José Benito Priante Júnior ComMM (Belém, 2 de dezembro de 1963) é um advogado e político brasileiro filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Foi vereador do município de Belém, deputado estadual do Pará e hoje cumpre seu sétimo mandato como deputado federal.
É primo do ex-governador do Pará, Helder Barbalho, e do ex-ministro das cidades, Jader Barbalho Filho.
Histórico da atuação política 1980 - 1990 1980 – A luta pela democracia Estudante de Direito, em Belém Priante foi um dos líderes do movimento universitário contra a ditadura militar e pela aprovação das Diretas Já, que resultaria na redemocratização do Brasil.
1984 – Nas fileiras do PMDB A reorganização política do país resulta na mudança do MDB para PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro). Priante filia-se ao partido, liderando a Ala Jovem do PMDB.
1988 – Vereador de Belém Na primeira eleição pós-ditadura, Priante é eleito para a Câmara de Vereadores de Belém, onde assume o cargo de líder do PMDB. A Câmara transforma em lei projeto de Priante que garante ônibus gratuito em Belém a maiores de 60 anos.
1990 – Deputado estadual Após dois anos como vereador, Priante é eleito Deputado Estadual pelo PMDB. Na Assembleia Legislativa, preside a Comissão de Orçamento, com objetivo de priorizar a aprovação de recursos para obras de infraestrutura que desenvolveriam as regiões do Pará.
1991 - 2000 1991 – Nova liderança no PMDB Priante assume a presidência do Diretório Municipal do PMDB.
1992 – Assembleia Legislativa Priante assume dos cargos na Assembleia: líder do PMDB e líder do Governo Estadual, então sob o comando político da agremiação.
1994 – Ascensão à Câmara Federal Priante é eleito Deputado Federal pelo PMDB. É o mais jovem entre todos os deputados federais e senadores da Amazônia eleitos naquele ano.
1995 – Coordenador da bancada da Amazônia Priante funda e coordena a Bancada Parlamentar da Amazônia, movimento suprepartidário em defesa da região. A bancada conseguiria uma vitória histórica: a inclusão no PPA (o plano de obras do governo federal) de obras estratégias de desenvolvimento da região, entre elas o Linhão de Tucuruí (Projeto Trano-Oeste), a linha de transmissão de energia para os municípios da Transamazônica e Oeste do Pará.
1995 – Comissão de Economia da Câmara Assume a presidência da Comissão de Economia da Câmara. Políticos de renome, como Tancredo Neves e Delfim Neto, passaram pelo cargo. Na presidência da comissão, prioriza a aprovação do Estatuto da Micro Empresa.
1996 – Amazônia ganha espaço na Câmara A luta dos parlamentares amazônidas resulta na criação da Comissão Permanente da Amazônia Legal da Câmara dos Deputados. Priante é eleito o primeiro presidente da nova comissão, que passa a defender recursos federais para obras estratégicas. São priorizadas obras como o Tramo-Oeste; a pavimentação da Santarém-Cuiabá e da Transamazônica; a construção das eclusas da Hidrelétrica de Tucuruí e a implantação da Hidrovia Araguaia-Tocantins.
1998 – O Linhão de Tucuruí Graças à ação da Bancada e da Comissão da Amazônia, o presidente Fernando Henrique Cardoso inaugura, em Altamira, a primeira etapa do Projeto Tramo-Oeste. Na ocasião, o presidente autoriza a retomada das obras de conclusão e das eclusas da Hidrelétrica de Tucuruí.
1998 – Segundo mandato Priante é reeleito deputado federal pelo PMDB.
1999 – Novos cargos Assume três importante cargos: relator de Infraestrutura do Orçamento Geral da União para 2000, titular da Comissão de Ciência e Tecnologia e vice-líder do PMDB na Câmara. Leva para Brasília a luta dos mutuários da Caixa Econômica Federal de Belém. Defende mudanças no Sistema Financeiro da Habitação e apresenta propostas para facilitar a compra da casa própria financiada pela Caixa. O movimento provocaria mudanças no Programa Habitar Brasil e influenciaria nas regras dos programas de moradias populares do Governo Lula.
