Ori ou limo da costa, também chamado de manteiga de karité ou banha de Ori, é uma manteiga extraída das sementes esmagadas do fruto de karité, árvore encontrada exclusivamente na África, cujo nome científico é Vitellaria paradoxa. As africanas acreditam que esse fruto guarda poderes místicos.
No Brasil, é bastante usado no candomblé, principalmente nos rituais de iniciação ou feitura de santo e no preparo da comida de orixás, sendo usada especialmente nas comidas destinadas a Oxalá.
É também usado em conjunto com manteiga de cacau na indústria cosmética, geralmente como protetor labial.
A manteiga de karité é obtida a partir das sementes dessa planta, que são esmagadas até extrair suas gorduras, que mantêm uma aparência cremosa à temperatura ambiente.
Na África, é usada inclusive como alimento, como óleo vegetal. Conhecida como o “ouro das mulheres”, não apenas por sua cor, que vai do branco ao amarelado, mas por suas propriedades nutrientes, anti-inflamatórias, antifúngicas, regeneradoras e fortalecedoras de tecidos.
Etimologia Em francês, a planta é chamada karité, nome proveniente da língua uolofe (wolof), principal língua do Senegal; em inglês, a manteiga é conhecida como "shea butter"; o nome "shea" vem de sǐ, o nome da árvore em bamana (ou bambara), principal língua do Mali. Entre os iorubás da Nigéria e de países vizinhos, por sua vez, a planta é chamada òrí, nome pelo qual é também conhecida no Brasil, especialmente entre os adeptos do candomblé.
Referências Bastide, Roger, O candomblé da Bahia rito Nagô, 1961, Companhia Editora Nacional
Categoria:Comidas rituais Categoria:Manteigas por tipo