Yahoo!, pronunciado /ˈjɑːhuː/ em inglês ouvir, é um portal web dos Estados Unidos, com sede em Sunnyvale, na Califórnia. Oferece o mecanismo de busca Yahoo! Search e serviços como My Yahoo, Yahoo! Mail, Yahoo! News, Yahoo! Finance, Yahoo Sports, Y! Entertainment e Yahoo! Life, além da plataforma de publicidade Yahoo Ad Tech. O portal está ativo, e o cadastro é opcional. É operado pela empresa homônima Yahoo Inc., controlada pela Apollo Global Management, com 90%, e pela Verizon Communications, com 10%.

O Yahoo foi criado por Jerry Yang e David Filo em janeiro de 1994 e esteve entre os pioneiros da internet nos anos 1990. Seu uso caiu na década de 2010, quando alguns serviços foram encerrados e o portal perdeu participação de mercado para Facebook e Google.

Etimologia A palavra "Yahoo" é um retroacrônimo das expressões inglesas "Yet Another Hierarchically Organized Oracle" e "Yet Another Hierarchical Officious Oracle". O termo "hierarchical" se referia às camadas de subcategorias do banco de dados. "Oracle" queria dizer "fonte de verdade e sabedoria". Já "officious" não era empregado em seu sentido habitual e aludia aos funcionários de escritório que consultariam o Yahoo no trabalho. Filo e Yang disseram que escolheram o nome pelo sentido coloquial de "yahoo", usado entre universitários da Luisiana no fim dos anos 1980 e no início dos anos 1990 para designar um sulista rural sem refinamento. Eles o resumiram como "grosseiro, simplório e inculto". O sentido vem dos Yahoos, seres fictícios de As Viagens de Gulliver.

História

Fundação miniaturadaimagem|Jerry Yang e David Filo, fundadores do Yahoo miniaturadaimagem|Página inicial do Yahoo em 1994, quando funcionava como diretório. Um mecanismo de busca foi acrescentado em 1995.

Em janeiro de 1994, Jerry Yang e David Filo cursavam a pós-graduação em engenharia elétrica na Universidade Stanford. Ali criaram um site chamado "Guia de Jerry e David para a World Wide Web". Era um diretório web editado por pessoas e organizado em uma hierarquia, não um índice de páginas com busca. Em março de 1994, o site recebeu o nome "Yahoo!" e passou a ser chamado Yahoo Directory. O domínio "yahoo.com" foi registrado em 18 de janeiro de 1995.

O Yahoo foi constituído como empresa em 2 de março de 1995. Naquele ano, lançou o mecanismo de busca Yahoo Search, pelo qual os usuários podiam pesquisar o Yahoo Directory. O Yahoo logo se tornou o primeiro diretório e mecanismo de busca popular da World Wide Web.

Expansão e a bolha pontocom miniaturadaimagem|upright=1.35|Mapa das versões locais dos portais do Yahoo em 2023 Na década de 1990, o Yahoo cresceu depressa. Fez uma oferta pública inicial em abril de 1996, tornou-se uma empresa de capital aberto e viu o preço de suas ações subir 600% em dois anos. Como outros mecanismos de busca e diretórios, passou a funcionar como portal web e concorreu com Excite, Lycos e AOL. Em 1998, era o ponto de partida mais usado por internautas, e o Yahoo Directory, editado por pessoas, era o mecanismo de busca mais usado. O site recebia 95 milhões de visualizações de página por dia, três vezes o volume do Excite. O Yahoo também comprou outras empresas. Começou a oferecer e-mail gratuito em outubro de 1997, depois de adquirir o RocketMail e rebatizá-lo como Yahoo Mail. Em 1998, trocou o AltaVista pelo Inktomi como tecnologia de busca baseada em rastreamento para o diretório. As compras mais caras vieram em 1999. O GeoCities custou US$ 3,6 bilhões, e o Broadcast.com, US$ 5,7 bilhões.

O preço das ações subiu durante a bolha da internet e fechou no recorde de US$ 118,75 em 3 de janeiro de 2000. Em 26 de setembro de 2001, caiu ao piso histórico de US$ 8,11.

