O sobrenome Teixeira deriva da palavra teixo, nome este de uma árvore gimnospérmica da família das Taxaceae. Começou a ser usado como sobrenome de família durante o século XII pelo Senhor de Teixeira e Gestaçô, D. Hermígio Mendes de Teixeira, personagem da história contemporánea de Portugal do rei D. Sancho I de Portugal.

O sobrenome foi adotado pelo Cristão-novo Bento Teixeira, português nascido em 1561, e denunciado na Bahia (1591-3) e em Pernambuco (1593-5). Em 1601, publicou um conjunto de versos intitulado "Prosopopeia", o primeiro poema escrito no Brasil.

No século XVIII foi criado por D. João VI, rei de Portugal e pai de D. Pedro I do Brasil, por meio de uma Carta Régia de 16 de março de 1818, o Título nobiliárquico de Barão de Teixeira, a favor do grande comerciante e capitalista português Henrique Teixeira de Sampaio, 1.º Senhor de Sampaio, 1.º Conde da Póvoa, e então Primeiro Barão de Teixeira.

Genealogia Em Portugal Teixeira é um sobrenome de família portuguesa e galega tendo raízes toponímicas cuja origem está no senhorio de Teixeira, concelho de Baião em Portugal, pertencente a Dom Hermígio Mendes de Teixeira, rico-homem no tempo do Rei Sancho I,Felgueiras Gayo Nobiliário de Famílias de Portugal IX Volume Braga 1990, p 176 Teixeiras Descendente dos Senhores de Lanhoso, filho de Mem Viegas e neto de Egas Fafes de Lanhoso, foi o primeiro a chamar-se Teixeira, vivia e era senhor da Quinta do Lameiro (mais tarde chamada de Sequeiros), em Ponte (Vila Verde). Não podendo ser Senhor do Lameiro pela conotação pejorativo do nome, D. Hermígio optou pelo nome de Teixeira.

D. Hermígio foi casado com D. Maria Pais, filha de D. Paio de Novais, Alcaide-Mor de Vila Nova de Cerveira. Deste casamento houve descendência que continuou o apelido até à atualidade.

Descendência

Hermígio Mendes de Teixeira, senhor de Teixeira e Gestaço Lopo Hermigues Teixeira Martim lopes Teixeira Maria Lopes Afonso Hermigues Estevainha Hermigues Teresa Hermigues Estevão Hermigues de Teixeira, senhor de Teixeira e Gestaço, casado com Urraca Fernandes Louredo, (nas inquirições de Caldelas de 1258, é dito que ele foi viver para o Lugar de Pitães, Caldelas concelho de Amares, comprou lá, uma casa e terras)Portugaliae Monumenta Historica, Inquisitiones vol. 1 fas. 3, 1888 p. 428 Martins Esteves Teixeira Afonso Esteves Freire da Ordem do Hospital Margarida Esteves Beringueira Esteves Maria Esteves Abadessa de Arouca Rodrigo de Sequeiros, senhor da quinta do Lameiro que ele renomeou de Sequeiros Joáo Esteves de Teixeira senhor de Teixeira e Gestaço casado com Guiomar Lopes Gata Estevão Anes Maria Anes Gonçalo Annes Teixeira, senhor de Teixeira Vasco Gonçalves Teixeira João Gonçalves Teixeira, senhor de Teixeira, alcaide-mor de Óbidos e fronteiro-mor de Trás os Montes (Morreu na Batalha de Aljubarrota do lado da rainha) Gonçalo Teixeira (morreu com o seu pai em Aljubarrota) Vasco Gonçalves Teixeira, senhor de Teixeira (foi armado cavaleiro na Batalha de Aljubarrota por D. João I, combateu contra o pai e o irmão mais velho) casou com Catarina Anes de Berredo...

No Brasil Tradicionalmente se considera que os Teixeira(s) vieram da região de Belmonte (Portugal) para o Brasil ao final do século XVIII, aparentemente com as famílias Góis e Mello, para algum tempo depois unificar-se como um sobrenome único de família. Inicialmente se estabeleceram na cidade de Recife, em Pernambuco, partindo depois para o interior do Piauí onde fixaram-se na Fazenda Paulista (atual cidade de Paulistana) de posse do Nobre português Valério Coelho Rodrigues, personagem importante no processo de colonização do Piauí e no assentamento de sua base econômica. No Ceará, se instalaram em Mombaça, cidade do sertão central. Nesta região esta família teve notável participação na política e na economia, gerando uma considerável descendência, a qual teve continuidade por meio das famílias Castelo e Benevides. Além de promoverem a endogamia, isto é casamentos nas mesmas famílias, estando presente em Cabrobó, Santa Maria da Boa Vista, Salgueiro, Mirandiba, São José do Belmonte, Terra Nova, Ouricuri e Parnamirim.

