Este artigo é sobre a região histórica. Para a região administrativa polonesa ver Voivodia da Baixa Silésia. thumb|right|<center>Brasão do século XIX da Baixa Silésia. miniaturadaimagem|BandeiraA Baixa Silésia (; ; ) é a parte noroeste da região histórica e geográfica da Silésia; a Alta Silésia fica a sudeste. Ao longo de sua história a Baixa Silésia esteve sob o domínio das potências medievais Polônia, Boêmia, Áustria, e mais tarde da Prússia que em 1871 era transformada em Alemanha, e depois de 1945 desmembrada pelas potências vencedoras da Segunda Guerra Mundial a favor da Polônia, que ficou com o maior parte do seu antigo território e o remanescente no lado ocidental do rio Neisse continuou a fazer parte da Alemanha vencida.
A fronteira sul da Baixa Silésia é marcada pela cadeia de montanhas dos Sudetos, que está localizada na fronteira polaco-tcheca. A fronteira ocidental é formada pelos rios Neisse e Barycz ao norte e por parte da Grande Polônia ao sul. thumb|<center>Traje tradicional da SilésiaA Baixa Silésia polonesa, a parte maior da região histórica, está localizada principalmente ao longo do rio Oder, e está dividida entre as voivodias da Baixa Silésia, Lubúsquia e Opole. Parte da ex-província prussiana da Baixa Silésia no lado ocidental do rio Neisse está localizada na Niederschlesischer Oberlausitzkreis, a cidade de Görlitz, e o ex-distrito de Hoyerswerda no Oberspreewald-Lausitz na Alemanha Ocidental. Essa região historicamente pertenceu à Alta Lusácia saxônica, que se tornou parte da Silésia prussiana em 1815 após as Guerras Napoleônicas.
História Pré-história
No fim da Idade do Gelo, o primeiro homem surgiu na planície silesiana. No Paleolítico Inferior (7000 anos atrás), o primeiro povo nômade instalou-se por lá vivendo em cavernas e chalés primitivos. Eles eram coletores, caçadores e pescadores, e utilizavam armas e outros instrumentos feitos de pedra e madeira. No Mesolítico (-), os mais antigos vestígios humanos do povo nômade, que eram de anos, foram encontrados em uma tumba em Tyniec às margens do rio Ślęzą.
No Neolítico (4000-), iniciou-se o processo de transformação para um modo de vida mais sedentário. Surgiram os primeiros assentamentos rurais. As pessoas começaram cultivar a terra e criar animais. A mineração, a produção de cerâmicas e tecelagem foram datadas para este período. Começou-se a exploração das pedreiras de serpentinito, de onde eram feitos os machados silesianos, e perto de Jordanów Śląski as pessoas extraíam a nefrita que transformava-se em várias ferramentas. Na Idade do Bronze (-), a evolução de diferentes culturas fez surgir a cultura de Unetice, que teve impacto sobre a cultura Trzciniec. Nos próximos períodos, a partir de aproximadamente , ela engloba toda a Europa.
História antiga A Silésia foi registrada na Magna Germânia dois mil anos atrás com um número de tribos germânicas entre elas os Vândalos, Lugos e os Silingos.
Uma série de grupos de pessoas entraram na Magna Germânia Oriental a partir da Sarmácia, Ásia Menor, e as estepes asiáticas durante as Grandes Migrações no início do .
O Geógrafo Bávaro (cerca de 845) relatou as tribos Ślężanie (de quem a Silésia (Śląsk) provavelmente leva seu nome) e Dziadoszanie; ao mesmo tempo um documento da Arquidiocese de Praga (1086) listou as tribos Zlasane, Trebovane, Poborane e Dedositze. Ao mesmo tempo a Alta Silésia era habitada pelas tribos Opolanie, Lupiglaa, e Golenshitse. Nos séculos IX e X o território foi controlado por governantes da Grande Morávia e depois, da Boêmia, vizinhos da área abrangida pela atual República Tcheca. Em 990 a Silésia foi conquistada e incorporada a uma área mais tarde chamada de Polônia pelo duque Miecislau I.
