thumb|450px|Os países da UEFA, da CONCACAF, da AFC e da OFC podem apresentar as suas candidaturas. A CAF está autorizada a candidatar-se apenas para a edição de 2022 e a CONMEBOL desautorizada para as duas edições. A eleição da sede das Copas, ou Campeonatos, do Mundo FIFA de 2018 e 2022 foi um processo de escolha da Federação Internacional de Futebol (FIFA) dos países organizadores que culminou com a escolha da Rússia para a edição de 2018 e do Qatar para a edição de 2022. As candidaturas foram apresentadas e analisadas em dezembro de 2010, após o Mundial na África do Sul. Os países interessados tiveram como prazo final de entrega das propostas em maio de 2009. Pela primeira vez, deixou de vigorar o sistema de rotação entre continentes. Apesar de haver poucos países capazes de sediar o torneio, o evento regressará ao hemisfério norte, depois das edições de 2010, na África do Sul e de 2014 no Brasil. Uma oferta da confederação de futebol da Oceania, que nunca hospedou a Copa do Mundo, foi também uma possibilidade remota.Blatter: "Copa de 2018 voltará ao hemisfério norte" Gazeta Esportiva (30/05/2008)

Os países que anunciaram o seu interesse incluem Portugal e Espanha (binacional),Espanha e Portugal unem forças para o Mundial 2018 Diário Marca (em castelhano) (17.02.2008) Austrália,Socceroos' stars coming home for two matches The Sydney Morning Herald (21.09.2006) Inglaterra, México,México sí buscará el Mundial, pero en el 2018 El Universal (17.02.2005) e os Países Baixos, Bélgica e Luxemburgo (candidatura trinacional). O México, porém, retirou sua candidatura em 28 de setembro de 2009 alegando problemas com a situação financeira do país, incapaz de investir na organização de um evento de tal magnitude.México desiste de receber Copas de 2018 e 2022 Gazetaesportiva.net (28.09.2009)

Líderes políticos da Austrália anunciaram que apoiariam uma proposta para o país abrigar a Copa do Mundo de 2018. A possibilidade de o país se candidatar a sediar o torneio foi discutida em um encontro anual entre o governo federal e os chefes dos oito estados e territórios do país, informa a Agência Reuters. "Todos os governos concordaram entusiasmadamente que, se a entidade nacional, a Federação Australiana de Futebol, montar uma candidatura para a Copa do Mundo de 2018, todos os governos irão apoiá-la", afirmou o primeiro-ministro John Howard a repórteres em Canberra.Governments behind 2018 World Cup bid ABC Sport (14.07.2006)

Em 23 de dezembro de 2008, a Real Federação Espanhola de Futebol anunciou oficialmente a candidatura da Espanha em conjunto com Portugal como sedes do evento em 2018.Reuters Yahoo Portugal confirmou a candidatura em conjunto com a Espanha a 19 de Janeiro de 2009. Porém, surgiram críticas relacionadas com a possível eleição de Portugal como país anfitrião do Campeonato com a Espanha em matérias económicas em que sublinham a fragilidade económica em que Portugal está a atravessar e os custos elevadíssimos que poderá acarretar uma organização de tal tamanho. Por outro lado, Ângelo Brou, secretário-geral da Federação Portuguesa de Futebol, afirmou que Portugal tem capacidades de organizar sozinho o Campeonato Mundial de 2018 dados os estádios já construídos para o Campeonato Europeu de Futebol de 2004. No dia 2 de dezembro de 2010, o Comitê Executivo da Fifa escolheu a Rússia como sede da Copa do Mundo de 2018 e o Catar como sede da Copa de 2022.

Calendário Este é o calendário para a seleção da sede das Copas do Mundo de 2018 e 2022: DataNotas15 de janeiro de 2009 Anúncios formais2 de fevereiro de 2009Data final para registos de candidaturas16 de março de 2009Data final para conclusão dos planos de candidaturas14 de maio de 2010Data final para apresentação detalhada das candidaturas19 de julho de 2010Início das inspeções individuais de quatro dias em cada candidatos17 de setembro de 2010Término das inspeções individuais2 de dezembro de 2010Apresentação das sedes escolhidas para 2018 e 2022

Política de rotação continental Após a eleição da sede de 2006, a FIFA decidiu uma nova política para determinar os anfitriões das futuras edições. As seis confederações continentais se revezariam para albergar os campeonatos, para uma edição específica, dentro de suas associações nacionais. Este sistema foi iniciado com a seleção de (África do Sul) 2010 e (Brasil) 2014, apenas aberta membros da confederação africana (CAF) e sul-americana (CONMEBOL), respectivamente.