Teixeira de Souza RIBEIRO, Armando Vidal Leite, FAMÍLIA VIDAL LEITE RIBEIRO, Ed. Sul Americana. NUNES Luiz Gonzaga, A GRANDE FAMÍLIA, Belo Horizonte, 1998

Conforme os registros documentais pesquisados, esta família teve início em Conceição da Barra (atual Conceição da Barra de Minas), Comarca do Rio das Mortes, pelo casamento do patriarca Cap. Francisco José Teixeira com Ana Josefa de Souza Monteiro.

O Capitão Francisco José Teixeira (1750 - 1780), minerador no Rio das Mortes, Minas Gerais, filho legítimo de Belchior Gonçalves e Elena (ou Helena) Teixeira. Ele casou-se (16.05.1774), na Capela de Nossa Senhora da Conceição da Barra, com Ana Josefa Martins, depois referida como Ana Josefa de Souza ou de Souza Monteiro (1758, São João Del Rei - 23.01.1808, Conceição da Barra, Comarca do Rio das Mortes), filha de André Martins Ferreira e de Maria de Souza Monteiro. Foram proprietários da Fazenda da Ilha, em Conceição da Barra, Comarca do Rio das Mortes. Francisco José e Ana Josefa tiveram vasta descendência. Entre seus filhos, destaca-se o Barão de Itambé, Francisco José Teixeira (06.09.1780, Conceição da Barra de Minas - 22.03.1866, Vassouras), patriarca do clã dos Teixeira Leite de Vassouras, Rio de Janeiro. São seus filhos:

