Taurirte (; ; em tifinague: ⵜⴰⵡⵔⵉⵔⵜ) é uma cidade do nordeste de Marrocos, capital da província homónima, que faz parte da região Oriental. Em 2004 tinha habitantes e estimava-se que em 2012 tivesse habitantes.

Situa-se 50 km a leste de Guercife, 160 km a leste de Taza, 230 km a leste de Fez, 140 km a sul de Melilha e 125 km a oeste de Ujda (distâncias por estrada). Hoje, como no passado, é o cruzamento de duas das mais importantes vias de transporte do nordeste de Marrocos: a que liga Melilla e Nador na costa mediterrânica com o sul, e a que liga Fez com o extremo leste e a Argélia.

Embora seja um cidade com importância e dimensão apreciável, tem poucos atrações turísticas para além do grande soco (mercado semanal) de domingo. Nos arredores, as principais atrações turísticas são as cascatas de Zá, situadas cerca de 15 km a noroeste da cidade, as gargantas do Zá, a aproximadamente a mesma distância, mas a sudeste,, as ruínas da casbá construída pelos merínidas no , 3 km a oeste, e a nascente termal de Gouttitir, usada principalmente por reumáticos, 5 km a oeste. O clima é árido, com precipitações variáveis cuja média anual é de 280 mm.

História Taurirte é herdeira da antiga cidade de Zá, que chegou a ser uma das maiores cidades de Marrocos. A região ainda se chama Zá, bem como o rio que a atravessa, um afluente do Mulucha. Devido à sua posição estratégica e consequente importância comercial e militar, a região foi muito disputada, principalmente durante a época áurea de Segelmeça, chegando a mudar de mãos dez vezes em menos de cinquenta anos.

Em 1298 foi conquistada pelos Merínidas, que lhe chamam Taurirte e a dotam de uma casbá, dos quais ainda há vestígios atualmente. No final do os merínidas perdem a cidade, que se vê envolvida nas diversas guerras dinásticas dos séculos XIII e XIV. No reinado do sultão alauita Mulei Ismail passou a chamar-se Casbá Mulei Ismail e foi dotada de muralhas. A cidade tinha então um papel importante na defesa do reino xerifano.

No , a casbá pertencia exclusivamente às tribos Kerarma e Ahlaf que a usavam como celeiro. Mais tarde, com a chegada dos franceses no incício do , afluíram para Taurirte diversas tribos, como os Beni Bou Zeggou, Beni Bou Yhi, Mtalssa, Iqualaan e isnassanitas. Em volta da cidade encontravam-se diversas outras tribos, como os Beni Faxate, Sija, Ulade Solimão, Ulade Amar, etc., que ali se sedentarizaram. Atualmente, embora todos falem árabe, são comuns diferentes variantes das línguas berberes.

A cidade desenvolveu-se no , devido principalmente ao comércio de ovinos e à exploração das minas dos arredores de ferro, zinco, flúor e chumbo. Atualmente apresenta um crescimento demográfico apreciável. A economia baseia-se principalmente numa agricultura rentável à base da oliveira, e em indústrias de transformação. As remessas dos muitos emigrantes, sobretudo em Espanha, também tem um contributo importante para a economia local.

Notas e referências

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