António Maria de Melo Breyner Félix da Costa (Cascais, 31 de agosto de 1991) é um automobilista português que atualmente compete na Fórmula E pela equipe Jaguar. Estreou na categoria em 2014, na temporada inaugural, como piloto da equipe Amlin Aguri, tendo passagens pela Andretti, DS Techeetah e TAG Heuer Porsche. Sagrou-se campeão da temporada 2019–20 da Fórmula E, a duas provas do fim do campeonato.

Ele fez parte do programa Red Bull Junior Team de junho de 2012 até 2013. Em janeiro de 2014 foi confirmado como piloto da BMW Team MTEK no Deutsche Tourenwagen Masters (DTM), categoria onde correu até 2016 e conquistou uma vitória em Zandvoort, sendo o primeiro português a triunfar na DTM. Também venceu as 24 Horas de Le Mans de 2022 na classe LMP2, e foi campeão do Mundial de Endurance da FIA no mesmo ano. Ele venceu duas vezes o Grande Prémio de Macau, triunfando em 2012 e 2016, e foi campeão da Fórmula Renault Norte Europeia em 2009.

Biografia António Félix da Costa nasceu em 31 de Agosto de 1991, filho de Miguel Maria Félix da Costa (18 de Abril de 1952) e de Maria Antónia do Espírito Santo Silva de Melo Breyner. Desde cedo acompanhou atentamente a carreira do seu meio-irmão Duarte Félix da Costa como espectador entusiasta nos variadíssimos campeonatos de karting, algo que veio a despertar desde cedo a vontade de vir a ser piloto profissional.

A 10 de Agosto de 2020 foi feito Comendador da Ordem do Mérito. Em 12 de outubro de 2024, casou-se com Inês Castro, com quem namorava há dez anos.

Carreira Karting Com 9 anos, da Costa faz a sua primeira participação num campeonato de Karts, na Taça de Portugal.

Em 2002, Félix conquistou os primeiros títulos, no Campeonato Nacional e no Open Portugal. No seu currículo conta também com outro título do Campeonato Nacional, desta vez na categoria KF3, e outro título do Open de Portugal.

2006 foi o ano em que da Costa começou a ter resultados de relevo em provas europeias, tendo sido vice-campeão da World Series Karting e terceiro classificado no Open Master Itália.

Em 2007, o António tornou-se piloto de uma equipa oficial de fábrica, assinando contrato com o maior construtor de karts mundial, a Tony Kart, por onde já passaram nomes como Michael Schumacher e Sebastian Vettel, passando para a categoria KF2. Félix da Costa participou nas mais importantes e disputadas competições mundiais de karting, entre as quais, o Open Masters Itália, o Campeonato da Europa, o Campeonato Ásia-Pacífico, o Campeonato do Mundo entre outras corridas internacionais de relevância.

Monolugares 2008: WSR Fórmula Renault 2.0 Em dezembro de 2007, o jovem piloto de Cascais assinou com a equipa alemã Motopark Academy para 2008, tornando-se o piloto português mais novo de sempre a competir na Fórmula Renault 2.0, participando tanto na Eurocup como no NEC.

Estreando no NEC, em Hockenheimring, terminou a corrida em terceiro, atrás apenas dos colegas de equipa Valtteri Bottas e Tobias Hegewald, após ter-se qualificado em terceiro para a corrida. Ao contrário dos colegas de equipa que estavam principalmente focados na Eurocup, Félix da Costa tinha as atenções viradas para o NEC, tendo vindo a vencer a primeira corrida em Oschersleben, quando a maioria dos rivais competia na Eurocup, no Hungaroring. Assim, Félix da Costa tornou-se Vice-Campeão no Campeonato Norte Europeu no seu ano de estreia em monolugares, alcançando um total de onze pódios em dezasseis corridas (8 fins de semana de 2 corridas), sendo um deles no lugar mais alto. Participou em 6 de 14 corridas da Eurocup, tendo sido 13º classificado no campeonato e tendo como melhor resultado um 4º lugar no Estoril.

Participou também nas 2 corridas no circuito do Estoril na Fórmula Júnior Portugal, o que lhe permitiu conquistar 4 pontos, deixando-o em 17º no campeonato, que para além do Estoril teve apenas mais duas corridas no circuito de Jerez.

