Luigi Brizzolara (Chiavari, 11 de junho de 1868 — Gênova, 11 de abril de 1937) foi um escultor italiano. Seus pais eram António Brizzolara e Giuseppina Della Cella.
Juventude e primeiras obras Começou muito jovem na arte da escultura, indo a Gênova estudar com a idade aproximada de vinte anos, quando se matriculou na Academia Lingüística de Belas Artes.
Foi o aluno favorito do escultor G. Scanzi, em cujo atelier produziu a estátua representando Ismael Moribundo (localização ignorada), a qual foi premiada com uma medalha de prata na mostra colombiana de Gênova (1892).
Pouco depois, foi o vencedor do concurso para a tumba de G.B. Castagnola, para a qual produziu um alto-relevo intitulado Visão de Cristo, no Cemitério Monumental de Staglieno, espaço por excelência da alta burguesia de Gênova.
thumb|left|Túmulo por Luigi Brizzolara - Cemitério Monumental de Staglieno
Produziu inúmeros monumentos fúnebres como o túmulo Risso-Zerega, no cemitério de Staglieno, o altar para a capela votiva comemorativa ao término da I Guerra Mundial, no cemitério de Gênova, Sampierdarena, e o monumento a Emanuel Gonzales, no cemitério de Chiavari, e também retratos como o busto de Paolo Giacometti, 1916, Gênova Viletta di Negro; busto de Elia Lavarello, Gênova, Villa Lavarello.
No ano de 1898 Brizzolara realizou monumento a Vitor Emanuel II, na Praça de Nossa Senhora do Horto, em Chiavari (cfr. "Ill ital.", 21 de agosto de 1898, p. 136). Trabalhando muito na sua região, executou várias estátuas, entre elas aquelas para a Igreja de São João Batista, a dos profetas Isaías e Malaquias (capela do crucifixo), de São João e São Marcos, que foram colocados sobre a fachada restaurada.
thumb|Monumento a Vitor Emanuel II - Chiavari
Casou-se com Maria Ranzini em 19 de novembro de 1904, em Gênova.
Carreira internacional Juntamente ao arquiteto G. Morelli, em março de 1907, Brizzolara participou do concurso promovido pela República Argentina para um monumento a ser erigido em Buenos Aires, em comemoração ao Centenário da Independência (25 de maio de 1910). Seu projeto foi o vencedor e eles receberam o primeiro prêmio de 10 mil pesos de ouro.
O projeto era grandioso e eloquente, um verdadeiro complexo monumental, que previa para o seu interior um salão, adornado de mosaicos e mármores preciosos, destinado ao Museu da Independência, também uma escadaria e um grupo estatuário (cfr. "Ill ital.", 23 de agosto 1908, p. 178; 18 de julho de1909). O conjunto, contudo, jamais foi executado.
Em 1919 Brizzolara participou do concurso para o monumento comemorativo do Primeiro Centenário da Independência do Brasil. Classificou-se em segundo lugar, sendo vencedor Ettore Ximenes e terceiro colocado Nicola Rollo.
No Correio Paulistano encontramos a descrição do projeto de Brizzolara:
Há ainda uma estátua do bandeirante Anhanguera, que se encontra em frente ao parque Trianon, Avenida Paulista.
thumb|left|Luigi Brizzolara - Anhanguera, Parque Trianon
Uma comissão da comunidade italiana de São Paulo encomendou a Brizzolara projeto e execução de um monumento a Carlos Gomes, a ser oferecido à municipalidade em comemoração ao centenário da independência brasileira. Este conjunto, que lembra muito o executado para comemorar o Primeiro Centenário da Independência da Argentina, foi inaugurado no dia 12 de outubro de 1922, em meio a uma grandiosa festa cívica. São grupos de estátuas, distribuídos sobre a escadaria que une o Anhangabaú ao Teatro Municipal.
"Monumento a Carlos Gomes:
Estátuas em bronze, distribuídas ao longo de cada uma das escadas, representarão as principais óperas de Carlos Gomes, que são: "Guarany", "Fosca", "Condor", Salvador Rosa", "Escravo" e "Maria Tudor".
thumb|right|Monumento a Carlos Gomes, O Guarani
Monteiro Lobato também se referiu ao monumento:
thumb|left|Monumento a Carlos Gomes - Salvador Rosa
A estátua de Carlos Gomes fica sobre um largo pedestal sob o qual há um tanque com um grupo de cavalos marinhos trazendo a glória do Brasil através do oceano (sendo esta composição muito semelhante àquela do citado monumento instalado em Buenos Aires). Sobre a elevação, numa base de granito vermelho, estão dispostas numerosas estátuas simbólicas em bronze – exceto os grupos da Música e da Poesia, que foram realizados em mármore.
Participou também do concurso (1923) para um monumento à Proclamação da República, no Rio de Janeiro, numa praça central, numa área de dois mil metros quadrados. Ele obteve a primeira colocação, mas o governo brasileiro, valendo-se da possibilidade de escolher entre os três primeiros colocados, escolheu o trabalho do italiano Ettore Ximenes, que havia obtido a segunda colocação. Nenhum dos dois projetos foi executado.
Regresso à Itália e últimas obras Retornando à Itália, executou, ainda em Chiavari, em 1928, o monumento comemorativo ao término da I Guerra Mundial (cfr. "Ill ital.", 1928, II, p. 16) e também numerosas outras obras. Luigi Brizzolara foi professor junto à Academia Linguística de Belas Artes, sendo alvo de reconhecimentos e honrarias. Foi nomeado acadêmico de Brera, honoris causae.
Galeria
Ligações externas
Escultores e suas obras Funerária On-Line Escultura de italiano vira talismã de sorte no Brasil Monumento a Carlos Gomes Nos Dédalos da Memória ao Encontro de Dois Enigmas.
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