Phyllomys brasiliensis é uma espécie de roedor da família Echimyidae. É endêmica do Brasil, onde é conhecida dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Taxonomia e história classificatória Phyllomys brasiliensis pertence à família Echimyidae, grupo de roedores histricomorfos neotropicais conhecidos popularmente como ratos-de-espinho.
A espécie foi descrita originalmente em 1840 pelo naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund, um dos principais pesquisadores da fauna brasileira no século XIX.
Durante parte do século XX, espécies do gênero Phyllomys foram incluídas no gênero Echimys, sendo posteriormente revalidadas a partir de revisões morfológicas e moleculares.
Descrição física Phyllomys brasiliensis apresenta pelagem densa de coloração castanho-alaranjada, característica que originou o nome comum em inglês orange-brown Atlantic tree-rat.
Como outras espécies do gênero, possui pelos rígidos e parcialmente espinhosos distribuídos sobretudo na região dorsal.
A espécie apresenta adaptações arborícolas, incluindo cauda relativamente longa e pés adaptados à locomoção em galhos.
Distribuição geográfica A espécie é endêmica do Brasil, ocorrendo principalmente em remanescentes da Mata Atlântica nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Seus registros concentram-se em áreas florestais úmidas associadas à Serra do Mar e à Serra da Mantiqueira, especialmente em regiões montanhosas e de elevada cobertura arbórea.
A distribuição fragmentada da espécie está relacionada à intensa devastação histórica da Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do planeta.
Ecologia e comportamento Phyllomys brasiliensis possui hábitos predominantemente noturnos e arborícolas. A espécie utiliza o dossel florestal para deslocamento e alimentação, sendo raramente observada no solo.
Sua dieta inclui folhas, frutos, sementes e brotos, desempenhando potencial papel na dispersão de sementes em ambientes florestais atlânticos.
Conservação A principal ameaça à espécie é a fragmentação da Mata Atlântica, causada pela expansão urbana, agropecuária e exploração madeireira.
Por depender de áreas florestais relativamente preservadas e possuir hábitos arborícolas especializados, Phyllomys brasiliensis apresenta elevada vulnerabilidade ao isolamento de fragmentos florestais.
Estudos filogenéticos indicam que a diversificação do gênero Phyllomys esteve diretamente relacionada à complexa história geológica e climática da Mata Atlântica brasileira.
Referências WOODS, C. A.; KILPATRICK, C. W. Infraorder Hystricognathi. In: WILSON, D. E.; REEDER, D. M. (Eds.). Mammal Species of the World: A Taxonomic and Geographic Reference. 3. ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 2005. v. 2, p. 1538-1600. LEITE, Y.; PATTERSON, B. 2008. Phyllomys brasiliensis. In: IUCN 2008. 2008 IUCN Red List of Threatened Species. <www.iucnredlist.org>. Acessado em 16 de novembro de 2008.
Categoria:Phyllomys Categoria:Mamíferos descritos em 1840 Categoria:Roedores endêmicos do Brasil Categoria:Roedores de Minas Gerais Categoria:Roedores do Rio de Janeiro (estado)