Rodoanel Governador Mário Covas (SP-21), ou simplesmente Rodoanel, é um anel rodoviário de 176 quilômetros de extensão que circunda a região central da Grande São Paulo. Construído ao longo de duas décadas (com a conclusão da última etapa prevista para 2026), o Rodoanel conecta todas as 10 rodovias estaduais ou federais que passam pela Grande São Paulo, criando rotas alternativas que evitam, por exemplo, que caminhões vindos do interior do estado com destino ao porto de Santos circulem pelas vias urbanas já congestionadas da região metropolitana.
A rodovia é dividida em 4 trechos, construídos em etapas separadas e operados por duas concessionárias diferentes. O primeiro trecho a ser aberto, o oeste, começou a ser construído em 1998 e foi inaugurado em 2002. O trecho sul foi aberto em 2010, e o leste em 2014. Parte do trecho norte, entre as rodovias Presidente Dutra e Fernão Dias, foi entregue no fim de 2025, com o trecho final a ser concluído até o fim de 2026. Há pedágios na divisa entre cada trecho e na saída para cada uma das rodovias interligadas.
Além da capital paulista, o Rodoanel cruza outras 16 cidades da região metropolitana: Santana de Parnaíba, Barueri, Carapicuíba, Osasco, Cotia, Embu das Artes, Itapecerica da Serra, São Bernardo do Campo, Santo André, Mauá, Ribeirão Pires, Suzano, Poá, Itaquaquecetuba, Arujá e Guarulhos. É uma rodovia estadual, com a designação SP-21. Seu nome é uma homenagem a Mário Covas, governador do estado de São Paulo falecido durante o exercício do cargo em 2001. As obras do primeiro trecho do Rodoanel tiveram início durante seu governo, em 1998, e terminaram um ano após sua morte.
É prevista como uma rodovia de acesso restrito, com largas faixas vazias ou a serem preenchidas com arvoredos nas proximidades de áreas residenciais no seu entorno visando evitar a ocupação das áreas lindeiras. Não obstante, a simples presença do Rodoanel provocou um intenso movimento de especulação imobiliária nessas regiões.
História A ideia de uma via perimetral que circundasse o núcleo central da Região Metropolitana de São Paulo foi vislumbrada por urbanistas e autoridades desde a segunda década do século XX. Um primeiro passo em direção ao projeto chegou a ser dado em 1952, quando a frota automobilística começou a sofrer uma forte expansão nas ruas de toda a Grande São Paulo. O esboço de anel rodoviário acabou dando origem às Marginais urbanas Tietê e Pinheiros. O plano resultou nas avenidas Jacu Pêssego e Fábio Eduardo Ramos Esquivel. Em função da descontinuidade das obras, essas duas vias logo perderam a característica de vias expressas e se tornaram avenidas comuns. Um novo projeto foi feito sete anos mais tarde, com o nome de Grande Anel Rodoviário, mas terminou inviabilizado pela distância da Capital.
Em 1987 teve início a construção da Via Perimetral Metropolitana e, em 1992, foi apresentado um novo projeto com rota similar a do Rodoanel Mário Covas. Esse mesmo traçado, com a modificação do Trecho Norte, que passava ao norte da Serra da Cantareira saiu do papel e virou obra em fins de 1998.
O Rodoanel Mario Covas é um empreendimento que tem como principal objetivo a melhoria da qualidade de vida da Grande São Paulo. Visa a tornar o trânsito da cidade de São Paulo mais ágil, eliminando o tráfego pesado de cargas de passagem e fazendo a ligação de todas as rodovias ao porto de Santos por fora da mancha urbana. Quando totalmente pronto deixará a cidade mais livre para os transportes coletivo e individual.
Será uma rodovia com acesso restrito que contornará a Região Metropolitana num distanciamento de 20 a 30 km do centro do município de São Paulo. A sua extensão total será de aproximadamente 180 km, interligando os grandes corredores de acesso à metrópole: Anhanguera, Bandeirantes, Castelo Branco, Raposo Tavares, Régis Bittencourt, Imigrantes, Anchieta, Ayrton Senna, Dutra e Fernão Dias. O projeto contempla dispositivos e medidas operacionais que visam a reduzir as consequências de acidentes com cargas perigosas, controlando e impedindo a contaminação ambiental. Nos túneis está prevista a implantação de sistemas de ventilação e filtros, facilitando a dissipação dos gases já devidamente filtrados.