Liderança Mudanças na direção e oportunidades perdidas afetaram as decisões do Yahoo. A empresa tentou comprar o Google duas vezes. Em 1998, Larry Page e Sergey Brin procuraram o Yahoo e ofereceram seu novo mecanismo de busca por US$ 1 milhão, mas a proposta foi recusada. Em 2002, o diretor-executivo Terry Semel negociou a compra do Google por US$ 5 bilhões. Depois de semanas de conversas, o Yahoo ofereceu US$ 3 bilhões, e a direção do Google não aceitou. A Forbes incluiu a segunda recusa entre os maiores erros estratégicos da história empresarial.

Em fevereiro de 2008, a Microsoft apresentou uma oferta não solicitada de US$ 44,6 bilhões pelo Yahoo. O Yahoo recusou, alegando que o valor "subestimava substancialmente" a empresa e não atendia aos interesses dos acionistas. A Microsoft elevou a proposta para US$ 47 bilhões, mas o Yahoo pediu um aumento superior a 10%, e a Microsoft desistiu em maio de 2008.

Depois de Yang, o cargo de diretor-executivo mudou de mãos com frequência. Carol Bartz, que dirigira a Autodesk, assumiu em janeiro de 2009. Bartz foi demitida pelo presidente do conselho Roy J. Bostock em setembro de 2011, depois de não atingir as metas de desempenho. O diretor financeiro Tim Morse assumiu interinamente. Scott Thompson tornou-se diretor-executivo em abril de 2012. Outros executivos, entre eles o diretor de produto Blake Irving, deixaram a empresa. Em 4 de abril, o Yahoo anunciou a demissão de 2.000 pessoas, cerca de 14% de um quadro de 14.100 empregados. A economia anual prevista era de US$ 375 milhões. Em um e-mail enviado aos funcionários naquele mês, Thompson reafirmou que os clientes deveriam vir em primeiro lugar e reorganizou a empresa.

Thompson foi demitido em 13 de maio de 2012, depois de 130 dias no cargo. Ross Levinsohn, recém-nomeado chefe do grupo de mídia do Yahoo, assumiu interinamente. Integrantes da Third Point Management, entre eles Daniel S. Loeb, foram indicados ao conselho de administração. Thompson recebeu pelo menos US$ 7,3 milhões no período. Em 15 de julho de 2012, Marissa Mayer foi nomeada presidente e diretora-executiva, com posse em 17 de julho. Em janeiro de 2014, surgiram dúvidas sobre a recuperação da empresa quando Mayer demitiu Henrique de Castro, sua primeira contratação para um alto cargo.

Negócios Nas décadas de 2000 e 2010, o Yahoo alterou seus produtos e serviços à medida que os hábitos na internet mudavam. Em junho de 2000, passou a usar o Google nas buscas. Nos quatro anos seguintes, desenvolveu tecnologia própria. O novo sistema entrou em uso em 2004 e aproveitou parte da tecnologia do Inktomi, comprado por US$ 280 milhões em 2002. Com a chegada do Gmail, o Yahoo ofereceu armazenamento ilimitado de e-mail em 2007. A concorrência se agravou, e centenas de empregados foram demitidos em 2008.

A estratégia de produtos também enfrentou problemas. Em agosto de 2010, uma atualização de software mudou boa parte do Yahoo! Grupos e provocou críticas da maioria dos usuários. Em 29 de setembro, o vice-presidente Jim Stoneham anunciou que o site desfaria as mudanças depois de ouvir os membros. Em julho de 2013, dados da comScore mostraram que os sites do Yahoo receberam mais visitantes nos Estados Unidos que os do Google, fato que não ocorria desde 2011. Os dados não abrangiam acessos móveis nem o Tumblr. O Yahoo comprara a plataforma de blogs por US$ 1,1 bilhão em dinheiro em junho daquele ano. O fundador e diretor-executivo do Tumblr, David Karp, permaneceu à frente do site. Naquele mês, o Yahoo também anunciou um escritório em São Francisco. Em 2 de agosto, comprou o RockMelt, manteve a equipe e encerrou os produtos existentes.