2009: WSR Fórmula Renault 2.0 Em 2009, Félix da Costa renovou a aposta na sua equipa e conquistou o seu primeiro título de monolugares, na Copa da Europa do Norte de Fórmula Renault 2.0, dominando por completo o campeonato (nove vitórias em catorze corridas disputadas), terminando ainda na terceira posição na Eurocopa de Fórmula Renault 2.0, ficando a 10 pontos do primeiro classificado, após de no penúltimo fim de semana, em Nurburgring, ter sido desclassificado.

2010: Fórmula 3 Europeia Em 2010, António apostou no Campeonato de Formula 3 Euro Series, conquistando o título de melhor rookie e obtendo três vitórias absolutas, para além de ter sido sexto no Grande Prémio de Macau, prova carismática no panorama internacional. Terminou o campeonato na sétima colocação.

A meio da sua caminhada pela Formula 3 Euro Series, António teve a oportunidade de disputar dois GPs da GP3 Series, pela Carlin Motorsport. Logo na primeira prova, terminou em sexto após partir em nono. Disputou mais três corridas, não pontuando. Apesar disso, recebeu um convite para testar pela Force India em Abu Dhabi, vindo António a tornar-se o piloto português mais novo de sempre a guiar um Fórmula 1. O piloto de 19 anos alcançou o terceiro tempo geral, tendo sido batido apenas pela McLaren e Red Bull.

2011: GP3 Series Na temporada de 2011, depois de vários convites e abordagens, António continuou o percurso rumo à Fórmula 1 e esteve presente em todos os Grandes Prémios de Fórmula 1 a disputar a GP3 Series, integrado na equipa Status Grand Prix. Embora não tivera apresentado resultados tão elevados como nas categorias da Renault, fez algumas boas prestações, obtendo uma vitória em Monza. Terminou o campeonato na 13ª posição.

Félix da Costa teve a oportunidade de participar em dois fins de semana do Campeonato Britânico de Fórmula 3, em Nurburgring e em Paul Ricard, terminando as 6 corridas na zona pontuável, ficando em 2º em duas delas.

Da Costa ainda correu pela Ocean Racing Technology na final de GP2, no Abu Dhabi, tendo tido um 7º lugar na primeira corrida e um 9º na segunda.

2012: GP3 Series, WSR Fórmula Renault 3.5 e vitória em Macau esquerda|miniaturadaimagem|Da Costa na etapa de Monza da GP3 de 2012 Em 2012, da Costa manteve-se na GP3 Series, correndo desta vez pela Carlin Motorsport, a equipa que lhe deu a primeira oportunidade em 2010, e sendo companheiro de Alex Brundle e William Buller. Começou com um pole position logo na primeira etapa, na Catalunha, mas uma falsa partida levou-o a ser penalizado, o que levou-o a terminar a corrida em 14º. No dia seguinte ainda recuperou para 7º, dando-lhe mais 2 pontos. Na etapa seguinte, Félix terminou em 7º na corrida 1 no circuito do Mónaco, permitindo-lhe partir de 2º na corrida 2, posição que obteve no final da corrida, obtendo o primeiro pódio da temporada.

Em Valência qualificou-se em quinto, mas foi desclassificado por uma infração técnica, tendo de partir em 23º. Na corrida 1, na segunda volta, envolveu-se num acidente com Dmitry Suranovich e desistiu. Tendo sido considerado culpado, voltou a partir no final da grelha, em 24º, para a segunda corrida. Ao longo da corrida, conseguiu consistentemente a volta mais rápida e cortou a meta em 8º.

Em Silverstone obteve a primeira vitória da época, logo na corrida 1, após partir em 3º. Na prova de Hockenheimring, ficou a zeros devido a uma conjunção negativa de chuva e incidentes de corrida.

Quando as hipóteses do título pareciam quase nulas, a esperança voltou logo no fim de semana seguinte, no circuito de Hungaroring. Félix da Costa fez história na GP3 Series sendo o primeiro piloto a ganhar as duas corridas do mesmo fim de semana. António saltou para 3º no campeonato.

