A temporada de furacões no Pacífico de 2009 foi um evento do ciclo anual de formação de ciclones tropicais. A temporada começou oficialmente em 15 de maio de 2009 no oceano Pacífico nordeste e em 1º de Junho de 2009 no oceano Pacífico centro-norte. Para ambas as regiões, a temporada terminou em 30 de Novembro de 2009. Estas datas delimitam convencionalmente o período de cada ano quando a maioria dos ciclones tende a se formar no hemisfério norte.

A temporada se iniciou efetivamente com a formação da depressão tropical-E em 18 que junho. Um-E atingiu a costa noroeste do México, mas não há relatos sobre danos. Dias depois, o furacão Andres ameaçou a costa sudoeste mexicana, obrigado a remoção de centenas de pessoas de áreas de riscos. No início de agosto, o furacão Felicia ameaçou o Havaí, mas se dissipou pouco antes de atingir o arquipélago. No início de setembro, o furacão Jimena tornou-se o mais intenso furacão a atingir a península da Baixa Califórnia em toda a história, causando pelo menos três fatalidades e mais de 60 milhões de dólares em prejuízos na região. Em meados de outubro, o furacão Rick tornou-se o segundo mais intenso furacão de toda a história no Pacífico Nordeste ao atingir ventos sustentados em um minuto de 285 km/h e uma pressão atmosférica central mínima de 906 hPa, ficando atrás apenas do furacão Linda de 1997. Também em meados de outubro, o furacão Neki tornou-se o mais intenso furacão no Pacífico Centro-Norte desde o furacão Ioke de 2006. Neki tornou-se também o primeiro ciclone tropical a afetar diretamente o arquipélago havaiano desde o furacão Iniki de 1992. __TOC__

Previsões para a temporada +Previsões de atividade tropical para a temporada de 2009 no Pacífico Nordeste e Centro-Norte FonteDataTempestadesnomeadasFuracõesGrandesfuracõesNOAAMédia15,38,84,2NOAAMédia entre 1995 e 20081473NOAA21 de maio de 200913 – 186 – 102 – 5Recorde de alta atividade27169Recorde de baixa atividade840––––––––––––––––––––––––––––––––––––––Atividade atual2085

Em 21 de maio de 2009, a NOAA liberou sua previsão para a temporada de 2009 no Pacífico Nordeste e Centro-Norte. Previram uma temporada menos ativa do que a média no Pacífico Nordeste, com 13-18 tempestades tropicais dotadas de nome, 6 a 8 furacões e 2 a 5 grandes furacões (furacões com intensidade equivalente ou superior a categoria 3 na escala de furacões de Saffir-Simpson). A previsão está baseada na dissipação da La Niña em abril de 2009, e na previsão do início de um El Niño para o final do ano.

Espera-se que a temporada no Pacífico Centro-Norte também seja menos ativa do que a média, com 3 a 5 tempestades tropicais dotadas de nome.

Tempestades

Depressão tropical Um-E

Uma área de perturbações meteorológicas formou-se ao largo da costa sudoeste do México em 15 de junho. O sistema seguiu lentamente para oeste-noroeste, formando uma área de baixa pressão assim que se tornava mais organizado. O sistema continuou a organizar e, em 17 de junho, o National Hurricane Center (NHC) previu a possibilidade de um ciclogênese tropical, embora naquele momento a circulação ciclônica de baixos níveis não estivesse bem organizada. Posteriormente, o sistema se organizou ainda mais, e no começo da madrugada de 18 de junho, o NHC emitiu seu primeiro aviso para a primeira depressão tropical da temporada de 2009; o centro da depressão localizava-se a cerca de 370 milhas (595 km) a sul-sudoeste de Mazatlán, México. Áreas de convecção persistiram no quadrante sul da depressão. No entanto, o quadrante norte da depressão estava parcialmente desprovida de atividade convectiva. Um cavado de médios e altos níveis ituada ao longo da península da Baixa Califórnia fez que a depressão seguisse mais para o norte. O sistema permaneceu desorganizado durante a maior parte de seu período de vida devido ao cisalhamento do vento. Um E dissipou-se assim que fez landfall na costa do estado de Sinaloa durante o início da madrugada de 20 de junho.