Ana Esméria Teixeira de Souza (1775, Conceição da Barra - 06.05.1842, Conceição da Barra) - Ana Esméria era a primogênita do Cap. Francisco José Teixeira e Ana Josefa de Souza Monteiro. Casou-se aos treze anos (22.08.1788) em Conceição da Barra, com Manoel da Costa Rios (31.03.1758 - 25.12.1812), nascido na localidade de Ventorella, freguesia de São Cristóvão de Refojos, Concelho de Santo Tirso, Distrito do Porto, filho legítimo de João da Costa Rios e de Josefa Ferreira Carneiro. Ana Esméria e Manoel tiveram os seguintes filhos: Mariana Osória Teixeira de Souza, Antonio Teixeira da Costa Rios, Maria Esméria Teixeira de Souza, João Evangelista de Souza, Ana Josefa de Souza, Delfina Matildes de Souza Josefa de Souza Monteiro (1775, Conceição da Barra - ?) - Segunda filha do casal Francisco José Teixeira e Ana Josefa de Souza Monteiro, ela tinha treze anos quando foi feito o inventário do pai (1788). Ela se casou (21.05.1792) em Conceição da Barra, com o Cap. Manoel Ferreira Leite, nascido em Nazaré (1766). Manoel era morador de São João del Rei, onde foi tesoureiro e mesário da Irmandade do Santíssimo Sacramento e onde construiu a Ponte do Rosário sobre o Rio Lenhoso. Manoel e Josefa tiveram os seguintes filhos: Ana Josefa de Souza, Felicidade Perpétua do Sacramento, Maria Josefa de Souza, Francisca Bernardina Ferreira Leite, Manoel Ferreira Leite, Inácia Ferreira Leite, Cândida Esméria de Souza e Constância Perpétua de Souza Antonio José Teixeira (1779, Conceição da Barra - ?, 1808, Conceição da Barra) - Antonio José Teixeira tinha nove anos na abertura do inventário de seu pai Cap. Francisco José Teixeira em 1788. Casou-se (13.09.1802) com Josefa Joaquina da Silva Moura na Matriz do Pilar. Na mesma cerimônia casaram também seu irmão Francisco José Teixeira e Francisca Bernardina do Nascimento, futuros Barões de Itambé. Josefa Joaquina era filha do Dr. Joaquim da Silva Tavares e Luzia Perpétua de Moura. Francisco José Teixeira (Barão de Itambé) - Francisco José Teixeira (06.09.1780, Conceição da Barra - 22.03.1866, Vassouras), casou-se (13.09.1802, São João del Rei) com Francisca Bernardina do Sacramento Leite Ribeiro, filha do Sargento-Mor José Leite Ribeiro e de Escolástica Maria de Jesus. Em 15.11.1846 foi agraciado por carta imperial com o título de Barão de Itambé. Francisco José e Francisca Bernardina tiveram os seguintes filhos: José Eugenio Teixeira Leite (28-7-1803, Conceição da Barra - ?) casou em 25-1-1835 com Maria Guilhermina Cândida Teixeira, sua prima. Tiveram os seguintes filhos: José Eugenio Teixeira Leite Filho; Francisco Leopoldo Teixeira Leite; Maria Teixeira Leite (1846-1896), casada com o primo Carlos Artur Teixeira Leite, filho do Barão de Vassouras; João Teixeira Leite; Francisca Teixeira Leite, casada com o primo João Evangelista Teixeira Leite; Ana Teixeira Leite, segunda mulher do primo e cunhado João Evangelista Teixeira Leite. Francisco José Teixeira Leite (13.11.1804, Faz. da Ilha, Conceição da Barra) - Nomeado Barão de Vassouras por decreto Imperial de 17.05.1871. Casou-se com sua prima Maria Esméria do Sacramento, filha de Anastácio Leite Ribeiro e Maria Esméria do Sacramento, e teve com ela os seguintes filhos: Ambrosina Augusta Teixeira de Almeida (1830-1853), casada com Caetano Furquim de Almeida; Maria Paulina Teixeira de Almeida (1837-1907), segunda mulher do cunhado Caetano Furquim de Almeida; Francisco Carlos Teixeira Leite (1837-1910) casado com Leopoldina Vidal Dias (1843- 1891), neta de Francisco Leite Ribeiro e filha de José Vidal Dias e Francisca Tereza Vidal Leite Ribeiro; Joaquim Américo Teixeira Leite (1839 - 1856); Carlos Artur Teixeira Leite (1840 - 1888), casado com Maria Teixeira Leite; Custódio Alfredo Teixeira Leite (1843 - 1886), casado com Maria Isabel Pinto Ferraz; Anastácio Teixeira Leite (1844 - 1912), casado com Maria Isabel Barcelos. Em seguida, após enviuvar, casou-se com Ana Alexandrina Leite Guimarães, com quem teve os seguintes filhos: Alfredo Carlos Teixeira Leite (1852 - 1896), casado com Francisca Alves Barbosa; Cristina Teixeira Leite (1854 - 1936), casada com o Dr. Alfredo Maria Adriano d'Escragnolle Taunay, Visconde de Taunay, (1843- 1899); Afonso Teixeira Leite (1855 - 1874); Leopoldo Teixeira Leite (1859 - 1932), casado com Inês Figueira de Melo; Eugenia (1865 - 1934), casada com Augusto Carlos da Silva Telles; Francisco José (1870 - 1885); Margarida, casada com Feliciano Duarte Penido João Evangelista Teixeira Leite (15.05.1807, Conceição da Barra) - Casou-se em 26.10.1837 com Ana Bernardina de Carvalho (1816 - 1851), filha do primeiro Barão de Amparo. Tiveram os seguintes filhos: João Evangelista Teixeira Leite, casado primeiro com Francisca Teixeira Leite e depois com Ana Teixeira Leite, filhas de José Eugênio Teixeira Leite e Maria Guilhermina (vide acima); Francisco Augusto Teixeira Leite; Amélia Eugênia Teixeira Leite, casada com o tio Joaquim Gomes Leite de Carvalho, segundo Barão do Amparo; Francisca Bernardina Teixeira Leite batizada na Matriz do Engenho Velho, Rio de Janeiro, casada com Francisco Belisário Soares de Souza; Ana Bernardina Teixeira Leite, batizada (25.12.1847) em Barra Mansa, casou-se (24.11.1864) no Rio de Janeiro com Cândido José Rodrigues Torres, Barão de Itambi (Brasil) e Visconde de Torres (Portugal). Mariana Alexandrina Teixeira Leite (18.12.1808, Conceição da Barra - 28.06.1842, São João del Rei). Casou-se (02.11.1827) com Batista Caetano de Almeida (03.05.1797 - 24.06.1839). Tiveram os seguintes filhos: Mariana Teixeira Leite casada com o tio Carlos Teixeira Leite (vide abaixo); Emília Dorner de Almeida, casada com o primo Francisco Teixeira Leite Guimarães; Batista Caetano Teixeira de Almeida, nascido em 15.04.1832, casou-se com Luiza Augusta Guimarães; Manoel Furquim Teixeira Leite de Almeida; Francisca Bernardina Teixeira de Almeida, casada com Custodio Leite de Abreu.