A religião nos Estados Unidos é caracterizada por uma diversidade de crenças e práticas religiosas. Várias crenças (religiosas) floresceram/surgiram dentro dos Estados Unidos. Uma grande maioria de americanos informaram que ela (a religião) tem um papel muito importante em suas vidas, uma proporção única entre países desenvolvidos".

Historicamente, os Estados Unidos sempre foi marcado pelo pluralismo e diversidade religiosa, começando com várias crenças nativas da época pré-colonial. Nas épocas coloniais, anglicanos, católicos romanos e protestantes de linha principal, bem como judeus, chegaram da Europa. A ortodoxia está presente desde a colonização russa do Alasca. Vários protestantes dissidentes, que deixaram a Igreja Anglicana, diversificaram grandemente a paisagem religiosa. O Grande Despertamento deu a luz a várias denominações protestantes evangélicas; O número de membros das igrejas metodistas e batistas cresceu drasticamente no Segundo Grande Despertamento. No século XVIII, o deísmo encontrou apoio entre a elite americana e filósofos. A Igreja Episcopal, que se separou da Igreja Anglicana, surgiu na Revolução Americana. Novos ramos protestantes como o adventismo surgiram; Os restauradores e outros cristãos como as Testemunhas de Jeová, o movimento dos Santos dos Últimos Dias, as Igrejas de Cristo e a Ciência Cristã, bem como as comunidades unitárias e universalistas todas se espalharam no século XIX. O pentecostalismo surgiu no início do século XX como resultado do Reavivamento da Rua Azusa. A Cientologia emergiu na década de 1950. O unitário-universalismo resultou da fusão das igrejas unitárias e universalistas no século XX. A partir da década de 1990, a percentagem religiosa de cristãos tem diminuído devido à secularização, enquanto a de budistas, hindus, muçulmanos e outras religiões tendem a aumentar. O protestantismo, historicamente dominante, deixou de ser a categoria religiosa da maioria no começo da década de 2010.

A maioria dos adultos estadunidenses se identifica como cristã, enquanto cerca de um quarto afirma não ter afiliação religiosa. De acordo com um estudo de 2014 do Pew Research Center, 70,6% da população adulta se identificou como cristã, com 46,5% de participação em uma variedade de igrejas que poderiam ser consideradas protestantes e 20,8% professando crenças católicas. O mesmo estudo diz que outras religiões (incluindo judaísmo, budismo, hinduísmo e islã) coletivamente compõem cerca de 6% da população. De acordo com uma pesquisa realizada em 2012 pelo fórum Pew, 36% dos adultos norte-americanos afirmam frequentar serviços quase toda semana ou mais. De acordo com uma pesquisa da Gallup de 2016, Mississippi (com 63% de sua população adulta descrita como muito religiosa, dizendo que a religião é importante para eles e frequentando serviços religiosos quase todas as semanas) é o estado mais religioso do país, enquanto Nova Hampshire (com apenas 20% de sua população adulta descrita como muito religiosa) é o estado menos religioso.

História

Desde os primórdios do período colonial, quando alguns colonos ingleses e alemães vieram em busca de liberdade religiosa, a América foi profundamente influenciada pela religião.Sydney Ahlstrom, A Religious History of the American People (Yale UP, 2nd ed. 2004) ISBN 0-300-10012-4 Essa influência continua na cultura americana, na vida social, e na política.Kevin M. Schultz, and Paul Harvey, "Everywhere and Nowhere: Recent Trends in American Religious History and Historiography", Journal of the American Academy of Religion, March 2010, Vol. 78 Issue 1, pp. 129–162 "Várias das treze colônias originais foram fundadas por colonos que desejavam praticar a sua própria religião em comunidades de pessoas da mesma fé: a Colônia da Baía de Massachusetts foi fundada por puritanos ingleses (congregacionistas), a Pensilvânia por quakers britânicos, Maryland por católicos ingleses, e a Virgínia por anglicanos ingleses". Apesar disso, e como resultado de conflitos religiosos e preferência na Inglaterra,See: English Civil War, Glorious Revolution, Restoration (England) and Nonconformists o Plantation Act 1740 estabeleceria uma política oficial para novos imigrantes que chegassem à América britânica até a Revolução Americana. thumb|300px|Pilgrims Going to Church por George Henry Boughton (1867). O texto da Primeira Emenda à Constituição do país afirma que "o Congresso não fará nenhuma lei respeitando um estabelecimento de religião ou proibindo o livre exercício do mesmo; ou abreviar a liberdade de expressão ou de imprensa; ou o direito do povo de se reunir pacificamente, e de pedir ao governo uma reparação de queixas". Garante o livre exercício da religião, além de impedir o governo de estabelecer uma religião estatal. No entanto, os estados não estavam vinculados à provisão e, no final da década de 1830, Massachusetts forneceu dinheiro dos impostos às igrejas congregacionais locais. A Suprema Corte desde a década de 1940 interpretou a Décima Quarta Emenda como aplicando a Primeira Emenda aos governos estaduais e locais.

O presidente John Adams e um Senado unânime endossaram o Tratado de Trípoli em 1797, que afirmava: "o governo dos Estados Unidos da América não é, de forma alguma, fundamentado na religião cristã".The treaty is online

Os pesquisadores e autores especialistas se referiram aos Estados Unidos como uma "nação protestante" ou "fundada em princípios protestantes",Tri-Faith America: How Catholics and Jews Held Postwar America to Its Protestant Promise by Kevin M. Schultz, p. 9Obligations of Citizenship and Demands of Faith: Religious Accommodation in Pluralist Democracies by Nancy L. Rosenblum, Princeton University Press, 2000 – 438, p. 156The Protestant Voice in American Pluralism by Martin E. Marty, chapter 1 enfatizando especificamente sua herança calvinista.