Mayer contratou Katie Couric para apresentar uma nova operação de notícias on-line e lançou uma revista de culinária na internet. O Yahoo ampliou o negócio publicitário ao comprar a Cooliris em 21 de novembro de 2014. Em 12 de dezembro, pagou US$ 583 milhões pela fornecedora de publicidade em vídeo BrightRoll. Na década de 2020, as compras se voltaram a empresas de tecnologia e serviços financeiros. Em agosto de 2023, o Yahoo adquiriu a Commonstock, plataforma de investimentos sociais de São Francisco. Em abril de 2024, comprou o Artifact, aplicativo agregador de notícias baseado em inteligência artificial.

Erros estratégicos e violações de segurança Erros de estratégia e falhas de segurança acompanharam a perda de público do Yahoo. Em março de 2004, a empresa criou um programa de inclusão paga que garantia espaço para sites comerciais no mecanismo de busca mediante pagamento. O programa dava lucro, mas desagradou anunciantes que rejeitavam as taxas e usuários que não conseguiam distinguir os resultados pagos dos orgânicos. Em outubro de 2006, o Yahoo reduziu seu alcance. Deixou de garantir a inclusão de sites comerciais e manteve o pagamento apenas para rastrear os sites de clientes com mais frequência e fornecer estatísticas de busca. Em janeiro de 2014, a empresa neerlandesa Fox IT descobriu um ataque de programas maliciosos iniciado em 30 de dezembro de 2013. O ataque explorava o Java e distribuía programas maliciosos para 300.000 usuários do Yahoo por hora, até ser interrompido. Romênia, França e Reino Unido concentraram os casos. O Yahoo recebeu críticas por não informar quantos usuários haviam sido atingidos nem orientar sobre como remover o programa. As violações de dados descobertas depois reduziram a avaliação financeira da empresa.

Controvérsias sob a liderança de Mayer A gestão de Marissa Mayer acumulou controvérsias internas enquanto os indicadores de desempenho pioravam. Em dezembro de 2015, Mayer enfrentou questionamentos do conselho sobre o futuro do negócio principal do Yahoo. A CNBC a classificou como a diretora-executiva menos querida do setor de tecnologia. As mudanças nos produtos também afastaram usuários. Em maio de 2013, o Flickr ganhou um novo desenho, com um terabyte de armazenamento gratuito e uma grade de fotografias que mudava de tamanho de forma dinâmica. O TechRadar chamou a reformulação de "mudança radical" na finalidade do site. O fórum de ajuda recebeu milhares de críticas de usuários que julgavam que o Yahoo havia "perdido a cabeça".

Dois ex-funcionários levaram à Justiça as políticas de pessoal e o sistema de avaliação de Mayer. Em outubro de 2016, Scott Ard, diretor editorial demitido em 2015, acusou Mayer de conduzir uma campanha sexista contra empregados homens. Ard recebia avaliações "plenamente satisfatórias" desde 2011 e afirmou que Mayer incentivava o uso das notas de desempenho para aplicar preconceitos da administração contra homens. Também disse que seu cargo fora eliminado sob um falso pretexto e depois entregue a uma mulher recém-contratada pela editora-chefe Megan Lieberman. Lieberman afirmou que demitira Ard porque não recebera uma descrição detalhada de suas funções, embora ele já tivesse fornecido as informações pedidas. Gregory Anderson, demitido em 2014, apresentou outro processo por discriminação sexual e afirmou que o sistema de avaliação era arbitrário e injusto. Um juiz da Califórnia rejeitou todas as alegações, menos uma, a de que Ard fora preterido na promoção a editor-chefe em favor de uma mulher antes da demissão. O juiz concluiu que "Anderson não apresentou prova de que a demissão tivesse relação com seu gênero".

Depois de registrar prejuízo de US$ 4,4 bilhões, Mayer anunciou em 2 de fevereiro de 2016 o corte de 15% do quadro de funcionários.

Venda para Verizon e Apollo As perdas levaram o Yahoo a procurar um comprador. Em 25 de julho de 2016, a Verizon Communications anunciou a compra do negócio principal de internet por US$ 4,83 bilhões, valor muito abaixo do pico de avaliação da empresa. O acordo excluía a participação de 15% no Alibaba Group e a de 35,5% no Yahoo! Japan. As violações de dados levaram as empresas a renegociar. Em 21 de fevereiro de 2017, a Verizon reduziu o preço em US$ 350 milhões e aceitou dividir as responsabilidades pelas falhas de segurança.