2000 – Relator de infraestrutura Como relator de infraestrutura do Orçamento da União, Priante prioriza obras estratégias ao desenvolvimento do Pará. Assim, eleva de R$ 60 milhões para R$ 210,5 milhões os recursos para obras de infraestrutura no Pará, um recorde histórico. São contempladas obras de integração como nas rodovias Santarém-Cuiabá e Transamazônica.
2001 - 2010 2001 – A nova orla de Santarém Em junho de 2001 é inaugurada a Orla de Santarém. O projeto, realizado com recursos obtidos por Priante. Mais de 40 mil pessoas participaram da inauguração. Priante passa a ser chamado pelos prefeitos de “Campeão de Emendas”, numa alusão à quantidade de recursos direcionados para o Estado pelo deputado.
2002 – O terceiro mandato de deputado federal Pela terceira vez consecutiva, ele foi reconduzido à Câmara Federal.
2004 – Fiscalização das verbas públicas Priante assume a presidência da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, órgão que fiscaliza investimentos federais. Depois de estreitar a cooperação técnica entre a Câmara e o Tribunal de Contas da União (TCU), Priante consegue R$ 31 milhões no Orçamento Geral da União de 2005 para fortalecer as atividades dos órgãos federais de controle dos recursos públicos. Priante também viabiliza recursos para a construção da Delegacia da Polícia Federal em Santarém e para obras de ampliação da sede da PF em Belém. Cria o Prêmio Fiscalização e Controle da Câmara, que seria concedido a instituições como a CNBB e Transparência Brasil.
2005 – Orla de Belém Para que a Prefeitura de Belém pudesse obter empréstimos internacionais para obras de infraestrutura, Priante conseguiu que o prefeito Duciomar Costa apresentasse o projeto Portal da Amazônia ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A reunião aconteceu na sede da instituição em Washington (E.U.A.).
2005 – Novo recorde de verbas federais ao Pará Priante assume, pela segunda vez, a relatoria de Infraestrutura do Orçamento da União. Consegue novo recorde: R$ 450 milhões para obras no Pará, sendo R$ 30 milhões destinados a obras de urbanização do Entroncamento e para a duplicação da BR-316, entre Belém e Castanhal, atendendo ainda Santa Maria.
2006 – Água para Belém Priante consegue junto à Fundação Nacional de Saúde (Funasa) R$ 11 milhões 187 mil para a ampliação e melhoria das redes de abastecimento de água e tratamento de esgoto de Belém, Icoaraci, Outeiro e Mosqueiro. A meta é beneficiar diretamente 72 mil moradores.
2006 – A disputa pelo Governo do Pará Priante concorre ao Governo do Pará pelo PMDB. Fica em terceiro lugar. No segundo turno, apoia a candidata do PT, Ana Júlia, que vence as eleições.
2006 – Verbas para obras portuárias Em dezembro de 2006, Priante consegue no Ministério dos Transportes a liberação de mais R$ 1 milhão 420 mil para melhorar as condições dos portos do interior paraense. Os recursos contemplam os municípios de Portel (R$ 458,8 mil), São Felix do Xingu (R$ 448 mil), Floresta do Araguaia (R$ 301,9 mil) e Santa Maria das Barreiras (R$ 211,1 mil).
2007 – Presidente do Diretório do PMDB de Belém.
2008 – Candidato à Prefeitura de Belém pelo PMDB, Priante foi derrotado por Duciomar Costa.
2009 – Justiça Eleitoral Em dezembro de 2009, a Justiça Eleitoral do Pará determina a cassação do prefeito Duciomar Costa (PTB) e do vice Anivaldo Vale (PR) por abuso de poder econômico e propaganda eleitoral ilegal. A Justiça também determina a posse de Priante, que assume a Prefeitura no dia 7 de dezembro. O prefeito recorre e reassume o cargo.
2010 – Priante é eleito para o quarto mandato Priante é eleito Deputado Federal. Mesmo há quatro anos sem mandato parlamentar nem cargo no Executivo, é o quarto deputado federal mais votado em todo o Estado. Dá apoio à candidatura vitoriosa de Simão Jatene (PSDB) ao Governo do Pará, que derrota a governadora Ana Júlia Carepa (PT). Convidado a integrar o novo governo, faz opção por voltar à Câmara.
