thumb|450px|Reação Internacional à Operação Chumbo Fundido:

Este artigo acompanha a reação internacional à Operação Chumbo Fundido.

Cronologia Reações no 1.º dia de conflito thumb|300px|Manifestação em Melbourne (Austrália) contra os bombardeios sobre a Faixa de Gaza.

thumb|300px|Protestos na Irlanda.

Diversas cidades árabes realizaram protestos contra o ataque à Faixa de Gaza.Ataque israelense em Gaza espalha protestos no mundo árabe - O Estado de S. Paulo, 27 de dezembro de 2008 Centenas de palestinos protestaram em Belém diante de um posto de controle militar israelense.Palestinos protestam em Belém contra ataque israelense a Gaza - Folha Online, 27 de dezembro de 2008 Em Jerusalém Oriental, dezenas de jovens colocaram fogo em latas de lixo e atiraram pedras contra a polícia, que prendeu dois manifestantes. Houve protestos também nos campos de refugiados de Beitar Illit e Shuafat, na Cisjordânia. No vilarejo beduíno de Rahat, no deserto do Negueve, cerca de 400 moradores se manifestaram contra a ofensiva. Um grupo do partido israelense Hadash, predominantemente árabe, realizou um ato de protesto Nazaré, contra a operação israelense.Árabes israelenses protestam - Folha de S.Paulo, 28 de dezembro de 2008

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, manifestou preocupação "com a violência e o banho de sangue em Gaza e com a contínua violência no sul de Israel", pedindo o fim imediato da violência e reiterando o pedido para que "suprimentos de ajuda humanitária possam chegar a Gaza para ajudar a população necessitada".Conheça reações da comunidade internacional aos ataques em Gaza - BBC Brasil, 28 de dezembro de 2008

Tradicional aliado de Israel, o governo dos Estados Unidos responsabilizou o Hamas pela nova onda de violência na região, afirmando que "para acabar com a violência na região é preciso por um fim aos constantes ataques com foguetes do Hamas contra Israel." O porta-voz do governo norte-americano pediu que Israel "evite mortes de civis nos ataques contra o Hamas na Faixa de Gaza." A secretária de Estado Condoleezza Rice culpou o Hamas por ter quebrado o cessar-fogo e pela "retomada da violência em Gaza".Condoleezza Rice culpa Hamas por fim do cessar-fogo com Israel - O Globo, 27 de dezembro de 2007 Em informe da chancelaria da Rússia, o ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, pediu à sua colega de Israel, Tzipi Livni, que cesse a operação militar em Gaza.Israel lança novos ataques aéreos contra Faixa de Gaza - BBC Brasil, 28 de dezembro de 2008

O chefe de Política Externa da União Europeia, Javier Solana, declarou preocupação com a escalada de violência na Faixa de Gaza e pediu "um cessar-fogo imediato e que todos exerçam o máximo de contenção." O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse que "o Hamas é um prisioneiro de uma lógica do ódio, e Israel da crença de que a melhor resposta ao ódio é a força." O presidente da França Nicolas Sarkozy pediu a "interrupção imediata dos lançamentos de foguetes contra Israel e dos bombardeios israelenses sobre Gaza" e condenou "as provocações irresponsáveis que conduziram a essa situação", assim como o "uso desproporcional da força".Na Bahia, Sarkozy pede fim de conflitos em Gaza - O Estado de S. Paulo, 27 de dezembro de 2008

Na Cisjordânia, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, qualificou a operação israelense de "criminosa" e pediu a intervenção da comunidade internacional. Abbas afirmou ter iniciado "contatos urgentes" com diversos países, com o objetivo de impedir que os ataques continuem.Abbas contata outros países para deter ataques a Gaza - O Estado de S. Paulo, 27 de dezembro de 2008 A Liga Árabe deve se reunir, no Cairo, para avaliar os ataques, segundo o secretário da entidade, Amr Moussa.Abbas blames Hamas for bloodshed- Al Jazeera, 28 de dezembro de 2008Arabs plan to meet over Gaza massacre - Press TV, 28 de dezembro de 2008

O governo do Brasil criticou a "reação desproporcional" de Israel no bombardeio e pediu que os isralenses e o grupo Hamas parem os ataques e iniciem um diálogo.Brasil critica "reação desproporcional" de Israel; veja repercussão - Folha Online, 27 de dezembro de 2008

Reações no 2.º dia de conflito thumb|right|300px|Protestos populares na Tanzânia contra os ataques israelenses em Gaza.