A construção do Rodoanel Mário Covas está dividida em quatro trechos: Oeste, entregue em 11 de outubro de 2002, Sul, entregue em 1º de abril de 2010, Leste, entregue em 3 de julho de 2014 e Norte, previsto para 2026. Seu traçado circunda a Região Metropolitana de São Paulo, cruzando setores urbanos e áreas com características rurais. Estudos realizados pelo DERSA antes de 1992 consideraram três alternativas e inúmeras variantes do traçado para o Rodoanel, dentro de um raio de 10 a 40 km de distância do centro da cidade de São Paulo. Essas três alternativas foram avaliadas comparativamente pelo DERSA e confirmaram que os volumes de tráfego a serem canalizados pelo empreendimento dependiam, principalmente, da macro localização do traçado, ou seja, a distância em relação ao centro influi diretamente no volume de tráfego a ser atraído pelo empreendimento, na extensão total do empreendimento e nos tipos de impactos sobre o uso e ocupação do solo onde será implantado.
Anéis viários antecessores Anteriormente ao Rodoanel Mário Covas, com o crescimento dos deslocamentos rodoviários, esboçaram-se projetos de anéis viários que conectassem as principais vias e evitassem o deslocamento pelo centro da cidade. O principal deles foi o anel delimitador do Centro expandido da capital. Este anel, inaugurado na década de 1970, também conhecido como minianel viário, é formado pela Marginal Tietê (desde a Ponte do Tatuapé até o Complexo do Cebolão), Marginal Pinheiros (até a Ponte Ari Torres), Avenida dos Bandeirantes, Avenida Afonso d'Escragnolle Taunay, Complexo Viário Maria Maluf, Avenida Presidente Tancredo Neves, Avenida das Juntas Provisórias, viaduto Grande São Paulo, Avenida Luís Inácio de Anhaia Melo e Avenida Salim Farah Maluf até o final, na Ponte do Tatuapé, completando o contorno do Centro expandido. Interligando as dez principais rodovias que chegam à cidade de São Paulo, fazem um formato próximo a uma circunferência, com distância de 5 a 10 km do centro da capital.
O anel serve como delimitante do chamado Centro expandido da capital, onde é válido o rodízio municipal de veículos. Com o passar do tempo, pelo crescimento da cidade, suas avenidas passaram a cortar regiões densamente povoadas. Além do deslocamento interno de veículos, grande parte das vias desse sistema possuem inúmeros cruzamentos e semáforos, o que provocou uma saturação do sistema. À medida em que os trechos do Rodoanel Mário Covas foram sendo liberados ao tráfego, este sistema, por onde ocorria o fluxo de exportação entre o interior do país e o Porto de Santos, bem como entre o Vale do Paraíba e Santos, foi sendo menos utilizado, com a transferência do fluxo para o Rodoanel.
Vias integrantes do sistema antecessor (minianel viário) e acessos Marginal Tietê (acesso às rodovias Anhanguera, Bandeirantes, Dutra, Fernão Dias e Ayrton Senna) Marginal Pinheiros (acesso às rodovias Castelo Branco, Raposo Tavares, Régis Bittencourt) Av. dos Bandeirantes; Av. Afonso d'Escragnolle Taunay (acesso à Rodovia dos Imigrantes) Complexo Viário Maria Maluf; Av. Presidente Tancredo Neves; Avenida das Juntas Provisórias (acesso à Rodovia Anchieta) Viaduto Grande São Paulo; Avenida Luís Inácio de Anhaia Melo; Avenida Salim Farah Maluf (acesso à Marginal Tietê e rodovia Dutra)
Características
