estudos culturais, o ensino da literatura e a política da língua portuguesa (2010); Dicionário de Luís de Camões (2011).
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