No futebol masculino, a história do Esporte Clube Bahia se inicia com sua fundação em 1º de janeiro de 1931 por ex-jogadores do Clube Bahiano de Tênis e a Associação Atlética da Bahia, agremiações que tinham encerrado suas atividades futebolísticas no final da década de 1920. O clube brasileiro da cidade de Salvador foi o primeiro clube a conquistar uma competição nacional, a Taça Brasil de 1959, contra o Santos, torneio criado para apontar o representante brasileiro na recém-criada Taça Libertadores da América. Portanto, o clube também foi o primeiro representante brasileiro a participar de uma edição da Libertadores, em 1960. Em 1988, o tricolor baiano conquistou seu segundo título brasileiro, desta vez derrotando o Internacional. Com tais títulos, o Bahia é o único clube fora do eixo Sul-Sudeste a deter dois títulos nacionais da principal divisão do futebol brasileiro. O clube ainda foi vice-campeão brasileiro duas vezes, em 1961 e 1963. Na sua participação na Libertadores de 1989 o Bahia alcançou as quartas de final, feito que nenhum outro clube do Norte-Nordeste alcançou até então.
O clube também soma 5 títulos na Copa do Nordeste e 50 no Campeonato Baiano de Futebol, sendo o segundo maior campeão estadual do Brasil, perdendo apenas para o ABC de Natal o qual soma 53 títulos e sendo o maior campeão da Copa do Nordeste.Confira os maiores campeões estaduais do país - CBF, 26 de janeiro de 2016 O Bahia por muito tempo conquistou a hegemonia do campeonato estadual, ao ponto de ter sido heptacampeão, de 1973 a 1979. Mas, apesar do currículo vitorioso, o Bahia amargou durante a década de 2000 um dos piores períodos de história. Além de conquistar somente um título estadual (em 2001), foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro em 2003 e para Série C em 2005. O clube retornou para a segunda divisão nacional em 2008 e a principal divisão em 2011.Bahia vence Portuguesa e volta à elite após sete anos; Figueira também sobe - UOL Esporte, 13 de novembro de 2010
Foi cofundador do Clube dos 13 em 1987, que reunia as treze agremiações mais importantes do futebol brasileiro e que representavam 95% dos torcedores brasileiros na época. O Bahia mandava seus jogos no Campo da Graça, até a inauguração da Fonte Nova, que em 2007 foi interditada, em 2010 demolida para reforma e, desde 2013, já como Arena Fonte Nova, voltou a ser o mando de campo do clube. No período da ausência dela, o Bahia mandou seus jogos no Estádio de Pituaçu, casa que, na ausência da Arena, sempre abriga bem o tricolor, fato que confere a ele enorme simpatia da torcida, principalmente em 2010 que ficou marcado na vida do clube por simbolizar o retorno do clube ao cenário nacional após o rebaixamento em 2003. Na maior parte de sua história, rivalizou com o Esporte Clube Vitória nas partidas clássicas conhecidas como Ba-Vi. Neste clássico, o Bahia detém vantagem em número de triunfos e de gols marcados. Contudo, desde a década de 1990, essa vantagem histórica foi drasticamente diminuída.
No futebol masculino A fundação do clube nos anos 1930 e 1931 Em 1930, a Associação Atlética da Bahia e o Clube Bahiano de Tênis decidiram fechar o departamento de futebol. Com isso, alguns ex-atletas destes clubes decidiram fundar o Atlético Bahianinho, time para disputar jogos amadores no subúrbio da cidade. O que eles não esperavam era que este time fizesse o maior sucesso. Isso inspirou eles a organizarem um time profissional. Apesar de a data oficial da fundação ter sido 1º de janeiro de 1931, as discussões para tal começaram 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora Conceição da Praia. Neste dia, Carlos Koch, Eugênio Walter (o Guarany), Fernando Tude e Júlio Almeida, os ex-atletas do Clube Bahiano de Tênis, e Waldemar de Azevedo,q ex-atleta da Associação Atlética da Bahia, se reuniram causalmente no Cabaré do Jockey e discutiram a organização de um clube para disputar torneios oficiais.Bahia , esporte.hsw.uol.com.br Assim, organizaram um encontro num casarão na Avenida Princesa Isabel no dia 12 de dezembro para definir os futuros deste projeto. Cerca de 70 pessoas, incluindo os ex-atletas da AAB e do Bahiano de Tênis, foram ao encontro. A assembleia foi presidida por Otávio Carvalho e secretariada por Fernando Tude e Aroldo Maia. Ela foi importante para definir as cores do novo clube (azul, vermelho e branco) e seu uniforme (camisa branca, calção azul e faixa vermelha na cintura), dois patrimônios do clube. Após isso, Otávio foi nomeado presidente provisório do novo clube.
