é um filme estadunidense de 2010, dos gêneros ficção científica e ação, escrito, dirigido e produzido por Christopher Nolan. É estrelado por Leonardo DiCaprio, Elliot Page e Joseph Gordon-Levitt, além de Marion Cotillard, Ken Watanabe, Tom Hardy, Cillian Murphy, Dileep Rao, Tom Berenger e Michael Caine. DiCaprio faz o papel de Dom Cobb, um ladrão especializado em extrair informações do inconsciente dos seus alvos durante o sonho. Incapaz de visitar seus filhos, Cobb tem a chance de vê-los em troca de um último trabalho: fazer a inserção, plantar a origem de uma ideia na mente de um rival de seu cliente.
O desenvolvimento do filme começou em 2001, quando Nolan escreveu um tratamento de 80 páginas sobre ladrões de sonhos, apresentando a ideia para a Warner Bros. A história foi originalmente concebida como um filme de ação, inspirado nos conceitos de sonhos lúcidos e incubação de sonhos. Sentindo que precisava de mais experiência em filmes de grande orçamento, Nolan optou por outros longas e decidiu trabalhar mais seis meses no roteiro de Inception antes que a Warner o comprasse, em fevereiro de 2009. As filmagens passaram por seis países e quatro continentes, começando em Tóquio, em junho de 2009, e terminando no Canadá, em novembro do mesmo ano. O compositor Hans Zimmer compôs a trilha sonora do filme usando trechos da canção "Non, je ne regrette rien", de Edith Piaf.
Inception teve um orçamento oficial de 160 milhões de dólares, dividido o custo entre a Warner e a Legendary Pictures. A reputação e o sucesso de Nolan obtidos com The Dark Knight ajudou a conseguir mais 100 milhões de dólares para divulgação. Inception teve sua estreia em Londres, no dia 8 de julho de 2010, e foi lançado em cinemas convencionais e IMAX no dia 14 de julho de 2010. Impulsionado pela boa crítica, arrecadou dólares na bilheteria mundial. Foi indicado a oito Oscars, incluindo Melhor Filme, vencendo em quatro categorias, melhor fotografia, melhores efeitos visuais, melhor edição de som e melhor mixagem de som.
Enredo Dom Cobb, juntamente com seu organizador e braço direito Arthur, estão em uma missão de invasão da mente do poderoso empresário japonês Saito usando uma técnica de espionagem industrial através dos sonhos. A dor é sentida nos sonhos, porém a morte leva a pessoa a acordar. Cobb carrega consigo um totem na forma de pião, que originalmente pertencia à sua falecida esposa Mal, para determinar se ele está sonhando ou não. A extração falha devido à intervenção de Mal, cujas lembranças assombram a mente de Cobb e sabotam suas missões. Saito revela que ele estava, na verdade, fazendo um teste para saber se a equipe tinha capacidade de fazer uma inserção, ou seja, usar os sonhos de uma pessoa para implantar a origem de uma ideia. Em troca, ele promete livrar todas as acusações de assassinato contra Cobb, se a missão for bem sucedida, para que ele possa rever seus filhos nos Estados Unidos.
O alvo de Saito é Robert Fischer, filho do inimigo empresarial dele, Maurice Fischer. O objetivo é convencer Fischer a dividir o império do pai após a morte dele. Cobb recruta Eames, um falsificador capaz de mudar de aparência física dentro dos sonhos, Yusuf, um químico que formula sedativos, e Ariadne, uma estudante que ele e Arthur treinam para criar os cenários dos sonhos. Quando o velho Fischer morre em Sydney, Saito e a equipe dividem um voo com Robert Fischer para Los Angeles a fim de sedá-lo. Com Fischer inconsciente, eles entram no sonho de Yusuf, uma área metropolitana chuvosa, e sequestram Fischer. Entretanto, são atacados pelas projeções treinadas do inconsciente de Fischer, e Saito é ferido gravemente. Devido à influência dos sedativos e as múltiplas camadas de sonhos, a morte leva a pessoa para o limbo, um mundo de sonhos não construídos, por um tempo aparentemente indefinido. Cobb revela a Ariadne que ele passou anos no limbo com Mal, onde eles moldaram um mundo de acordo com suas ideias e que, ao acordarem, Mal ficou convencida de que eles ainda estavam sonhando e cometeu suicídio, incriminando Cobb para persuadi-lo a fazer o mesmo. Porém, ele fugiu dos EUA e das acusações.
