O Instituto Sacatar é uma organização sem fins lucrativos criada em 2000, dedicada às artes e sediada em Itaparica, município do estado brasileiro da Bahia. Ocupa os nove mil metros quadrados da Quinta Pitanga, a antiga área de veraneio do Instituto Feminino da Bahia, uma escola católica para meninas. Nela mantém desde 2001 um programa de residência artística em artes cênicas, arte têxtil, artes visuais, cerâmica, dança, escultura, literatura, música e teatro. O programa está disponível para artistas nacionais e do exterior, custeia alimentação e hospedagem, e oferece interações em projetos específicos do Instituto com grupos ou organizações locais e regionais, a exemplo de escolas públicas, para o intercâmbio cultural. A sede do Instituto ocupa um quarteirão e conta com casa-grande com pátio central e varandas laterais, suítes privativas, oficina de marcenaria, sete ateliês, coqueiral e acesso à Praia da Henriqueta (ou Praia do Brasileiro), além de estar nos arredores do Centro Histórico de Itaparica. Os ateliês servem às artes visuais, à dança/teatro, à escrita criativa e à música.

Foi criado e é financiado pela Fundação Sacatar, organização estadunidense sediada no estado da Califórnia. A fundação foi criada pelo casal estadunidense Mitch Loch e Taylor Van Horne, que compraram a propriedade em Itaparica em 2000 e nomearam ambas as organizações a partir da área silvestre montanhosa californiana Sacatar Trail Wilderness. O instituto também obtém financiamentos em parcerias com empresas e apoios da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA), via Fundo de Apoio a Ações Continuadas da Bahia.

O casario ocupado pelo Sacatar guarda parte da história do feminismo no país, em que a educadora Henriqueta Martins Catharino manteve o ensino profissionalizante para garotas de família com condições socioeconômicas em alternativa ao casamento, como também registros da vida cultural de Itaparica. Posteriormente, a propriedade foi comprada e transformada em pequeno hotel por um pintor estadunidense até sua falência. O local também é descrito como "polo turístico de renome internacional" e a escolha do local tem origem também no intercâmbio estudantil vivido na década de 1960 pelo arquiteto Taylor Van Horne, quando ele conheceu Itaparica. A partir desse contexto e histórico, o programa de residência se divulga como multidisciplinar e internacional e, no caso para artistas do Brasil, como uma oferta de experiência cultural plural sem sair do país. Ainda assim, o número de candidatura de pessoas do Brasil ao programa de residência é historicamente baixo.

Segundo notícia de 2025, havia recebido mais de 500 artistas de 70 países.

Em meados de 2024, o diretor do Instituto era Felix Toro.

É faz parte da Res Artis e da Alliance of Artists Communities, além de ser parceiro do Programa de Residências Videobrasil.

Bibliografia

Ligações externas

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