Na virada do ano de 1930 para 1931 foi marcada outra reunião, dessa vez para fundar oficialmente o novo clube. O local do evento foi a casa nº 57 na Rua Carlos Gomes, na antiga sede do Jóquei Clube. Neste encontro, marcaram presença os ex-atletas da AAB e do Bahiano de Tênis novamente, além de profissionais liberais, funcionários públicos, jornalistas, micro-empresários e estudantes, comprovando que a força popular, marca do Bahia, existe desde a sua fundação. No evento, foram discutidos e definidos também o escudo e o nome. Raimundo Magalhães tratou de criar o escudo tricolor, baseado no escudo do Corinthians e valorizando a bandeira da Bahia, mostrando desde já a forte ligação do Bahia com o estado. Com relação ao nome, a princípio, o Sr. Antunes Dantas sugeriu o nome de Atlético Bahianinho, baseado no antigo clube amador, mas no fim o nome que foi escolhido foi Bahia, em homenagem ao estado. Por fim, foram então aprovados o novo estatuto e a primeira diretoria, sendo eleito presidente o jovem médico Waldemar Costa. No dia 16 de janeiro de 1931 foi publicado no Diário Oficial da União os estatutos do clube, fazendo-o existir oficialmente. Em 20 de janeiro, o Bahia se filiou à Federação Bahiana de Esportes Terrestres, atual Federação Bahiana de Futebol. Sob a frase de efeito de "Nasceu para vencer", nascia o Esporte Clube Bahia.
Os treinamentos eram feitos no campo da AAB, na Quinta da Barra. E em 1 de março, então, foi realizado o primeiro jogo oficial do clube, pelo Torneio Início. O Bahia honrou seu slogan e bateu o Ypiranga por 2 a 0, com gols de Bayma e Guarany. O goleiro Teixeira Gomes ainda defendeu um pênalti cobrado por Hipólito. Este duelo viria a se tornar no futuro o Clássico das Multidões. No mesmo dia, o Bahia levantou seu primeiro troféu, o de campeão do Torneio Início de 1931. Em 22 de março o Bahia estreou no Campeonato Baiano de Futebol vencendo por 3 a 0. Ainda neste ano, o Bahia fez seu primeiro jogo intermunicipal, vencendo o Vitória de Ilhéus por 5 a 4; seu primeiro jogo interestadual, batendo o Sergipe por 2 a 0; e seu primeiro jogo internacional, jogando contra o Sud América, do Uruguai, que excursionava no Brasil. Com uma excelente campanha, no dia 22 de outubro deste ano, o Botafogo-BA perdeu para o Ypiranga, tornando impossível o Bahia ser alcançado na tabela. Assim, o Tricolor sagrou-se campeão baiano pela primeira vez na sua história. O curioso é que o Bahia não jogou esta rodada por estar numa miniturnê em Sergipe. Com isso, celebraram o título em Aracaju. No dia 1 de novembro foi realizado o jogo da rodada contra o São Cristóvão. Marcado para ser a festa do título, o Bahia atropelou o adversário por 5 a 0. Neste ano, houve também o primeiro Clássico do Pote, duelo contra o Botafogo-BA, que terminou em 2 a 2. No dia 15 de novembro foi disputado o último jogo do campeonato ante o Ypiranga, e a meta do clube era não perder para ser campeão invicto. E com um empate em 2 a 2, a meta foi alcançada: Bahia tornou-se campeão baiano invicto.
