António Adérito Borges Lopes (Lisboa, 14 de fevereiro de 1980), é um ator português.

Biografia Adérito Lopes, ator, PhD doutorado em Comunicação, Cultura e Artes (especialidade em Teatro), pela Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve (2014-2018). Pós-doutorado em Teatro – Ensino Artístico, desenvolvido na Escola Superior de Teatro e Cinema – Instituto Politécnico de Lisboa em acolhimento do CIAC – Centro de Investigação em Artes e Comunicação com sede na Universidade do Algarve (2022-2023). Mestre em Teatro, Artes Performativas, Interpretação pela ESTC - Escola Superior de Teatro e Cinema - Instituto Politécnico de Lisboa (antigo Conservatório Nacional de Teatro) (2011-2013). Licenciado em Educação (minor em Educação e Leitura) pela UAb (2023-2025).Pós-graduado em Práticas Artísticas e Inclusão Social, pela Universidade Católica Portuguesa (2025-2026). Título de Especialista em Artes/Teatro/Interpretação atribuído pelo IPL - Instituto Politécnico de Lisboa (2024).

Iniciou a sua atividade como ator no Grupo de Teatro Independente O Palmo e Meio em Lisboa, ao mesmo tempo que frequentava a oficina/ateliê Espaços e Expressões, na Comuna - Teatro de Pesquisa (1996-1999).

Posteriormente o curso de formação de atores da Escola Profissional de Teatro de Cascais (1998-2001).

Estreia-se como profissional de teatro em 2001, no Teatro Experimental de Cascais, numa coprodução com o Teatro da Garagem, em Tríptico TEC de Carlos J. Pessoa.

Desde então trabalhou no teatro sob a direção de nomes como Águeda Sena; Bruno Bravo; Carlos Avilez; Carlos Pessoa; Castro Guedes; Diego Fernando Montoya; Fernando Jorge Lopes; Filipe La Féria; Guillermo Heras; Hélder Costa; João Lourenço; Joaquim Benite; José Martins; Maria do Céu Guerra; Paula Sousa; Rita Lello; Rui Luís Brás e São José Lapa.

Integrou o elenco de espetáculos em companhias e grupos como A Barraca; Companhia de Teatro de Almada; Espaço das Aguncheiras; Pasionaria Laboratorio Escénico; Primeiros Sintomas; Teatro Aberto; Teatroesfera; Teatro Extremo; Teatro da Garagem; TEC - Teatro Experimental de Cascais, Teatro Noroeste - Centro Dramático de Viana; entre outros.

Professor Coordenador do Curso Profissional de Intérprete - Ator/Atriz, no IDS - Instituto para o Desenvolvimento Social, Escola Profissional desde 2018.

Circulação nacional e internacional

A atividade teatral de Adérito Lopes caracterizou-se por uma circulação continuada em diferentes regiões de Portugal continental e nos Açores, abrangendo teatros nacionais e municipais, companhias profissionais, festivais, auditórios, museus, associações culturais e espaços alternativos. A diversidade geográfica desse percurso é documentada por apresentações realizadas, ao longo de várias décadas, em equipamentos culturais e localidades do Norte, Centro, Área Metropolitana de Lisboa, Alentejo, Algarve e arquipélago açoriano.

No plano internacional, o Brasil assumiu particular relevância, através de sucessivas digressões, temporadas e participações em festivais realizadas entre 2008 e 2014. O percurso brasileiro incluiu apresentações no Rio de Janeiro, Niterói, São Paulo, Fortaleza, Crato, Florianópolis e noutras cidades do Estado de Santa Catarina, além da integração em iniciativas oficiais de intercâmbio cultural entre Portugal e o Brasil.

Entre as produções de maior projeção internacional destaca-se Menino de Sua Avó (2013–2014). Integrado na programação do Ano de Portugal no Brasil, o espetáculo foi apresentado em 2013 no Teatro Dulcina, no Rio de Janeiro, com Adérito Lopes no papel de Fernando Pessoa, em cena com Maria do Céu Guerra. A produção participou igualmente, nesse mesmo ano, na reinauguração do Teatro Popular Oscar Niemeyer, em Niterói, e regressou ao Brasil em 2014 para o FITA – Festa Internacional de Teatro de Angra dos Reis, onde recebeu o Prémio Especial do Júri.

Com D. Maria, a Louca (2012), participou na abertura do Floripa Teatro – 19.º Festival Isnard Azevedo, no Teatro Governador Pedro Ivo, em Florianópolis. O espetáculo, no qual contracenava com Maria do Céu Guerra, prosseguiu durante esse ano em digressão por outras cidades e equipamentos culturais brasileiros.

Outro momento dessa circulação foi a participação em 2010 no FESTLIP – Festival de Teatro da Língua Portuguesa, no Rio de Janeiro, com Agosto – Contos de Emigração, apresentado no Teatro SESC Ginásio.

A digressão de Obviamente, Demito-o! (2008-2010) passou, em 2008, pelo Teatro SESC Santana, em São Paulo, pela 10.ª Mostra SESC Cariri de Cultura, no Crato, pelo Centro Cultural SESC Luiz Severiano Ribeiro e pelo Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza. A imprensa paulista registou a apresentação no SESC Santana, enquanto a passagem pelo Dragão do Mar foi anunciada na programação cultural de Fortaleza.

Ainda em 2008, integrou Felizmente Há Luar! na III Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo, realizada no Centro Cultural São Paulo.

Fora do circuito brasileiro, apresentou Obviamente, Demito-o! no Théâtre Saint-Gervais, em Genebra, em 2010.

Agressão ao ator Adérito Lopes em 10 de junho de 2025 e manifestações de solidariedade A 10 de junho de 2025, Dia de Portugal, Adérito Lopes foi violentamente agredido por um grupo identificado como de extrema-direita, junto ao Teatro Cinearte – A Barraca, em Lisboa, momentos antes de interpretar Luís de Camões na peça Amor é Um Fogo que Arde sem se Ver. A récita, que seria a última da temporada, foi cancelada.

Dois dias depois da agressão, Adérito Lopes denunciou publicamente a escalada de ódio em Portugal e reafirmou o seu compromisso com a liberdade artística e a resistência cultural.

A 15 de junho de 2025, centenas de pessoas manifestaram-se em frente ao Teatro Cinearte – A Barraca e em mais 11 cidades portuguesas, em solidariedade com o ator e em protesto contra a violência e o ódio extremista.

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