Em setembro de 2007, o sistema de rotação foi objeto de estudo quando foi proposto que apenas as duas últimas confederações acolhedoras da Copa do Mundo ficassem não elegíveis. Esta proposta foi aprovada em 29 de outubro de 2007 em Zurique pelo Comitê Executivo da FIFA. Em virtude desta política, as candidaturas para 2018 podiam somente partir da Concacaf, CAF (Ásia), UEFA, ou CFO, já que África e América do Sul não eram elegíveis.

Candidaturas registradas Onze candidaturas foram apresentas ao presidente da FIFA Joseph Blatter, contudo duas foram canceladas (Indonésia e México). Das outras nove, as quatro da UEFA (Inglaterra, Rússia, Espanha-Portugal e Bélgica-Países Baixos) são para 2018 e as quatro da Confederação Asiática (Austrália, Japão, Catar e Coreia do Sul) e a da Concacaf (Estados Unidos) são para 2022.

Candidatospara2018 e 500px|middle e Candidatospara2022 Cancelados 

Austrália Em Setembro de 2007, a Federação Australiana de Futebol confirmou que o país iria candidatar-se para a realização do Mundial de 2018.Socceroos' stars coming home for two matches - The Sydney Morning Herald Previamente, em Maio de 2006, o ministro dos desportos do estado de Vitória, Justin Madden, afirmou a vontade do seu estado receber num dos seus estádios a competição mundial. Frank Lowy, presidente da Federação Australiana de Futebol, afirmou que existem 16 estádios para a candidatura.Lowy's vision for soccer - The Daily Telegraph O antigo primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd anunciou na altura o apoio do governo federal para organizar a competição, caso o país seja escolhido.http://www.smh.com.au/news/football/pm-makes-the-perfect-pitch-for-world-cup/2008/02/23/1203467452577.html - Sydnay Morning Herald e em Dezembro de 2008 a ministra federal do desporto Kate Ellis anunciou que o governo investiria 45,6 milhões de dólares americanos para ajudar no processo de construção das infraestruturas.

Durante a 58.ª conferência da FIFA em Sydney, o presidente Sepp Blatter sugeriu que a Austrália organizaria o Mundial apenas em 2022 e não em 2018, mas o presidente da Federação reafirmou o compromisso de organizar em 2018. No entanto, o país desistiu definitivamente de concorrer para 2018 após rumores de que naquele ano o mundial voltaria para a Europa.

Bélgica e Países Baixos Alain Courtois, um membro do parlamento belga, anunciou em Outubro de 2006 que seria feita uma candidatura em nome dos três países do Benelux: Bélgica, os Países Baixos, e o Luxemburgo.

Em Março de 2009, a Bélgica e os Países Baixos registaram a intenção de organizar um dos Mundiais de 2018 e 2022. Uma delegação liderada pelas Associações Belga e Neerlandesa encontrou-se com o presidente da FIFA Sepp Blatter a 14 de Novembro de 2007, para anunciar oficialmente a intenção dos dois países para receber um dos mundiais( que são uma se ca)propostos. Em 19 de Maio de 2008, a delegação encontrou-se com o presidente da UEFA Michel Platini, de onde Platini afirmou a sua satisfação se o Mundial voltaria para a Europa.

Um dos factores negativos desta candidatura é a falta de um estádio com capacidade mínima de 80 mil espectadores. No entanto, a cidade de Roterdão deu autorização para a construção de um novo estádio, pronto a ser utilizado em 2018. Em Setembro de 2009, as cidades-sede foram apresentadas. Do lado belga, sete cidades receberiam os jogos: Antuérpia, Bruges, Bruxelas, Charleroi, Genk, Ghent e Liège. Do lado neerlandês, seriam cinco as cidades: Amesterdão, Eindhoven, Enschede, Heerenveen e Roterdão. Eindhoven iria funcionar como cidade-capital do mundial.

