O Prêmio Carmen Dolores Barbosa foi um prêmio literário brasileiro, cujo nome faz referência a uma socialite paulistana.
Nome O prêmio levava o nome de uma senhora da alta sociedade paulistana que anos antes já havia patrocinado um Salão de Artes, que também levava seu nome e que tinha Oswald de Andrade entre os julgadores. Clarice Lispector, ao se referir a Carmen Dolores Barbosa durante uma entrevista, afirmou não conhecer a razão do envolvimento de tal senhora com tantos escritores.
Prêmio O prêmio buscava encorajar aquilo que definia como "obra de criação", e oferecia Cr$ 25.000,00 (vinte e cinco mil cruzeiros) ao melhor trabalho literário do ano, segundo seleção de um juri A premiação acontecia na cidade de São Paulo, à rua General Jardim (mais precisamente no no. 51, 3o andar). Consta que a escritora Clarice Lispector declarou ter recebido como prêmio apenas 20 cruzeiros, das mãos do então presidente Jânio Quadros.
Vencedores 1954 - José Lins do Rego por Cangaceiros; 1955 - Cornélio Pena por A menina morta; 1956 - Orígenes Lessa por Rua do Sol;JOZEF, Bella. "Carta do Brasil / Orígenes Lessa ad imortalitatem" / Bella Jozef. In: Revista Colóquio/Letras. Cartas, n.º 94, Nov. 1986, p. 105-108. 1957 - João Guimarães Rosa por Grande Sertão: Veredas; 1959 - Jorge Amado por Gabriela Cravo e Canela; 1960 - Cassiano Ricardo por Montanha russa; 1961 ou 1962 - Clarice Lispector por A maçã no escuro.
Bibliografia Jane Clapp. International Dictionary of Literary Awards. Scarecrow Press. New York:1963. p. 47 Catálogo da exposição Clarice Lispector - A Hora da Estrela, realizada em São Paulo, de 24 de abril a 2 de setembro de 2007, no Museu da Língua Portuguesa Coleção Depoimentos, Iª Série, nº 7, Fundação Museu da Imagem e do Som
Ver também
Prêmio Oceanos Prêmio Leya Prémio Internacional Pena de Ouro Prêmio Jabuti
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