A fragmentação feudal da Polônia
A Silésia foi dividida em parte baixa e alta, em 1172, durante o período da fragmentação feudal da Polônia, quando a terra foi dividida entre os dois filhos do Grão-Duque Vladislau II. Boleslau I governou a Baixa Silésia, com sua capital em Breslávia e controlou a Alta Silésia, com sua capital em Opole. miniaturadaimagem| Mais tarde a Silésia foi dividida em 17 ducados.
Ducados da Baixa Silésia no (nomes alemães em itálico): Breslávia (Breslau) Brzeg (Brieg) Oleśnica (Oels) Legnica (Liegnitz) Ziębice (Münsterberg) Świdnica (Schweidnitz) Głogów (Glogau) Nysa (Neisse) Żagań-Szprotawa (Sagan - Sprottau) Krosno Odrzańskie-Ścinawa (Krossen - Steinau)
A Coroa da Boêmia e a Áustria (1348-1742) Em 1348 a maior parte dos ducados da Silésia eram governados pelos duques silesianos Piast sob a suserania feudal dos reis da Boêmia e, portanto, faziam parte da Coroa da Boêmia. Em 1476 o distrito de Crossen tornou-se parte da Marca de Brandemburgo, quando a viúva do governante Piast, Barbara von Brandenburg, filha do Eleitor Alberto III Aquiles, herdou Crossen. Em 1526 a Silésia foi adquirida pela Monarquia de Habsburgo da Áustria após a morte do rei Luís II da Boêmia. Brandemburgo contestou a herança, citando um tratado feito com Frederick II, Duque de Brieg, mas grande parte da Silésia permaneceu sob o controle Habsburgo até 1742. miniaturadaimagem|Guerras da Silésia
Na Prússia (1742-1945) A maior parte da Silésia, incluindo toda a Baixa Silésia, tornou-se parte do Reino da Prússia em 1742 após a Primeira Guerra Silesiana, e foi convertida na Província da Silésia, dividida em distritos da Baixa Silésia (Liegnitz), Média Silésia (Breslávia), e Alta Silésia (Opole).
A área em torno de Görlitz na Alta Lusácia foi acrescentada à Baixa Silésia em 1815 após as Guerras Napoleônicas. miniaturadaimagem|esquerda|Província da Baixa Silésia, 1925 Até o início do século XX a Baixa Silésia tinha uma população predominantemente de língua alemã. Depois da Primeira Guerra Mundial, a Alta Silésia foi dividida entre a Alemanha, a Polônia e a Tchecoslováquia, enquanto que a Baixa Silésia permaneceu da Alemanha. A Província da Silésia prussiana foi reorganizada nas províncias da Baixa Silésia e Alta Silésia.
Após 1945 Após o fim da Segunda Guerra Mundial, a região leste do rio Neisse, na Baixa Silésia, passou para a administração da Polônia, de acordo com a Conferência de Potsdam, de 1945. As populações alemã e checa do território foram expulsas e substituídas por poloneses, muitos dos quais tinham sido expulsos das áreas polonesas anexadas pela União Soviética.
O Exército Vermelho ocupou parte da região até 1991, bem como grande parte da cidade de Legnica, parte de Świdnica, muitos campos de aviação, quartéis, e grandes campos experimentais.
De 1945 a 1975, a Baixa Silésia foi administrada pela voivodia de Breslávia. Como consequência da Lei de Reorganização do Governo Local (1975), a administração da Polônia foi reorganizada em 49 voivodias, quatro delas na Baixa Silésia: Jelenia Góra, Legnica, Wałbrzych, e voivodia de Breslávia (1975-1998). Como conseqüência da Lei de Reorganização do Governo Local de 1998, estas quatro voivodias foram reunidas na voivodia da Baixa Silésia (desde 1 de janeiro de 1999), cuja capital é Breslávia.
A seção de Lusácia pertencente à Baixa Silésia desde 1815, a oeste do rio Neisse, que permaneceu da Alemanha está dividida entre os distritos de Görlitz (urbano) e de Niederschlesischer Oberlausitzkreis na Saxônia e Oberspreewald-Lausitz em Brandemburgo.