A década de 1930: início arrasador esquerda|250px|thumb|Jogadores de Bahia e Vitória juntos, no primeiro Ba-Vi
O ano de 1932 não foi dos melhores devido ao primeiro racha na direção, que implicou na saída dos fundadores Júlio Almeida e Fernando Tude da diretoria. Embora o time tenha conseguido conquistar o Torneio Início, a crise refletiu no estadual, perdendo o título para o Ypiranga. Apesar disso, foi neste ano que o Bahia enfrentou pela primeira vez alguns dos seus rivais históricos, como o Santa Cruz, vencendo por 3 a 2, o Náutico e o Sport, vencendo ambos por 2 a 1, e o Flamengo, perdendo por 3 a 2. Foi neste ano também que o primeiro Ba-Vi da história foi realizado. No dia 18 de setembro, o tricolor venceu o futuro rival por 3 a 0, com gols de Gambarrota e dois de Raul Coringa.
Em 1933, os dissidentes se recompuseram com a diretoria e voltaram ao clube. Com a paz instaurada, o tricolor fez boa campanha no estadual, venceu nove dos 11 jogos, perdeu apenas um, e levou para casa seu segundo título estadual. Nesta campanha, marcou 45 e sofreu apenas 13 gols.
Em[1934, o Bahia foi a vencedor do Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, e dos onze titulares deste time campeão, sete vieram do Bahia: Nova, Bisa, Milton, Gia, Pelágio, Bayma e Betinho. Na época, este era o campeonato mais importante do Brasil e a Bahia foi o único estado do Nordeste a ser campeão. Neste ano, o clube se instaurou numa nova sede, em Brotas. No dia 13 de maio ocorreu o primeiro Clássico das Cores, duelo entre o Bahia e o Galícia, outro clube tradicional de Salvador, fundado no ano anterior. O resultado foi 0 a 0. No dia 3 de julho, porém, o jogador do clube, Bitonho (José Fernandes Costa), se suicidou. O motivo foi ter saído de campo preso na véspera após agredir o árbitro na primeira derrota tricolor em Bavis. Apesar do luto de 30 dias devido à morte, e a tristeza do ocorrido, o Bahia conquistou o primeiro de seus 10 bicampeonatos estaduais, vencendo o Botafogo-BA por 2 a 1. O sucesso do clube levou o meia-esquerda Armandinho ser convocado para a Seleção, o primeiro jogador da história do Bahia a conseguir este feito.
O ano de 1935, embora tenha sido o do início da gestão do médico Fernando Tude como presidente, foi ruim para o Bahia, com a eliminação no Torneio Início e a má atuação no Campeonato Baiano de Futebol, vendo o Botafogo-BA se sagrar campeão. Apesar disso, foi neste ano que chegou ao clube o atacante Serafim Carvalho, o Tintas, que se tornaria um dos maiores atacantes do clube nos anos seguintes.
Em 1936, o Bahia foi mal novamente no Torneio Início, mas se redimiu no estadual: levantou o quarto título Baiano em cinco anos de existência, tendo como destaques no elenco Baiano, Tarzan, Sandoval e Armandinho. Só não foi campeão invicto porque perdeu a última partida para o Galícia.
A crise na direção retorna em 1937, devido à existência de uma “diretoria paralela”, que se reunia às escondidas no Café Portugal e tomava decisões ignorando a direção de fato. A demissão da “diretoria paralela” foi o estopim dessa crise. Apesar de o time ter vencido o Torneio Início daquele ano, foi no estadual que a crise refletiu: o Bahia fez uma das piores campanhas de sua história e perdeu sete dos 11 jogos. Viu ainda o Galícia conquistar seu primeiro título, e ainda perdeu a invencibilidade de sete anos que tinha no Clássico do Pote, perdendo para o Botafogo-BA.