Em 19 de junho, 62 mm de chuva caiu em Mazatlán, perto de onde o sistema remanescente da depressão seguiu sobre terra. Fortes ventos em Mazatlán derrubaram várias árvores e interromperam o forecimento de eletricidade para muitos residentes. Chuvas também provocaram inundações por toda a cidade. Deslizamentos ao longo das principais estradas causaram vários acidentes, sendo um envolvendo um ônibus que foi danificado por pedras.

Furacão Andres

Andres originou-se de uma ampla área de perturbações meteorológicas que persistiam ao largo da costa sul do México depois da formação da depressão tropical Um-E, o que levou a forte atividade de temporais e trovoadas. Naquele momento, o National Hurricane Center (NHC) comentou a possibilidade da formação de ciclones tropicais na região. Em 20 de junho, áreas de convecção profunda começaram a se organizar. O sistema continuou a se desenvolver, apesar de que na madrugada de 21 de junho, a circulação ciclônica de baixos níveis ainda não estava bem definida. Mais tarde naquele dia, o NHC declarou que a depressão tropical Dois-E tinha se formado junto à costa sul do México. Como antecipado, no dia seguinte, a depressão fortaleceu-se para a primeira tempestade tropical da temporada de 2009, e foi nomeada de Andres. Andres continuou a se fortalecer continuamente, e se tornou um furacão por volta das 14:00 (PDT) em 23 de junho, embora fosse possível que Andres tivesse se tornado um furacão mais cedo naquele dia. O furacão também trouxe ventos fortes ao litoral mexicano. O sistema, em seguida, voltar a se enfraquer para uma tempestade tropical. Forte cisalhamento do vento e ar seco enfraqueceram Andres rapidamente para uma depressão em 24, e o NHC emitiu seu último aviso sobre o sistema naquele dia.

Forte ondulação produzida pela tempestade levou ao afogamento de um pescador ao largo da costa do México. As inundações causadas por Andres resultaram na evacuação de 200 pessoas, e 14 abrigos foram abertos para acolher os desalojados.

Tempestade tropical Blanca

Em 6 de julho, uma área de perturbações meteorológicas situada a aproximadamente 675 km a sul-sudoeste do extremo sul da Península da Baixa Califórnia, México, foi classificada, pelo Centro Nacional de Furacões (NHC), diretamente para a tempestade tropical "Blanca" pelo NHC, sem passar antes pelo estágio de depressão tropical. A tempestade recém-classificada áreas de convecção profunda e uma possível olho no centro da circulação ciclônica de baixos níveis. As condições meteorológicas favoráveis permitiram a intensificação da tempestade mais tarde naquele dia. Grandes bandas de tempestade desenvolveram em torno do centro denso nublado durante a manhã de 6 de julho assim que a velocidade do vento próximo ao centro da tempestade aumentou 75 km/h. Todos os modelos de previsão previam a intensificação da tempestade. Porém, alguns modelos indicaram rápida intensificação antes da tempestade seguir para uma região com condições meteorológicas menos favoráveis. No entanto, isto não aconteceu, e o sistema seguiu para águas frias, enfraquecendo-se para uma depressão tropical em 8 de julho antes se degenerar para uma área de baixa pressão remanescente em 9 de julho. O sistema começou a seguir para noroeste, e o sistema se dissipou no início da madrugada (UTC) de 10 de julho, a mais de 1.600 km a oeste-noroeste do extremo sul da Península da Baixa Califórnia.

Furacão Carlos

Em 9 de julho, tempestades e trovoadas associadas com uma área de perturbações meteorológicas localizada a cerca de 1.450 km do extremo sul da Península da Baixa Califórnia tornou-se mais organizada em torno de um centro de circulação de baixos níveis. Na madrugada de 10 de julho, o sistema foi classificado, pelo Centro Nacional de Furacões (NHC), para a depressão tropical Quatro-E. Por volta das 14:00 (PDT), o sistema intensificaou-se para a tempestade tropical "Carlos". A tendência de intensificação continuou, e Carlos tornou-se um furacão de categoria 1 na escala de furacões de Saffir-Simpson no dia seguinte. O furacão também formou um pequeno olho no centro de sua circulação ciclônica de baixos níveis, baseado em imagens de satélite.

