Levotiroxina sódica ou ʟ-tiroxina (T4) é o hormônio sintético usado no tratamento de reposição hormonal quando há déficit de produção de tiroxina (T4) pela glândula tireoide.NY Times
No Brasil é comercializado como Puran T4, Euthyrox, Levoid e Synthroid e, em Portugal, Eutirox, Thyrax e Letter.
Posologia Adultos sem problemas cardíacos podem tomar comprimidos inicialmente de 50 a 100 μg/dia, que pode ser aumentado de 25 a 50 μg de quatro em quatro semanas até 300 μg/dia. A dose de manutenção geralmente é de 100 a 200 μg/dia. Dose pediátrica a maiores de 1 ano: 2,5 a 5 μg/kg/dia.
Indicações Ele é utilizado no tratamento dehttp://www.vademecum.es/principios-activos-levotiroxina+sodica-h03aa01: Hipotireoidismos; Cretinismo; Mixedema; Bócios não tóxicos; Tirotoxicose; Reduzir colesterol LDL quando há arteriosclerose ou xantomatose;
Em combinação com agentes antitiroidianos pode ser usado para prevenir hipotiroidismo, especialmente após um bócio. Só deve ser usado para tratar obesidade quando exames de sangue indicam baixos níveis de T3 e T4 em sangue.
Contra-indicações Hipersensibilidade a algum dos componentes, tireotoxicose clínica ou subclínica, TSH suprimido com níveis normais de T3 e T4, insuficiência renal.
Farmacocinética Os sintomas de hipotireoidismo só começam a melhorar após 2 a 3 semanas de tratamento e o efeito máximo do medicamento demora pelo menos 6 semanas. Já no caso de mixedema, com tratamento IV, a melhora pode ser visível em 8h e o efeito máximo em 24h. A levotiroxina geralmente é em comprimido, mas pode ser por via intravenosa em caso de mixedema ou coma causado por hipotireoidismo não tratado. A absorção oral é altamente variável (40 a 80%), influenciada por diversos alimentos e medicamentos, idade e saúde. É absorvida no jejuno e íleo. A absorção pode ser aumentada pelo jejum, e é reduzida em pacientes com síndromes de má absorção, insuficiência cardíaca congestiva ou diarreia. Certos alimentos, tais como a fórmula de soja e as fibras alimentarem, diminuem a absorção de T4.http://www.iqb.es/cbasicas/farma/farma04/l020.htm
Mais de 99% de levotiroxina (T4) está ligado às proteínas plasmáticas, principalmente tiroxina-globulina (TGB), pré-albumina e albumina. Estas proteínas têm uma afinidade mais elevada para T4 que para liotironina (T3). Muitas condições clínicas e medicamentos simultâneos podem afetar a ligação às proteínas plasmáticas resultando em alterações clinicamente significativas na atividade da função hormonal da tireoide de fármaco livre, que é metabolicamente ativo.
Os hormônios da tireoide são metabolizados no fígado por glucuronidação e sulfatação e são excretados na bile para o intestino. Circulação entero-hepática também ocorre após a hidrólise e absorção no intestino. Boa parte do iodo libertado durante o metabolismo é utilizado para a síntese de novas hormonas da tireoide.
Os hormônios tireoidianos são eliminados principalmente pelos rins; uma porção (20%) de T4 conjugado a metabolitos são excretados nas fezes. A excreção urinária de T4 diminui com a idade. A meia-vida de eliminação de levotiroxina é de 6 a 7 dias em pacientes com tireoide normal, 9 a 10 dias em pacientes com hipotireoidismo e 3 a 4 dias em pacientes com hipertireoidismo.
Seu uso na gravidez é mais benéfico que o hipotireoidismo em qualquer trimestre (categoria A). Passa a leite em quantidades insignificantes.
Mecanismo de ação A T4 no sangue se transforma pouco a pouco em T3, ao perder um átomo de iodo, e se torna três vezes mais eficiente em ativar os receptores intracelulares específicos da tireoide. A T3 e T4 estimulam o crescimento, remodelação e maturação dos tecidos, aumentam o gasto de energia e o desenvolvimento do sistema nervoso.
Efeitos colaterais Geralmente são sintomas de hipertireoidismo e podem incluirhttp://www.tqfarma.com/productos/vademecum-mk/preparados-hormonales-sistemicos/levotiroxina-mk: Taquicardia, Arritmias cardíacas, Dor torácica (Angina de peito), Dor de cabeça, Agitação, Irritabilidade, Insônia, Fraqueza muscular, Tremores, Cólicas, Intolerância ao calor, Transpiração excessiva, Perda de peso apesar do aumento do apetite, Irregularidades menstruais, Diarreia e vômitos.
Pode causar osteoporose especialmente após a menopausa. Também pode desencadear ou agravar uma insuficiência cardíaca congestiva ou outra cardiopatia. Em crianças pode causar perda de cabelo.
Todas estas reações adversas geralmente desaparecem após a redução da dose ou interrupção temporária do tratamento.
Interações medicamentosas Efeito reduzido por: antiácidos que contêm alumínio, ferro ou cálcio; lopinavir, ritonavir, barbitúricos, rifampicina, carbamazepina, fenitoína, aumento de estrógenos.
Eficácia diminuída por: sertralina, cloroquina, proguanil, inibidores da tirosina quinase (como imatinib, sunitinib, sorafenib ou motesanib), antitireoidianos, glucocorticoides, ß-bloqueadores (especialmente propranolol), amiodarona.
Efeito aumentado por: anticoagulantes orais; salicilatos, furosemida em doses altas, clofibrato.
Absorção reduzida porhttp://www.mdsaude.com/2014/09/levotiroxina-puran-t4.html: Colestiramina, Carbonato de cálcio, Sevelamer, Hidróxido de alumínio, Sais de ferro, Multivitamínicos, Orlistat, Sucralfato e Poliestireno sulfonato de cálcio.
Diminui o efeito de antidiabéticos.
Aumenta o efeito de catecolaminas (Adrenalina, noradrenalina e dopamina).
História A tiroxina foi isolada pela primeira vez em sua forma pura no ano de 1914 na Clínica Mayo por Edward Calvin Kendall, a partir de extratos da glândula tireóide de um porco. O hormônio foi sintetizado em 1927 pelos britânicos químicos Charles Robert Harington e George Barger.
Ligações externas Levothyroxine Levothyroxine no MedlinePlus Efeitos Biblioteca nacional
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