Wagno de Freitas (Sete Lagoas, 11 de fevereiro de 1950), mais conhecido como Vaguinho, é um ex-futebolista brasileiro que atuava como ponta-direita.

Carreira

Início Nascido em Sete Lagoas, MG, Vaguinho começou sua carreira nos infantis do Democrata de Sete Lagoas. Jogava como ponta-direita e era considerado um jogador rápido e técnico, com bom aproveitamento nos cruzamentos.Enciclopédia do Futebol Brasileiro, Areté Editorial, 2001, pág. 362

Atlético Mineiro Aos 18 anos profissionalizou-se no Atlético Mineiro, fazendo a torcida esquecer Lucas Miranda. Apesar do pouco tempo que ficou no clube, conquistou o Campeonato Mineiro 1970."Homens de preto e branco", Placar número 1.316-A, março de 2008, Editora Abril, pág. 37

Corinthians No segundo semestre de 1971 foi vendido ao Corinthians. O começo no clube paulista não foi dos melhores, com uma perna quebrada em lance com Gérson, do São Paulo, no Campeonato Brasileiro 1971, em um lance em que o árbitro Armando Marques sequer marcou falta, apesar de o jogador ter tido de sair de campo carregado nos ombros."Fratura", Fuasto Netto, Arthur Ferreira, Divino Fonseca, Carlos Libório, Carlos Maranhão, Ronildo M. Leite e José Maria de Aquino, Placar número 86, 5/11/1971, Editora Abril, pág. 8 Ele ficaria afastado por quatro meses, até o início da temporada de 1972.Celso Dario Unzelte, Almanaque do Timão Placar, Editora Abril, 2000, pág. 520 Depois disso, passaria ser o titular da camisa 7 por quase uma década.Celso Dario Unzelte, Almanaque do Corinthians Placar, Editora Abril, 2005, pág. 723 Passou por maus momentos, como a decisão do Campeonato Paulista 1974, perdida para o Palmeiras, mas participou de um dos grandes momentos da história corintiana: a conquista do Campeonato Paulista 1977.

Quase ficou fora do segundo jogo das finais contra a Ponte Preta. Quando soube que daria lugar a Luciano, comprou briga com o técnico Osvaldo Brandão, mas de nada adiantou e teve de ficar no banco, chateado por não sair no que poderia ser a foto do título"O quase herói de 1977", Celso Unzelte, Placar número 1.311-A, outubro de 2007, Editora Abril, pág. 23 (que o Corinthians conquistaria com um empate). Com a contusão de Palhinha ainda no primeiro tempo, Vaguinho substituiu-o e abriu o placar aos 42 minutos. Se a Ponte Preta não tivesse virado o jogo no segundo tempo, ele poderia ter sido o herói da conquista, "cargo" que ficou para Basílio, autor do gol da vitória no terceiro jogo — em lance que se originou em um chute do próprio Vaguinho na trave. "Pedi para o [lateral] Zé Maria jogar a bola no segundo pau, porque havia um buraco ali", contaria em 2007 à revista Placar. "Mas ele errou o chute, a bola bateu na cabeça do Basílio e acabou sobrando para mim. Peguei quase caindo, ela veio toda quadrada, mas ainda deu para acertar a trave."

Foi ainda titular na campanha em que o Corinthians conquistou o Campeonato Paulista 1979, embora nas finais tenha ficado na reserva de Píter, contratado junto ao Goiás justamente para motivar Vaguinho.Celso Dario Unzelte, Almanaque do Timão Placar, Editora Abril, 2000, pág. 508

Retorno ao Atlético Mineiro Em 1981, voltou para o Atlético Mineiro já com mais de trinta anos, mas ainda ajudou o time a conquistar o Campeonato Mineiro 1981.

Santo André Em 1982, foi para o Santo André onde disputou o Campeonato Paulista 1982 e encerrou sua carreira.

Seleção Brasileira Em 19 de dezembro de 1968, aos 18 anos, vestiu pela primeira vez a camisa da seleção brasileira, contra a Iugoslávia, em partida no Mineirão em que foram escalados apenas jogadores do Atlético.Ivan Soter, André Fontenelle, Mario Levi Schwartz, Dennis Woods e Valmir Storti, Todos os Jogos do Brasil, Editora Abril, 2006, pág. 247 O Brasil venceu por 3 a 2 e Vaguinho marcou um gol e deu o passe para os outros dois. Dos treze jogadores que participaram daquela partida, Vaguinho foi um dos quatro que jogaram mais de uma vez com a camisa amarela, mas sua nova convocação só se daria em 15 de junho de 1971. Entrou no segundo tempo contra a Tchecoslováquia, no lugar de Paulo Cézar Caju, e foi titular no jogo seguinte, a despedida de Pelé da Seleção, assim como nos quatro jogos seguintes. Só voltaria a ser chamado uma vez mais, para um jogo contra um combinado "Resto do Mundo", em 6 de junho de 1976. No total, disputou sete jogos oficiais e um não-oficial pela Seleção, marcando um gol.

Vida Pessoal Hoje é professor de futebol para crianças em São Gotardo (Minas Gerais).

Títulos Atlético Mineiro Campeonato Mineiro: 1970 e 1981

Corinthians Campeonato Paulista: 1977 e 1979 Taça Governador do Estado: 1977 Copa São Paulo: 1975 Torneio Laudo Natel: 1973

Prêmios Individuais Bola de Prata (Placar): 1970

Ligações externas

Categoria:Nascidos em 1950 Categoria:Naturais de Sete Lagoas Categoria:Futebolistas de Minas Gerais Categoria:Futebolistas do Clube Atlético Mineiro Categoria:Futebolistas do Sport Club Corinthians Paulista Categoria:Futebolistas do Esporte Clube Santo André Categoria:Jogadores da Seleção Brasileira de Futebol