José Peregrino de Araújo (Santa Luzia, Paraíba, 18 de novembro de 1840 — João Pessoa, Paraíba, 5 de outubro de 1913) foi um político brasileiro, magistrado, proprietário rural e bacharel em Direito. Formado pela Faculdade de Direito do Recife, exerceu diversas funções públicas ao longo de sua trajetória, incluindo os cargos de promotor público, juiz municipal, juiz de direito, desembargador, deputado provincial, deputado federal e governador do estado da Paraíba entre 1900 e 1904.http://adcon.rn.gov.br/ACERVO/secretaria_extraordinaria_de_cultura/DOC/DOC000000000113931.PDF

Origem familiar

José Peregrino de Araújo nasceu em 18 de novembro de 1840, no Sítio Bom Sossego, localidade então pertencente ao município de Santa Luzia, no estado da Paraíba. A área corresponde atualmente ao território do município de Várzea, posteriormente desmembrado de Santa Luzia. Era filho de Anastácio José Dias de Araújo e Gertrudes Maria de Jesus.

Formação e carreira

Iniciou seus estudos preparatórios em 1855 e concluiu o curso jurídico em 1866 pela Faculdade de Direito do Recife, uma das principais instituições de ensino jurídico do Brasil no século XIX.

Após concluir a formação, retornou ao estado da Paraíba e iniciou sua carreira na magistratura e no Ministério Público. Entre 1867 e 1868 exerceu os cargos de promotor público e juiz municipal na comarca de Pombal. Em 1868 foi nomeado secretário da Chefia de Polícia da Província da Paraíba.

Ainda em 1868 iniciou sua atuação política, sendo eleito deputado provincial da Paraíba, cargo que exerceu entre 1868 e 1869. Posteriormente voltaria a ocupar o mandato em duas outras legislaturas: de 1878 a 1879 e de 1880 a 1881. Durante o período imperial manteve vínculos com o Partido Liberal.

Em dezembro de 1881 foi nomeado juiz de direito da comarca do Rio Negro, na então província do Amazonas, onde permaneceu até 1882. Nesse mesmo ano foi removido para a comarca do Seridó, com sede na cidade de Caicó, no estado do Rio Grande do Norte, onde exerceu a magistratura entre 1882 e 1893.

Durante sua permanência no Rio Grande do Norte chegou a ser eleito deputado estadual naquele estado, mas não chegou a tomar posse no cargo.

Em 1893 foi nomeado desembargador do Tribunal de Justiça da Paraíba. No exercício de suas funções jurídicas também ocupou o cargo de procurador-geral do estado da Paraíba, função equivalente à chefia do Ministério Público estadual, entre 2 de março de 1895 e 27 de julho de 1896.

Em 1896 foi eleito deputado federal pela Paraíba, exercendo mandato parlamentar no Congresso Nacional até 1906. No mesmo período integrou a administração estadual como 2.º vice-presidente da Paraíba entre 1896 e 1900, cargo que fazia parte da linha sucessória do governo estadual.

Também desempenhou funções de caráter assistencial e administrativo, tendo sido provedor da Santa Casa de Misericórdia em 1898.

Em 1900 foi eleito chefe do poder executivo estadual, então denominado presidente do estado da Paraíba, exercendo o cargo entre 22 de outubro de 1900 e 22 de outubro de 1904. Durante sua administração foram praticados diversos atos administrativos relacionados à organização territorial do estado. Entre eles, destaca-se a sanção da Lei n.º 200, de 24 de outubro de 1903, que elevou a então vila de Patos à categoria de cidade. Durante sua trajetória política também atuou na imprensa, sendo redator e colaborador dos jornais O Liberal Parahybano e A União. Embora tenha iniciado sua carreira pública ainda durante o período do Império do Brasil, permaneceu ativo na vida política após a Proclamação da República, adaptando-se às novas estruturas institucionais do regime republicano.

Vida pessoal

Por volta de 1870, casou-se com Ernestina Leite de Souza. Dessa união nasceram nove filhos: Anastácio Peregrino Leite de Araújo, Isidro Leite Ferreira de Araújo, Gertrudes Adélia Leite de Araújo, Maria Amélia Leite da Silva, Francisco Leite de Araújo, Zulmira Ernestina Leite de Araújo, Raul Romero Leite de Araújo, José Peregrino de Araújo Filho e Elia Zelinda Leite de Araújo.

Ernestina Leite de Souza faleceu em 8 de maio de 1885, na cidade de Caicó, no Rio Grande do Norte. Em 1.º de setembro de 1886, José Peregrino de Araújo contraiu segundas núpcias com Ana Maria de Medeiros, também em Caicó. O casal teve sete filhos: Pedro Luiz de Araújo, Gil Brás de Figueiredo Araújo, Amélia de Araújo, Anita Araújo de Figueiredo, Nair Peregrino Araújo, Ana de Medeiros Araújo e Francisco de Paula Peregrino de Araújo.

Morte

Após encerrar sua carreira política, afastou-se gradualmente da vida pública, passando a residir em João Pessoa, capital da Paraíba. Nos últimos anos de vida enfrentou problemas de saúde associados à idade avançada.

José Peregrino de Araújo faleceu em 5 de outubro de 1913, em João Pessoa. Após sua morte, foram registrados votos de pesar na Assembleia Legislativa da Paraíba. Em sua homenagem, o senador e monsenhor Valfredo Leal celebrou uma missa em sufrágio de sua memória.

Ver também Política da Paraíba Lista de governadores da Paraíba

Bibliografia

Ligações externas Mensagem apresentada à Assembléia Legislativa do Estado da Paraíba do Norte em 1 de outubro de 1901 por ocasião da instalação da 2ª sessão da 3ª legislatura pelo Presidente do Estado desembargador José Peregrino de Araújo Mensagem apresentada à Assembléia Legislativa do Estado da Paraíba do Norte em 1 de outubro de 1902 por ocasião da instalação da 3ª sessão da 3ª legislatura pelo Presidente do Estado desembargador José Peregrino de Araújo Estado da Paraíba. Mensagem apresentada à Assembléia Legislativa do Estado na abertura da 4ª sessão da 3ª legislatura em 1 de outubro de 1903 pelo Presidente do Estado desembargador José Peregrino de Araújo Mensagem apresentada à Assembléia Legislativa do Estado em 1 de setembro de 1904 por ocasião da instalação da 1ª sessão da 4ª legislatura pelo Presidente do Estado desembargador José Peregrino de Araújo

Categoria:Governadores da Paraíba Categoria:Deputados federais do Brasil pela Paraíba Categoria:Naturais de Santa Luzia (Paraíba)