Silvino Silvério Marques (Nazaré, Nazaré, 23 de Março de 1918 — Lisboa, 1 de outubro de 2013) foi um oficial general do Exército Português e administrador colonial. Citado em Exerceu o cargo de Governador-geral de Angola em dois períodos, de 1962 a 1966 e novamente em 1974.
Biografia Era filho do comerciante Joaquim Marques (São João Baptista, Porto de Mós, c. 1884) e de Georgina Ferreira Silvério (Pederneira, Nazaré, c. 1885). Era irmão de Jaime Silvério Marques, também oficial general.
Concluiu os estudos secundários em Lisboa, tendo frequentado os preparatórios de Engenharia desta cidade e o curso de engenharia militar na Escola do Exército. Seguiu a carreira militar, sendo promovido a general.
A 16 de fevereiro de 1944, casou na igreja paroquial de Riachos, em Torres Novas, com Maria Marcele Dias Antunes Barroso.
A 14 de Janeiro de 1954 foi feito Oficial da Ordem Militar de Avis e a 27 de Setembro de 1958 foi elevado a Comendador da mesma Ordem.
Foi Governador de Cabo Verde de 1958 a 1962, Governador de Angola de 1962 a 1966, administrador da Siderurgia Nacional de 1967 a 1970, director interino da Arma de Engenharia e 2.° Comandante da Região Militar de Moçambique de 1971 a Janeiro de 1973.
Neste período foi feito Grande-Oficial da Ordem do Império a 3 de Novembro de 1963 e Comendador da Ordem do Mérito Militar do Brasil a 21 de Outubro de 1969.
Foi vogal do Conselho Superior Ultramarino até 1973, mas não foi reconduzido por desavenças com Marcelo Caetano acerca da política ultramarina, posta em prática por este, que tinha como fim a autonomia progressiva das Províncias Ultramarinas.
Em Dezembro de 1973 foi colocado na Direcção de Instrução do Estado-Maior do Exército. Terá então alegadamente participado na Kaulzada, plano de golpe chefiado por Kaúlza de Arriaga que visava a formação de um governo mais belicista, que reforçaria o esforço de guerra para vencer a Guerra do Ultramar. No entanto, rejeitará ter participado, afirmando que o seu nome tinha sido invocado pelos conspiradores sem o seu conhecimento.
Fruto da sua posição anti-marcelista, recusa-se a participar na cerimónia a 14 de março de 1974, que ficaria conhecida como “Brigada do Reumático”.
Em Maio de 1974, foi convidado pelo general António de Spínola para voltar ao cargo de Governador de Angola, lugar que ocupou por pouco mais de um mês, até finais de Julho, por não dar garantias de cumprir as instruções da Junta de Salvação Nacional.
Passou à reserva em 1975.
Obras Possui vários obras publicadas e em 2010 foi lançado «Qual de Nós Terá Razão?», livro da sua autoria, editado pela Prefácio.
«Estratégia Estrutural Portuguesa», Edição 6 de Biblioteca Pensamento político, Editora Petrony, 1970 «Marcello Caetano, Angola e o 25 de Abril - Uma Polémica com Veríssimo Serrão», editor: Inquérito, 1995 «Salazar, o Ultramar e o 25 de Abril», Nova Arrancada, Sociedade Editora, 2001
Ver também Lista de governadores de Cabo Verde Lista de governadores coloniais de Angola História de Cabo Verde História de Angola
Ligações externas General Silvino Silvério Marques, Dos Veteranos da Guerra do Ultramar
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