O jacarandá-da-bahia (nome científico: Dalbergia nigra (Vell.) Allemão ex Benth.; em inglês Brazilian Rosewood), também chamado jacarandá, caviúna, cabiúna, cabiúna-rajada, cabiúna-do-mato, graúna, caviúno, jacarandá-cabiúna, jacarandá-caviúna, jacarandá-preto, jacarandá-una e pau-preto, é uma árvore fabácea endêmica do Brasil, ocorrendo na floresta pluvial atlântica dos estados da Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.Lorenzi, Harri. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, Editora Plantarum, Nova Odessa, 1992. p. 200.FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 978.

Etimologia "Jacarandá" provém do termo tupi iakarandá. O "-da-bahia" é uma referência a sua presença expressiva no estado da Bahia.

Ocorrência Ocorre na floresta ombrófila densa da Mata Atlântica, em solos ricos, tanto na mata primária quanto em formações secundárias.

Características Uma das mais valorizadas madeiras brasileiras, tem sido explorada desde a fase colonial. As sementes servem de alimento para roedores, o que dificulta sua regeneração.Varty, N. 1998. Dalbergia nigra. In: IUCN 2008. 2008 IUCN Red List of Threatened Species. Downloaded on 02 April 2009. Está na lista de espécies ameaçadas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e ocorre em várias áreas protegidas.

É uma espécie florestal nativa da família Leguminosae Papilionoideae.

Árvore de 15 a 25 metros de altura, tronco com 40–80 cm de diâmetro, madeira rija, negra, resistente, com desenhos variados, fácil de ser trabalhada.

Folhas compostas pinadas com 11 a 17 folíolos, flores esbranquiçadas e pequenas, frutos membranosos indeiscentes com 1-2 sementes.

Floresce entre setembro e novembro, e os frutos amadurecem em agosto-setembro.

Usos Foi comumente utilizada em obras de marcenaria de luxo, construção de instrumentos de corda e instrumentos musicais e na fabricação de pianos. Inclusive foi usada em decoração externa de carros, como o Belina Luxo Especial, carro da Ford.

Instrumentos musicais feitos de jacarandá-da-bahia, hoje, são muito valorizados. A madeira foi amplamente utilizada nos anos 1950-1960 em escalas de guitarras e fundos de violões. Devido a sua sonoridade única, ao fato de estar presente em quase todos os instrumentos vintage, além do fato de ela ter se tornado uma madeira de lei, a madeira de jacarandá-da-bahia (Brazilian Rosewood) tornou-se a mais cobiçada na fabricação de instrumentos musicais.

Desde 1992, devido a ameaça de extinção da espécie, o comércio do jacarandá está proibido. Essa proibição tornou instrumentos antigos, por exemplo, feito com a madeira da espécie nativa brasileira, com um valor de relíquia.

É considerada a madeira brasileira mais valiosa e bela.

Ligações externas

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