2011 - 2012 2011 – O Pará na Comissão Mista de Orçamento Em março, Priante retorna à Comissão Mista de Orçamento da União (CMO). Dessa vez, é o único parlamentar paraense entre os membros titulares da Comissão.
2011 – Defesa dos municípios na CMO Priante passa a defender na Comissão de Orçamento que o governo federal pague às prefeituras os recursos da conta “restos a pagar”, relativos a convênios para execução de obras nos municípios assinados em 2007, 2008 e 2009. A CMO aprova requerimento de Priante pedindo a liberação dos recursos. O Congresso Nacional passa a pressionar o Palácio do Planalto pela liberação. Outro requerimento de Priante é aprovado e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, aceita o convite de prestar esclarecimento à CMO sobre a conta “restos a pagar”. Meses depois, o gverno liberaria parte dos recursos.
2011 – Solução para o caos na BR-316 Priante apresenta ao Ministério dos Transportes o projeto Vias Expressas de Belém, voltado para desafogar o trânsito no trecho urbano da BR-316. A ideia é construir duas vias expressas paralelas à BR-316: uma entre Benfica e o Porto da Sotave (Outeiro-Icoaraci) e outra, ligando Benevides ao bairro do Guamá, em Belém. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DENIT) é autorizado a promover os estudos técnicos e financeiros sobre a viabilidade do projeto.
2011 – Relator Setorial do Orçamento Em agosto, a direção nacional do PMDB escolhe Priante para o cargo de relator das áreas de Integração Nacional e Meio ambiente do Orçamento Geral da União de 2012.
2011 – Rodovia Independência Em setembro, Priante apresenta ao Ministério da Integração Nacional o projeto de construção da Rodovia Independência, que cria uma nova rota para entrar ou sair de Belém sem passar pelo Entroncamento, o principal gargalo do trânsito da cidade. O Ministério aceita ser parceiro do Governo do Estado na construção da Independência, obra estimada em R$ 87 milhões. Caberia a Priante viabilizar 80% dos recursos.
2011 – Novas obras aprovadas Em novembro, a Comissão de Orçamento aprova o relatório final de Priante, que prioriza Belém e o Pará. Somando forças com a bancada paraense, Priante consegue aprovar, em emendas parlamentares, R$ 245 milhões 700 mil para obras. Destes recursos, R$ 67,4 milhões são destinados à construção da Rodovia Independência. O deputado, no relatório final, atende os mais diversos setores: saúde, educação, trânsito, saneamento, cultura e esporte. São aprovadas as seguintes obras:
Obra Valor (R$) Local Rodovia Independência 67,4 milhões Belém Rede de Água e Esgoto Sanitário 57,2 milhões Interior do Pará Pavimentação Urbana RMB 30,5 milhões Belém Aquisição de Patrulhas Mecanizadas 30,5 milhões Interior do Pará Parque Ecológico do Utinga 20,5 milhões Belém-Ananindeua Construção da Orla de Belém 20 milhões Belém Abertura de Estradas Vicinais 6,5 milhões Interior do Pará Infraestrutura turística 4 milhões Belém e interior do Pará Estádio de Futebol de Ananindeua 2 milhões Ananindeua Pronto-Socorro (UPA) de Icoaraci 2 milhões Icoaraci-Belém Pronto-Socorro (UPA) de Mosqueiro 1,5 milhões Mosqueiro-Belém Quadras Poliesportivas 1 milhão Interior do Pará Máquinas para batedores de açaí 700 mil Belém Festival Tecnobrega de Belém 500 mil Belém Tendas Culturais 500 mil Belém Espaço Cultural para Deficientes Físicos 250 mil Belém Tribunal Regional do Trabalho 250 mil Belém Cartórios Eleitorais 250 mil Interior do Pará Modernização de Bibliotecas Públicas 250 mil Interior do Pará TOTAL R$ 245,7 milhões Pará
Votou a favor do Processo de impeachment de Dilma Rousseff. Já durante o Governo Michel Temer, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos., sendo também favorável à Reforma Trabalhista.
Foi reeleito deputado federal em 2018, para a 56.ª legislatura (2019-2022).
Votações contra a investigação de Michel Temer Em agosto de 2017 votou contra o processo em que se pedia abertura de investigação do então presidente Michel Temer, ajudando a arquivar a denúncia do Ministério Público Federal.