thumb|right|200px|Retrato por Henri Leys (1815-1869) Alphonse Hubert François Balat (Doische, 15 de maio de 1818 — Elsene, 16 de setembro de 1895) foi um arquiteto belga.
Biografia Balat estudou na Academia de Namur e obteve seu diploma de arquitetura pela Academia da Antuérpia, em 1838. No ano seguinte, residiu em Paris por um período de um ano, mas regressou à Bélgica por causa da morte dos pais. Logo foi descoberto pela nobreza de Valônia, para a qual construiu e renovou vários castelos, entre eles o Castelo de Jehay-Bodegnée, em Amay. Em termos de estilo arquitetônico, tais construções frequentemente tinham elementos do Renascimento e do Neoclassicismo. Nos interiores, ele também usou elementos dos estilos Luís XV e Luís XVI.
Em 1846, Balat fixou-se em Bruxelas. Dois anos mais tarde, foi introduzido à família real belga, que notou seu trabalho. Em 1852, ele foi apontado arquiteto do duque de Brabante, mais tarde rei Leopoldo II. Em 1856, construiu o palácio da marquesa de Assche (Asse), que possui uma áustera fachada em estilo Neo-Renascença inspirada pelo Palácio Farnese em Roma.
A maioria das residências particulares que projetou foi demolida durante o século XX.
Depois que Leopoldo II ascendeu ao trono em 1865, Balat tornou-se se principal arquiteto, criando suntuosos salões para o Palácio Real de Bruxelas, tais como o Salão do Trono, a Grande Escadaria e a Grande Galeria. Para essas realizações, seguiu o exemplo das residências reais francesas. Balat criou a fachada de trás do palácio e as fachadas dos pátios. Seu projeto para a fachada principal do Palácio Real foi bastante influenciada por Ange-Jacques Gabriel, mas não chegou a ser executada por causa de sua morte em 1895. Foi posteriormente alterada e completada por Henri Maquet.
Seu projeto arquitetônico mais bem-sucedido foi, sem dúvida, as Estufas Reais de Laeken, um grande complexo de prédios em forma de domos, feitos de ferro e vidro. Trabalhando com materiais como ferro e vidro, Balat foi obrigado a deixar sua postura "clássica", o que estimulou a imaginação do arquiteto. Introduziu às construções de ferro motivos decorativos derivados de plantas e flores. Isso formou o primeiro passo da Art Nouveau, que foi aprofundada por Victor Horta, aprendiz de Balat.
Galeria
Bibliografia Bordiau, G., Notice sur Alphonse Balat, in Annuaire de l'Académie Royale des Sciences des Lettres et des Beaux-Arts de Belgique, Brussels, 1903, pp. 129-148. Clément, J., Alphonse Balat. Architecte du roi (1819-1895), Palais des Académies, Brussels, 1956. Martiny, V.G., 'Balat, Alphonse' in Biographie nationale'''', Brussels, 1971, kol. 15-18. Poelaert en zijn tijd/Poelaert et son temps (exhib. cat.), Gemeentekrediet/Crédit communal, Brussels, 1980, pp. 199-209. Vandeweerdt, Dirk, Kunstgeschiedenis, architectuur en beeldhouwkunst, deel 6 in Culturele Geschiedenis van Vlaanderen, Baert, s.l., 1980. Goedleven, E., Fornari, B. en Vandenbreeden, J., De Koninklijke Serres van Laken, Lannoo, Tielt, 1988. Smets, Irène, De Koninklijke Serres te Laken'', Ludion, Ghent, 2001.
Categoria:Arquitetos da Bélgica Categoria:Naturais de Namur (província) Categoria:Alunos da Academia Real de Belas-Artes de Antuérpia