km 00 - Início da rodovia. km 00 - Início do trecho oeste sob concessão da CCR RodoAnel km 00 - Acesso à 100x20px Estrada Velha de Campinas (via Avenida Raimundo P. Magalhães) (Pedágio) km 03 - Acesso à 100x20px Bandeirantes (Pedágio) km 05 - Polícia Militar Rodoviária km 06 - Acesso à 100x20px Anhanguera (Pedágio) (Complexo Viário Silvio Santos) km 13 - Serviço de Atendimento ao Usuário km 14 - Acesso à 100x20px Castelo Branco (Pedágio) km 16 - Retorno km 20 - Acesso a Osasco (Jardim Padroeira) e Carapicuíba (Parque Jandaia) (via Avenida Leonil C. Bortolosso) (Pedágio) km 24 - Acesso à 100x20px Raposo Tavares (Pedágio) km 25,3 - Pedágio unidirecional (pista externa) km 29 - Acesso à 100x20px Régis Bittencourt km 30 - Término do trecho oeste sob concessão da CCR RodoAnel km 30 - Início do trecho sul sob concessão da SPMar km 32 - Baía de carga especiais km 32,3 - Baía de carga especiais(volta) km 36 - Retorno km 41 - Retorno km 41 - Serviço de Atendimento ao Usuário km 49 - Retorno km 50 - Pedágio unidirecional (pista interna) (Valor R$ 3,20) km 58 - Retorno km 59,4 - Ponto de parada - Carga de Produtos Perigosos km 63,8 - Monumento símbolo da rodovia km 65,1 - Ponto de Parada - Carga de Produtos Perigosos km 68 - Serviço de Atendimento ao Usuário km 68 - Retorno km 68 - Polícia Militar Rodoviária km 70+200 - Acesso à 100x20px Imigrantes Litoral(Pedágio) (Valor R$ 2,90) km 70+300 - Acesso á Imigrantes São Paulo (Valor R$ 3,20) km 71+400 - Pedágio (Valor R$ 3,20) km 72 - Carga especial km 74 - Retorno km 74,6 - Carga especiais km 75 - Acesso à 100x20px Anchieta (Pedágio) (Valor R$ 3,20) km 86 - Acesso à Jacu Pêssego (via SPA-86/21) (Pedágio) km 86 - Pedágio, alteração de trecho( Sul para Leste ) Valor R$ 3,20 pista externa) km 86 - Pista externa a direita saída para Mauá.( Pedágio valor de 3,20 ).( Acesso a Av Papa João XXIII e Jacu Pêssego. km 87 - Pedágio, alteração de trecho ( Leste para Sul ) Valor2,40 pista interna ) km 87 - Pista interna a direita saída para Mauá.( Pedágio valor de R$ 2,40)( Acesso a Av Papa João XXIII e Jacu Pêssego km 89 - Retorno km 98 - Retorno km 102 - Serviço de Atendimento ao Usuário, pista externa sentido Rodovia Ayrton Senna e Rodovia Presidente Dutra km 105 - Retorno km 115 - Acesso de Poá para o Rodoanel na pista interna sentido interior.( Mauá, Anchieta, Imigrantes, Régis Bittencourt, Raposo Tavares, Castelo Branco,Anhanguera e Bandeirantes. km 116 - Acesso de Suzano para o Rodoanel na pista externa sentido Rodovia Ayrton Senna e Rodovia Presidente Dutra km 120 - Retorno km 120 - Serviço de Atendimento ao Usuário, pista interna sentido Maúa, Anchieta, Imigrantes, Régis Bittencourt, Raposo Tavares, Castelo Branco,Anhanguera e Bandeirantes. km 123 - Acesso à 100x20px Rodovia Ayrton Senna (Pedágio) (Valor R$ 2,40) km 125 - Retorno. km 130 - Acesso à 100x20px Via Dutra (Pedágio) (Valor R$ 2,40) km 130 - Fim do trecho leste sob concessão da SPMar. ( Acesso a Rodovia Presidente Dutra - a direita sentido Rio de Janeiro e a esquerda sentido São Paulo.
Rodovias interligadas pelo Rodoanel Trecho oeste (2002) Trecho sul (2010) Trecho leste (2014) Trecho norte (2027)Fonte 100x20px Estrada Velha de Campinas 100x20px Imigrantes 100x20px H. Eroles(unidirecional) 100x20px Fernão Dias 100x20px Bandeirantes 100x20px Anchieta 100x20px Ayrton Senna 100x20px Av. Candéa (2027) 100x20px Anhanguera 100x20px Dutra 100x20px Castelo Branco 100x20px Raposo Tavares 100x20px Régis Bittencourt
Pedágios thumb|Um dos pedágios do Rodoanel Desde 17 de dezembro de 2008, o Rodoanel é uma rodovia com pedágio. O sistema de cobrança foi estruturado nas saídas das rodovias atualmente interligadas e nos acessos urbanos. No Trecho Oeste o valor cobrado a partir de 1º de julho de 2010 para veículos de passeio é de R$ 1,50. Desde 24 de agosto de 2011 foi iniciada a cobrança também nas praças do Trecho Sul. Neste trecho o valor é um pouco maior: R$ 2,90 para veículos de passeio e R$ 1,45 para motocicletas.