A organização Anistia Internacional classificou como "ilegais" os ataques israelenses à Faixa de Gaza, condenando o "uso desproporcional da força por Israel".Anistia Internacional considera ataques a Gaza 'ilegais' - O Estado de S. Paulo, 28 de dezembro de 2008

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha pediu a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, especialmente de equipamentos e material médico, para atendimento aos feridos.Cruz Vermelha pede entrada de ajuda humanitária em Gaza - O Estado de S. Paulo, 28 de dezembro de 2008 Segundo um repórter da BBC, Israel não tem permitido a entrada de jornalistas estrangeiros na Faixa de Gaza.Ataques provocam medo e desespero em Gaza - BBC Brasil, 28 de dezembro de 2008

A Jordânia, um dos poucos países árabes que mantêm relações diplomáticas com Israel, protestou contra as ações militares israelenses, rejeitando "vigorosamente a política israelense de punição coletiva" e exigindo "a suspensão imediata dos ataques".Jordânia condena 'agressão injustificada' em Gaza - O Estado de S. Paulo, 28 de dezembro de 2008

Milhares de pessoas se manifestaram em ruas de cidades do Oriente Médio contra o ataque aéreo de Israel.No mundo islâmico, multidões protestam contra Israel - O Estado de S. Paulo, 28 de dezembro de 2008

Durante protestos na Cisjordânia, soldados israelenses mataram dois manifestantes palestinos e feriram outro gravemente, no vilarejo de Naalin, perto de Ramala, e em Silwad, respectivamente.

Em Hebrom, forças de segurança da Autoridade Nacional Palestina (controlada pelo Fatah) dispararam contra centenas de simpatizantes do Hamas, que preparavam uma marcha até uma barreira israelense, nas proximidades.Dois palestinos são mortos na Cisjordânia - Folha de S.Paulo, 29 de dezembro de 2008

Reações no 3.º dia de conflito left|thumb|300px|Manifestação em apoio à ofensiva militar israelense na Universidade de Tel Aviv.

Um assessor de Barack Obama disse que o presidente eleito dos Estados Unidos acompanhava a ofensiva israelense contra o Hamas diretamente do Havaí, onde passa férias, mas afirmou que "o presidente Bush responde pelos Estados Unidos até 20 de janeiro e nós respeitamos isso".Obama acompanha incursão israelense, mas não se pronuncia - O Estado de S. Paulo, 29 de dezembro de 2008 O ministro de Relações Exteriores russo Serguei Lavrov disse esperar de Obama uma política "mais realista" que a de seu antecessor, para o Oriente Médio.Rússia espera política "mais realista" de Obama no Oriente Médio - UOL, 29 de dezembro de 2008

A chanceler alemã Angela Merkel afirmou que o Hamas era o único responsável pela "escalada de violência" na região e pela retaliação de Israel.Chanceler alemã responsabiliza Hamas por ofensiva israelense - Folha Online, 29 de dezembro de 2008 O porta-voz do governo dos Estados Unidos exigiu que o Hamas parasse de lançar foguetes contra o sul de Israel e aceitasse um "cessar-fogo durável e sustentável".Hamas deve aceitar cessar-fogo durável, dizem EUA - UOL, 29 de dezembro de 2008

No assentamento Kiryat Sefer, na Cisjordânia, um palestino feriu quatro israelenses - um deles gravemente - com um punhal. O agressor ficou gravemente ferido à bala."Israel está em guerra sem trégua contra Hamas", diz ministro israelense - Folha Online, 29 de dezembro de 2008 No mundo islâmico, o dia foi marcado mais uma vez por protestos contra a ofensiva israelense. Mas houve também manifestações em cidades de Israel e Estados Unidos em apoio a ação militar.