Eames muda sua forma para a de Peter Browning, o padrinho de Fischer, para tentar extrair informações de Fischer mas nada consegue. A equipe entra em uma van e são sedados para o sonho de Arthur, um hotel, onde eles convencem Fischer de que ele foi sequestrado no primeiro nível por Browning e que devem entrar na mente dele para determinar seus motivos. Na verdade, o sonho é o de Eames, uma área montanhosa e nevada onde devem invadir uma fortaleza para revelar a ideia plantada. Para acordar e proteger a equipe, um membro fica para trás em cada nível com "chutes" sincronizados: Yusuf dirigindo a van para fora de uma ponte, Arthur explodindo um elevador com os corpos da equipe em gravidade zero, e Eames detonando explosivos na fortaleza da montanha.
Fischer acaba sendo morto por Mal e vai para o limbo. Ariadne e Cobb o seguem para confrontá-la. Lá, Mal tenta convencer Cobb a ficar, fazendo com que ele questione sua própria realidade. Cobb revela que ele plantou uma ideia na mente de Mal para que ela acordasse, fazendo-o indiretamente responsável por sua morte. Ela o ataca, porém Ariadne atira nela. Cobb permanece no limbo para localizar Saito, que havia morrido no nível anterior, enquanto Fischer e Ariadne retornam para a fortaleza, onde Fischer chega à conclusão de que seu pai desejava que ele viesse a ser um homem de convicções próprias. Cobb consegue localizar um envelhecido Saito e lhe diz que ambos precisam retornar à realidade. Ele acorda de volta no avião e encontra todos bem. Saito honra o acordo com Cobb e o livra das acusações de assassinato; Cobb entra nos EUA e finalmente retorna para sua casa. Ele gira o pião para verificar se está sonhando ou não, porém é distraído por seus filhos antes que qualquer resolução possa ser vista, deixando o final aberto a interpretações.
Elenco thumb|260px|O elenco do filme, durante sua estreia em julho de 2010.
Leonardo DiCaprio como Dom Cobb, o Extrator, um ladrão especializado em roubar segredos, infiltrando-se nos sonhos dos seus alvos. Cobb lidera uma equipe, formada por Arthur, Ariadne, Eames, Saito e Yusuf, com o objetivo de influenciar as ações de Robert Fischer através dos seus sonhos. Ken Watanabe como Saito, o Turista, um empresário que contrata Cobb, porém, insiste em se juntar a equipe. Joseph Gordon-Levitt como Arthur, o Armador, parceiro de Cobb e o responsável por fazer com que tudo saia de acordo com os planos, levantando informações sobre o alvo e se certificando de todos os detalhes do plano. Marion Cotillard como Mal Cobb, a Sombra, projeção feita por Cobb de sua falecida esposa, que é frequentemente uma presença malevolente nos seus sonhos. A antagonista principal do filme, ela é a manifestação da culpa que ele sente pelo suicídio da verdadeira Mal. Dom é incapaz de controlá-la, desafiando suas habilidades como extrator. Elliot Page como Ariadne, a Arquiteta, uma estudante de Arquitetura que é recrutada para construir os cenários dos sonhos, que são descritos como labirintos. O nome Ariadne vem da princesa da Mitologia Grega, filha do Rei Minos, que ajuda o herói Teseu dando a ele uma espada e uma bola com barbante para ajudá-lo a navegar pelo labirinto do Minotauro. Tom Hardy como Eames, o Falsificador, associado de Cobb que tem a capacidade de assumir a forma de outras pessoas para manipular Fischer em seus sonhos. Cillian Murphy como Robert Fischer, o herdeiro de um império de negócios e o alvo da equipe. Tom Berenger como Peter Browning, o padrinho de Fischer e executivo da companhia. Dileep Rao como Yusuf, o Químico, que formula as drogas que sustentam os vários níveis dos sonhos. Michael Caine como Miles, mentor de Cobb e pai de Mal, professor de Ariadne, que a recomenda para a equipe. Pete Postlethwaite como Maurice Fischer, pai de Robert. Lukas Haas como Nash, arquiteto anterior de Cobb que é substituído por Ariadne.