No entanto, na manhã de 12 de julho, o NHC notou que o pequeno olho tinha desaparecido. Desde a noite de 11 de julho até a manhã de 12 de Julho, a estrutura de Carlos ficou desorganizada por razões desconhecidas. Convecção profunda contraiu-se para uma pequena região em torno do centro da circulação, e o tamanho geral da tempestade diminuiu. Nas primeiras horas daquela tarde, a continuação da degeneração do sistema levou à sua desclassificação para uma tempestade tropical. Durante o restante daquele dia e até o meio-dia de 13 de julho, Carlos continuou a se enfraquecer, mas a tendência de enfraquecimento foi interrompido, e Carlos voltou a se intensificar lentamente. Uma declaração do NHC naquele dia previu que Carlos iria manter a sua intensidade, ventos máximos sustentados em 110 km/h, ou sua intensidade iria variar constantemente para os próximos três dias ou mais. No entanto, em 14 de julho, uma nova parede do olho desenvolveu-se, e Carlos foi classificado novamente para um furacão. Carlos intensificou rapidamente, e atingiu seu pico de intensidade, com ventos máximos sustentados de 165 km/h durante a manhã (UTC) de 15 de julho; naquele momento, Carlos apresentava um olho "buraco de alfinete". Durante a noite de 14 de julho, o olho ficou menos definido, e em 15 de julho, o sistema começou a enfraquecer. Em 16 de julho, Carlos degenerou-se para uma área de baixa pressão, e o NHC emitiu seu aviso final sobre o sistema.

Tempestade tropical Dolores

Em 14 de julho, uma ampla área de perturbações ao sul da Península da Baixa Califórnia mostrou sinais de organização, o Centro Nacional de Furacões (NHC) classificou o sistema para a depressão tropical Cinco-E ainda naquele dia. A depressão logo se fortaleceu para uma tempestade tropical, sendo chamada de "Dolores" durante a manhã de 15 de julho. Mais tarde naquele dia, Dolores começou a desenvolver grandes bandas de tempestade, bem como áreas de convecção profunda. Dolores atingiu seu pico de intensidade na madrugada (UTC) de 16 de julho, com ventos máximos sustentados de 85 km/h.

Porém, mais tarde naquele dia, a convecção profunda associada a Dolores começou a se enfraquecer, e a tempestade começou a se enfraquecer lentamente. Dolores enfraqueceu-se para uma depressão tropical naquela tarde, e na à madrugada do dia seguinte, o sistema já não mais apresentava áreas de convecção profunda, e o NHC emitiu seu aviso final sobre a enfraquecida depressão tropical Dolores.

Tempestade tropical Lana

Em 30 de julho, o NHC começou a emitir avisos sobre a depressão tropical Seis-E. Naquele momento, o centro da depressão estava próximo da área de responsabilidade do Centro de Furacões do Pacífico Central (CPHC). Mais tarde naquele dia, a depressão saiu da área de responsabilidade do NHC, e o CPHC assumiu a responsabilidade de monitoração do sistema. A depressão rapidamente se intensificou para a tempestade tropical Lana, a primeira tempestade tropical no Pacífico Central desde a tempestade tropical Kika. Lana é uma dos quatro ciclones tropicais no Pacífico Central a se formar como uma depressão tropical no Pacífico Nordeste, mas se intensificar para uma tempestade tropical, e consequentemente ganhar um nome nesta bacia oceânica, na história. Os outros foram Lala, Iniki, e Li. Lana também foi o primeiro ciclone tropical a adentrar a área de responsabilidade do CPHC como um ciclone tropical significativo desde o furacão Flossie. A tempestade também começou a desenvolver um olho, com base em imagens de satélite. No entanto, o cisalhamento do vento meridional induzida pela passagem de um amplo cavado de altos níveis, afetou negativamente Lana, que ficou ligeiramente mais desorganizada em 31 de julho. Apesar disso, Lana atingiu o seu pico de intensidade, com ventos máximos sustentados de 100 km/h durante início da madrugada de 1 de Agosto.