Reações no 4.º dia de conflito thumb|300px|Um cartaz publicitário em Teerã, no Irã, com um mensagem de apoio ao povo palestino. Em persa, pode-se ler: "Gaza gritou em sangue".

Três renomados escritores israelenses, David Grossman, Amos Oz e A. B. Yehoshua, pronunciaram-se a favor de um cessar-fogo imediato com o Hamas.Escritores israelenses pedem cessar-fogo com militantes do Hamas - Folha Online, 30 de dezembro de 2008

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, José Miguel Insulza, reprovou "de maneira absoluta" a grande ofensiva militar israelense no território palestino.OEA condena ataques de Israel na faixa de Gaza - Folha Online, 30 de dezembro de 2008

Reações no 5.º dia de conflito Em Paris, a União Europeia e os demais representantes do Quarteto para o Oriente Médio (Estados Unidos, ONU e Rússia), voltaram a pedir uma trégua humanitária em Gaza.Israel rejeita cessar-fogo e mantém ataques em Gaza pelo 5º dia - Folha Online, 31 de dezembro de 2008 O secretário-geral do Conselho da Europa, Terry Davis, culpou novamente o Hamas por "romper o cessar-fogo". "Esta decisão foi o que levou à explosão da violência", afirmou. No entanto, Davis criticou Israel pelo uso "excessivo" da força na ofensiva militar e pela "interferência" nas operações de ajuda humanitária. "Estou chocado pela falta de preocupação com o destino da população civil atingida nos novos combates".Conselho da Europa condena o Hamas e o uso excessivo da força em Gaza - Folha Online, 31 de dezembro de 2008

O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, pediu formalmente a intervenção do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas para interromper a ofensiva israelense. "Agora há quase 400 mortos. Qual é o número mágico de vítimas para que o Conselho de Segurança atue?", perguntou Moussa, que pediu ainda que os grupos palestinos superem suas diferenças internas "e se unam imediatamente ante seu inimigo".Liga Árabe pede intervenção da ONU para interromper ataques a Gaza - Folha Online, 31 de dezembro de 2008

Reações no 6.º dia de conflito Pesquisa realizada Haaretz mostrou que 71% dos israelenses querem a continuidade da ofensiva militar na Faixa de Gaza.Maioria dos israelenses quer que o país mantenha ofensiva em Gaza, diz pesquisa - Folha Online, 1 de janeiro de 2009

Reações no 7.º dia de conflito Reações no 8.º dia de conflito thumb|right|250px|Mais protestos ocorreram contra os ataques israelenses, desta vez em Edimburgo.

O governo da República Tcheca, que acabou de assumir a presidência da União Europeia, considerou o início da operação terrestre israelense na Faixa de Gaza como uma "medida defensiva", e não um ataque. Este posicionamento da nova presidência europeia representou uma grande mudança em relação à atitude da França, que liderava o bloco até o dia 31 de dezembro. O governo da França condenou a invasão terrestre, e considerou que "esta escalada militar perigosa complica os esforços" para obter um cessar fogo. A nota também condenou os disparos de foguetes do Hamas contra o território israelense.À frente da União Europeia, tchecos apoiam invasão de Gaza - Folha Online, 3 de janeiro de 2008

O líder do grupo libanês Hizbollah, Hassan Nasrallah, pediu ao Hamas e a outras facções palestinas devem infligir "o maior número possível de perdas" às forças israelenses.Líder do Hizbollah diz que Hamas deve matar o maior número de israelenses durante invasão - Folha Online, 3 de janeiro de 2008

Na Europa, milhares de pessoas foram às ruas em várias cidades para protestar contra os ataques de Israel na Faixa de Gaza.Milhares protestam contra Israel na Europa - Folha Online, 3 de janeiro de 2008

Reações no 9.º dia de conflito Reações no 10.º dia de conflito Reações no 11.º dia de conflito Reações no 12.º dia de conflito left|thumb|O presidente eleito dos EUA Barack Obama.

O governo da Venezuela anunciou a expulsão do embaixador de Israel e de parte dos funcionários da embaixada israelense no país em um sinal de protesto contra a ofensiva militar na Faixa de Gaza.Venezuela expulsa embaixador de Israel do país - G1, 6 de janeiro de 2009