Produção Origens thumb|esquerda|200px|A escada de Penrose foi incorporada no filme como um exemplo de um objeto impossível que pode ser criado em mundos de sonhos lúcidos. Inception foi desenvolvido por Christopher Nolan, baseando-se na noção de "explorar a ideia de pessoas dividindo um espaço de sonhos. Isso te dá a habilidade de acessar o inconsciente de alguém. Como isso seria usado e abusado?" Ainda mais, ele pensou "extrair uma informação do cérebro de alguém seria o uso óbvio disso, porque computadores podem ser roubados... até certo ponto, ou até esse filme eu digo, a ideia de que alguém pode roubar algo da cabeça de outra pessoa era impossível. Então, para mim, pareceu fascinante o abuso e o mal uso dessa tecnologia." Nolan tirou inspirações dos trabalhos de Jorge Luis Borges.
Nolan ficou pensando nessas ideias desde que tinha dezesseis anos, intrigado de como ele iria acordar e depois, quando se cai em um sono leve, saber e ter consciência de estar sonhando. Ele também teve consciência que poderia estudar o lugar onde se pode alterar os eventos do sonho. Ele disse, "Tentei trabalhar a ideia da manipulação e do arranjo de um sonho consciente ser uma habilidade que essas pessoa possuem. O roteiro é baseado nesses conceitos e experiências básicas."
Desenvolvimento Inicialmente, Nolan escreveu um tratamento de 80 páginas sobre os ladrões de sonhos. Originalmente, Nolan via Inception como um filme de terror, porém eventualmente ele o re-escreveu como um filme de ação mesmo pensando que "eles são deliberadamente superficiais em termos emocionais." Enquanto revisava o roteiro decidiu que nesse gênero o filme não funcionava porque a história "se baseia fortemente na ideia de um estado interior, a ideia de sonhos e memória. Eu percebi e precisei aumentar os ganhos emocionais." Nolan trabalhou no roteiro por dez anos. Quando começou a pensar no filme, Nolan se inspirou em outras produções tais como The Matrix, Dark City e Memento, dizendo "são baseados nos princípios que o mundo a sua volta pode não ser real."
Nolan mostrou pela primeira vez o roteiro a Warner Bros. em 2001, porém, achou que precisava de mais experiência em filmes de grande orçamento. Ele logo percebeu que um filme como Inception precisaria de um investimento alto devido ao fato que "quando se está falando sobre os sonhos, o potencial da mente humana é infinito. Precisa funcionar em uma grande escala." Depois de finalizar The Dark Knight, Nolan decidiu fazer Inception e passou seis meses completando o roteiro. Nolan disse que a chave para completar o roteiro foi imaginar o que aconteceria se várias pessoas dividissem o mesmo sonho. "Quando você remove a individualidade, se cria um infinito número de possibilidades onde as pessoas podem interagir com validade, peso e consequências dramáticas.
Leonardo DiCaprio foi o primeiro ator a ser escalado para o elenco. Nolan tentou trabalhar com ele por muitos anos e o encontrou diversas vezes, porém, nunca conseguiu motivá-lo a aparecer em seus filmes até Inception. DiCaprio finalmente concordou, pois ficou intrigado pelo conceito do filme. Ele e Nolan passaram meses discutindo sobre o roteiro. Nolan passou muito tempo o re-escrevendo para deixar o personagem de DiCaprio como "a força motivadora do filme" através de suas emoções. No dia 11 de fevereiro de 2009 a Warner Bros. anunciou que havia comprado Inception, escrito por Nolan.
Filmagens