Na história dos eventos desportivos, ficou registada a organização do Campeonato Europeu de 2000 por ambos os países.

Catar O Catar, país situado no Médio Oriente, decidiu apresentar a sua candidatura apenas para o ano de 2022. Com apenas 1,6 milhões de habitantes, o país pretende ser o primeiro da Liga Árabe a receber tal competição, tentando aproximar os mundos ocidentais e orientais.

Uma das preocupações desta candidatura são as temperaturas muito elevadas que se registam naquele país. Os Campeonatos Mundiais sempre se realizaram nos intervalos das ligas europeias, Junho e Julho. Naquele período de tempo, as temperaturas no Catar ultrapassam facilmente os 40 °C, nunca baixando para menos de 30 °C. O Sheikh Mohammed bin Hamad bin Khalifa al-Thani, o presidente responsável pela candidatura de 2022 afirmou que está em curso a introdução de uma tecnologia dentro dos estádios de modo a conseguir baixar as temperaturas em cerca de 20 °C." O presidente da FIFA admitiu apoiar a ideia de um país daquela região em receber um Campeonato do Mundo de Futebol. Afirma que o Médio Oriente merece receber tal competição, pois em 22 países daquela região, nenhum teve a real oportunidade de receber um torneio dessa envergadura, senão o Catar. Blatter ainda afrima que ficou surpreendido com a evolução desta candidatura e reiterou que o país já mostrou ser capaz de organizar tal competição, aquando dos Jogos Asiáticos de 2006.

Esta candidatura foi escolhida e o Catar será assim o anfitrião da edição de 2022.

Coreia do Sul A Coreia do Sul decidiu concorrer para este processo sem o Japão, ao contrário do sucedido no Campeonato do Mundo de Futebol de 2002. O país apenas submeteu a sua candidatura para o ano de 2022, tentando tornar-se no primeiro país asiático a receber duas vezes o campeonato. Um dos factores contra esta candidatura é a linha do tempo, pois a Coreia do Sul já organizou recentemente um Mundial. Han Seung-Joo, antigo ministro dos Assuntos Externos, foi referenciado como presidente responsável do processo em Agosto de 2009.

Apesar do país não possuir um estádio com capacidade para 80 mil pessoas, tem possibilidade de aumentar várias arenas disponíveis. Três dos estádios são olímpicos com capacidade para mais de 60 mil pessoas e foram empregues no Mundial de 2002. Em Março de 2010 foram seleccionadas as doze cidades candidatas a receber o campeonato, em caso de selecção: Busan, Cheonan, Daegu, Daejeon, Goyang, Gwangju, Incheon (dois estádios), Jeonju, Jeju, Seul (dois estádios), Suwon e Ulsan.

Espanha e Portugal

A candidatura luso-espanola para o Campeonato Mundial de Futebol de 2018 é a proposta de candidatura de Portugal e Espanha cujo objectivo é sediar o Campeonato Mundial de Futebol de 2018. A ideia surgiu do presidente da Federação Portuguesa de Futebol mas o primeiro passo oficial veio da Real Federação Espanhola de Futebol que a 23 de Dezembro, formalizou junto do governo espanhol o interesse em organizar a competição em conjunto com Portugal.Espanha formaliza candidatura conjunta com Portugal Portugal confirmou a sua candidatura a 19 de Janeiro de 2009.Corrida ibérica ao Mundial com 'adversários' Inglaterra, Benelux e Ásia

A possível candidatura para o Campeonato do Mundo de Futebol de 2018 recebeu críticas negativas e posições contra nomeadamente do Presidente da República de Portugal, Cavaco Silva. O presidente afirmou que Portugal tem outras prioridades sobretudo devido à fragilidade económica que Portugal atravessa devido aos efeitos da Crise financeira económica de 2008.Cavaco Silva contra candidatura de Portugal para a FIFA 2018

Analistas desportivos afirmam que se trata de uma candidatura bastante desequilibrada dados que apenas três estádios viriam receber o mundial em apenas duas cidades portuguesas: Lisboa e Porto, havendo quem afirma que Portugal devia desistir desta candidatura para se concentrar numa possível organização dos Jogos Olímpicos de 2020 em Lisboa.