Cidades
Cidades com mais de 40 000 habitantes (2005): 24px Breslávia - 636 268 (Cidade independente) 24px Wałbrzych - 127 566 (Cidade independente) 24px Zielona Góra - 118 115 (Cidade independente) 24px Legnica - 106 143 (Cidade independente) 24px Jelenia Góra - 87 643 (Cidade independente) 24px Lubin - 76 595 24px Głogów - 71 312 24px Świdnica - 60 541 24px Bolesławiec - 41 117 24px Nowa Sól - 40 600
Geografia Sudetos Os Sudetos são geologicamente diversas montanhas que estendem-se por 280 km de Brama Łużycka, a leste até Brama Morawska, a oeste. Os Sudetos topograficamente são divididos em Sudetos Ocidentais e Sudetos Orientais. Na região dos Sudetos, as Montanhas Jizera encontram-se dispersas (Wysoka Kopa, 1.126 m), juntamente com a cordilheiras de Zaroślak, 560 m, Montanhas dos Gigantes (Śnieżka, 1.602 m), Rudawy Janowickie (Skalnik, 945 m) e as montanhas Kaczawskie (Skopiec, 724 m) com Ostrzyca, 501 m. Elas são rodeadas pela Kotlina Jeleniogórska (420–450 m).thumb|Śnieżka|esquerda Planície da Silésia A planície da Silésia inclui: Nizina Śląska e Nizina Śląsko-Łużycka. Estas duas planícies são separados entre si pela Dolina Kaczawy, e a partir dos Sudetos por bordas morfológicas íngremes localizadas ao longo da Falha Marginal Sudética, que estende-se de Bolesławiec (a noroeste) até Złoty Stok (a sudeste). A parte sul da planície inclui os Promontórios Sudetos, constituído pelo baixo Wzgórze Strzegomskie (232m), o Grupa Ślęży (Monte Ślęża, 718m), e a Wzgórza Niemczańsko-Strzelińskie (Montanha Gromnik, 392m). Baixas colinas ocorrem também em áreas da Obniżenie Sudeckie, Świdnik, e Kotlina Dzierżoniowska. A parte oriental da planície da Silésia consiste da vasta Nizina Śląska, localizada ao longo das margens do rio Oder. A parte oriental inclui também a Równina Wrocławska com as suas terras circundantes: Równina Oleśnicka, Wysoczyzna Średzka, Równina Grodkowska e Niemodlińska. Dolina Dolnej Kaczawy (Kotlina Legnicka) separa a Nizina Śląska da Nizina Śląsko-Łużycka, que inclui Wysoczyzna Lubińsko-Chocianowska, Dolina Szprotawy, e vastas áreas de Bory Dolnośląskie, localizada ao norte da rodovia Bolesławiec-Zgorzelec. A partir do Norte, as planícies são delimitadas por Wał Trzebnicki, composta de colinas de 200 km de comprimento e mais de 150 m de elevação, em comparação com as planícies vizinhas (Montanha Kobyla, 284m). A série de morros inclui: Wzgórza Dalkowskie, Wzgórza Trzebnickie, Wzgórza Twardogórskie, e Wzgórza Ostrzeszowskie. Obniżenie Milicko-Głogowskie, com Kotlina Żmigrodzka e Milicka, está localizado na parte norte, no interior da serra. miniaturadaimagem|Rio Nysa Kłodzka, Kłodzko. A região de planície é revestida com espessa camada de elementos glaciais (areia, cascalho, argila) que cobre os mais diversos relevos dos solos mais antigos. Geralmente planos e amplos, os fundos dos vales são preenchidos com sedimentos fluviais. As encostas das serras acima de 180-200 metros são cobertas com argilas férteis e, por conseguinte, no início da era Paleozóica, elas tornaram-se as terras onde as pessoas intalaram-se e iniciaram intenso cultivo de plantações. Posteriormente, esse tipo de atividade causou o desmatamento quase completo das encostas. Não apenas os solos férteis, mas também o clima ameno é o responsável pelo desenvolvimento da agricultura e do mercado de jardinagem. A temperatura média anual da área de Breslávia é de oito graus Celsius. A temperatura média do mês mais quente (julho) é de 18 graus Celsius, e de -1,5 graus Celsius no mês mais frio (janeiro). A quantidade média de chuvas está entre 500 e 620 milímetros, com seu máximo em julho e mínimo em fevereiro. A camada de neve desaparece após 45 dias. Os ventos, semelhantes aos que são encontrados no lado oeste da Polônia, são de Oeste e de Sudoeste. miniaturadaimagem|Rio Oder, Breslavia.