A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá é uma área protegida brasileira componente do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, localizada no estado do Amazonas, na região do médio Solimões. Trata-se da maior reserva florestal do Brasil dedicada exclusivamente à proteção da várzea amazônica.

Está localizada a cerca de 600 km a oeste de Manaus, na região do curso médio do rio Solimões. Abrange uma área de 1.124.000 hectares, que passa pelos municípios de Uarini, Fonte Boa e Maraã. Outros importantes municípios amazonenses situam-se em sua área de influência como Jutaí, Alvarães e Tefé, o principal centro urbano da região. É em Tefé que fica a sede do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, que partilha com o Governo do Amazonas a gestão das Reservas Mamirauá e Amanã.

Mamirauá foi a primeira Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) implantada no país. É uma unidade de conservação legalmente instituída pelo poder público, tendo objetivos de conservação e limites bem definidos. A conservação da natureza e a utilização de parcela dos recursos naturais é o objetivo básico dessa unidade de desenvolvimento sustentável.

Este modelo de área protegida para o uso sustentado está profundamente ligado à permanência e participação da população local bem como à formação e mantimento de uma forte base científica para manejo e conservação da biodiversidade da região.

A exploração racional e sustentada dos recursos naturais dá origem à melhoria da qualidade de vida da população local,dessa forma conservando o meio ambiente e aperfeiçoando o conhecimento sobre técnicas de manejo.

Histórico Antes de ser uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável, Mamirauá foi definida como uma Estação Ecológica, a partir de solicitação feita em 1985 pelo pesquisador José Márcio Ayres (um dos fundadores do IDSM) para a então Secretaria de Meio Ambiente da Presidência da República. O pedido foi feito para proteger o macaco uacari-branco (Cacajao calvus), espécie estudada por Ayres em seu doutorado.

Mamirauá é a primeira Reserva de Desenvolvimento Sustentável brasileira, criada por decreto do Governo do Amazonas, em 16 de julho de 1996. A proposta de uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável é conciliar a conservação da biodiversidade com o desenvolvimento sustentável numa unidade habitada também por populações humanas. Algumas das espécies mais importantes das madeiras tropicais encontram-se nas áreas protegidas de Mamirauá. As populações humanas locais ajudam a preservar a reserva, por meio de seu envolvimento nas atividades de pesquisa, extensão e manejo. A reserva possui mais de 300 espécies de peixes catalogadas, incluindo os ornamentais, e também cerca de 400 espécies de aves e, pelo menos, 45 espécies de mamíferos. O nome Mamirauá vem do lago localizado no coração da reserva e seu significado mais aceito é filhote de peixe-boi. Trata-se de um lugar singular: um complexo ecossistema de lagos, lagoas, ilhas, restingas, chavascais, paranás e muitas outras formações, que permanece de 7 a 15 metros debaixo d'água por seis meses no ano.

Ver também Parque Nacional do Jaú Parque Nacional do Juruena Parque Nacional Mapinguari Parque Nacional Serra da Mocidade Parque Nacional de Anavilhanas

Ligações externas

Categoria:Reservas de desenvolvimento sustentável do Brasil Categoria:Zonas úmidas do Brasil Categoria:Áreas protegidas do Amazonas