O lema oficial moderno dos Estados Unidos da América, conforme estabelecido em uma lei de 1956 assinada pelo Presidente Dwight D. Eisenhower, é "In God We Trust" ("Em Deus Confiamos").United States Public Law 84-851, United States Public Law 84-851. A frase apareceu pela primeira vez nas moedas dos EUA em 1864.

De acordo com uma pesquisa de 2002 do Pew Research Center, quase 6 em cada 10 americanos disseram que a religião desempenha um papel importante em suas vidas, em comparação com 33% na Grã-Bretanha, 27% na Itália, 21% na Alemanha, 12% no Japão, e 11% na França. O relatório da pesquisa afirmou que os resultados mostraram que os Estados Unidos têm uma semelhança maior com os países em desenvolvimento (onde porcentagens mais altas dizem que a religião desempenha um papel importante) do que com outros países ricos, onde a religião desempenha um papel menor.

Em 1963, 90% dos adultos norte-americanos alegavam ser cristãos, enquanto apenas 2% não professavam identidade religiosa. Em 2014, cerca de 70% se identificam como cristãos, enquanto cerca de 23% afirmam não ter identidade religiosa.

Liberdade de religião

O governo federal dos Estados Unidos foi o primeiro governo nacional a não ter religião oficial endossada pelo Estado.Feldman, Noah (2005). Divided by God. Farrar, Straus and Giroux, pg. 10 ("For the first time in recorded history, they designed a government with no established religion at all.") No entanto, alguns estados estabeleceram religiões de alguma forma até a década de 1830.

Modelando as disposições relativas à religião dentro do Estatuto da Virgínia para a Liberdade Religiosa, os autores da Constituição rejeitaram qualquer teste religioso para o cargo, e a Primeira Emenda negou especificamente ao governo federal qualquer poder para promulgar qualquer lei respeitante a um estabelecimento de religião ou proibir o seu livre exercício, protegendo assim qualquer organização, instituição ou denominação religiosa da interferência do governo. A decisão foi influenciada principalmente pelos ideais racionalistas e protestantes europeus, mas também foi uma consequência das preocupações pragmáticas de grupos religiosos minoritários e pequenos estados que não queriam estar sob o poder ou a influência de uma religião nacional que não os representasse.Marsden, George M. 1990. Religion and American Culture. Orlando: Harcourt Brace Jovanovich, pp. 45–46.

Religiões abraâmicas

Cristianismo

A maior religião dos EUA é o cristianismo, reivindicado pela maioria da população (70,6% em 2014). Entre os inquiridos, cerca de 46,5% dos americanos são protestantes, 20,8% são católicos, 1,6% são mórmons (o nome comumente usado para se referir aos membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias) e 1,7% têm afiliações a vários outras denominações cristãs. O cristianismo foi introduzido durante o período da colonização europeia. thumb|upright|Catedral Nacional de Washington, uma catedral episcopal em Washington, D.C. De acordo com uma revisão de 2012 do Conselho Nacional de Igrejas, as cinco maiores denominações são:

A Igreja Católica Apostólica Romana, com 68.202.492 membros A Convenção Batista do Sul, com 16.136.044 membros A Igreja Metodista Unida, com 7.679.850 membros A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, com 6.157.238 membros A Igreja de Deus em Cristo, com 5.499.875 membros

A Convenção Batista do Sul, com mais de 16 milhões de adeptos, é a maior de mais de 200 denominações protestantes de nome distinto. Em 2007, membros de igrejas evangélicas representavam 26% da população americana, enquanto outros 18% pertenciam às principais igrejas protestantes e 7% pertenciam a igrejas historicamente negras.The figures for this 2007 abstract are based on surveies for 1990 and 2001 from the Graduate School and University Center at the City University of New York.

Um estudo de 2015 estima cerca de 450.000 crentes cristãos de origem muçulmana no país, a maioria deles pertencendo a alguma forma de protestantismo. Em 2010, havia aproximadamente 180.000 americanos árabes e cerca de 130.000 americanos iranianos que se converteram do islamismo ao cristianismo. Dudley Woodbury, um estudioso do Islã da Fulbright, estima que 20.000 muçulmanos se convertam ao cristianismo anualmente nos Estados Unidos.

Principais denominações protestantes Os historiadores concordam que os membros das principais denominações protestantes desempenharam papéis de liderança em muitos aspectos da vida americana, incluindo política, negócios, ciência, artes e educação. Eles fundaram a maioria dos principais institutos de ensino superior do país.McKinney, William. "Mainline Protestantism 2000." Annals of the American Academy of Political and Social Science, Vol. 558, Americans and Religions in the Twenty-First Century (July, 1998), pp. 57-66. Segundo Harriet Zuckerman, 72% dos ganhadores do Prêmio Nobel da América entre 1901 e 1972, identificaram-se de origem protestante.Harriet Zuckerman, Scientific Elite: Nobel Laureates in the United States New York, The Free Pres, 1977 , p.68: Protestants turn up among the American-reared laureates in slightly greater proportion to their numbers in the general population. Thus 72 percent of the seventy-one laureates but about two thirds of the American population were reared in one or another Protestant denomination-)