Em Spa-Francorchamps voltou a ter uma excelente prestação, terminando as duas corridas em 2º, deixando possibilidade para o título quando se caminhava para a última etapa da temporada, em Circuito de Monza. Na fase inicial da corrida 1, Félix da Costa liderava a corrida após uma desistência de Mitch Evans, o que lhe daria a confortabilidade de só precisar de um ponto na corrida 2, mas, a meio, um problema na caixa de velocidades limitou o andamento do carro, caindo sucessivamente posições até o 15º posto, ficando logo sem qualquer chance do título. Ainda mostrou uma boa recuperação na corrida 2, terminado em 5º. Fechou o ano com 1 pole, 5 voltas mais rápidas, três vitórias, seis pódios e 132 pontos, sendo superado por Daniel Abt, vice-campeão, e Mitch Evans, o campeão, com ambos sendo seus futuros colegas da F-E. miniaturadaimagem|200x200px|Da Costa em 2012 Para além de uma GP3 com muitos pontos altos, Félix da Costa ainda fez um regresso às World Series by Renault, nesta vez na categoria 3.5., após ter assinado contrato com a Red Bull para o programa de jovens pilotos, correndo pela equipa Arden Caterham a partir da 4ª etapa, em Nurburgring.

Teve atuações novamente de qualidade, sendo o piloto com mais vitórias do campeonato, 4, e sendo também o único a vencer duas corridas do mesmo fim-de-semana, feito realizado na última etapa. A vitória no Hungaroring foi-lhe premiada com um Test Drive num carro da Red Bull de uma temporada anterior, sendo o regresso a um carro de Fórmula 1 desde o teste pela Force India. Em Montmeló, após o excelente fim de semana, fez outro Test Drive. Devido a boas prestações, da Costa foi também convidado para participar num Show Drive na Coreia do Sul, novamente com o carro de Fórmula 1 da Red Bull. Terminou a World Series como quarto colocado, com 4 vitórias, duas voltas mais rápidas e seis pódios em nove provas disputadas, ficando atrás apenas de Sam Bird, terceiro colocado, Jules Bianchi, vice-campeão e Robin Frijns, o campeão da temporada.

Encerrando 2012, Félix da Costa alcançou seu primeiro triunfo no tradicional Grande Prémio de Macau, após ser o segundo na classificação e vencer a corrida classificatória, superando Felix Rosenqvist e outros pilotos que viriam a correr na F1, como Pascal Wehrlein, Carlos Sainz Jr. e Felipe Nasr.

2013: Segundo ano na WSK Renault Em 9 de janeiro de 2013, foi anunciado que Félix da Costa permaneceria na equipe Arden Caterham com a qual ele competiu na série, durante a temporada de 2012. Correndo ao lado de Pietro Fantin, o cascalense chegou como um dos favoritos ao título, mas só venceu três vezes, fez mais três pódios e fechou o ano em terceiro lugar, com 172 pontos, atrás do vice Stoffel Vandoorne por 42 pontos e do campeão Kevin Magnussen por 102 pontos.

Com seus bons desempenhos nas categorias de base, Félix da Costa chegou a ser cotado para correr na Fórmula 1 em 2014 com a Toro Rosso. Mas a equipe preferiu dar oportunidades a Daniil Kvyat e Carlos Sainz Jr., com da Costa sendo relegado à função de terceiro piloto e sendo enviado para correr na DTM.

2015-16: Saída da Red Bull e segunda vitória em Macau Sem chances de ascender à F1 e já focado em categorias como DTM e Fórmula E, Félix da Costa anunciou que deixaria a Red Bull em dezembro de 2015, após quatro anos de parceria.

Félix da Costa voltou a correr no Grande Prémio de Macau em 2016, mais uma vez vencendo a corrida de classificação e a corrida principal, tomando a liderança de Sérgio Sette Câmara, voltando a ficar à frente de Rosenqvist e superando também futuros nomes da F1, como George Russell, Lando Norris, Guanyu Zhou e Nikita Mazepin.

Turismo

DTM esquerda|miniaturadaimagem|Da Costa na prova de Hockenheimring de 2014 Félix da Costa competiu na temporada de 2014 do Deutsche Tourenwagen Masters pela equipe BMW MTEK ao lado de Timo Glock. Ele marcou pontos em duas ocasiões, terminando a temporada com um total de seis pontos e em 21º, sendo o antepenúltimo colocado.