A fronteira entre a Lituânia e a Polônia separa o extremo nordeste da Polônia do território da Lituânia, e estende-se por 91 km na direção este-oeste entre duas fronteiras tríplices dos dois países com a Bielorrússia e com a Rússia (enclave de Kaliningrado). Essa fronteira passou a existir individualmente como fronteira entre dois países independentes a partir da extinção da União Soviética em 1991. Até então fazia parte de uma extensa fronteira entre a Polônia e a União Soviética, a qual corresponde ao conjunto das fronteiras atuais da Polônia com Rússia, Lituânia, Bielorrússia e Ucrânia.
A fronteira permaneceu idêntica durante a ocupação soviética dos Estados Bálticos, bem como após a restauração da independência da Lituânia em 11 de março de 1990. Em 5 de março de 1996, ambos os países assinaram um tratado sobre a fronteira comum, confirmando seu status e demarcação, além de concordar com a cooperação técnica.
A Lituânia e a Polônia aderiram ao Espaço Schengen em 2007. Isso significou que todos os postos de controle fronteiriços foram removidos ao longo da fronteira em dezembro de 2007, permitindo a travessia irrestrita.
Em 20 de outubro de 2025, a Via Baltica, que liga a Polónia aos Estados Bálticos, foi inaugurada numa cerimónia liderada pelo presidente lituano Gitanas Nausėda e pelo Presidente polaco Karol Nawrocki na fronteira.
Significado militar Para os planejadores militares da OTAN, a área fronteiriça é conhecida como o Corredor de Suwałki porque representa uma dificuldade militar. Trata-se de uma faixa de terra plana e estreita, um desfiladeiro, que fica entre Bielorrússia e o enclave russo de Kaliningrado e que conecta os três Estados bálticos membros da OTAN à Polônia e ao restante da OTAN.
Em julho de 2016, dois anos após a anexação da Crimeia pela Federação Russa e o início da Guerra em Donbas, os Estados-membros da OTAN concordaram, na cúpula de Varsóvia de 2016, com o que ficaria conhecido como Presença Avançada Reforçada da OTAN. Um exercício da OTAN em julho de 2017 concentrou-se, pela primeira vez, na defesa da região contra um possível ataque russo, e utilizou tropas e matériel de fontes estaduidenses, britânicas, polonesas, lituanas e croatas.