thumb|245px|Suaquém é uma cidade histórica do Sudão no litoral do Mar Vermelho. Há pouco além de ruínas e entulho thumb|245px|Suaquém em 1928: um porto fervilhante do Sudão, cheio de construções históricas datando sobretudo dos séculos XVII e XVIII
SuaquémDicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa (em árabe: سواكن Sauakin; em inglês: Suakin) é uma cidade e porto sudanês situado no Mar Vermelho.
História Suaquém foi, até as primeiras décadas do , o principal porto da região, mas a inauguração de Porto Sudão, situada 45 km ao norte, e aparelhada para receber os grandes navios que passaram a frequentar a região após a abertura do Canal de Suez determinou sua inexorável decadência. Desde a antiguidade, o porto, mencionado pelos gregos e pelos romanos, foi um ativo centro de comércio, tendo como produtos de destaque, o incenso, a mirra, a goma arábica, o aloé e o elemi. Também conhecida pelo seu mercado de escravos que teria sido o último a ser extinto em todo o mundo.
Há indícios de que teria sido até o , um núcleo importante do cristianismo, e ponto de partida para os peregrinos procedentes do reino da Núbia e da ilha de Socotorá, então povoados por cristãos, e da Etiópia. São conhecidos os contactos com comerciantes venezianos, além da passagem de Pero da Covilhã nos fins do , enviado por Portugal, em missão destinada a contactar o reino cristão do Preste João. A cidade é citada nos Lusíadas de Luis de Camões e, apesar de ter sido invadida em 1517 pelo sultão Selim I, manteve intercâmbio comercial com os portugueses durante tudo o .
Sob jugo otomano acabou sendo convertida definitivamente em residência do Paxá, com jurisdição sobre o Eialete da Abissínia que incluía toda região costeira correspondente ao Sudão e a Eritreia, até sua ocupação pelos ingleses em 1888. No foi frequentemente visitada por Rimbaud, depois que, abandonando a literatura, passou a se dedicar ao comércio. A bela cidade antiga, construída em uma ilha no interior de um braço de mar, e cujos edifícios eram constituídos de material coralíneo retirado dos recifes das proximidades, foi reduzida, no decurso dos últimos 50 anos a um monte de entulhos, mas há projetos sendo iniciados visando sua restauração.
Em 17 de janeiro de 2018, como parte de uma aproximação com o Sudão, a ilha de Suaquém, uma antiga possessão otomana no Mar Vermelho, foi cedida à Turquia pelo prazo de 99 anos, para reconstrução e desenvolvimento turístico.
Demografia Suaquém tem habitantes (dados de 2007).
Desenvolvimento populacional: Ano Habitantes 1973 (censo) 1983 (censo) 2007 (estimativa)
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