Domingos Sertório (São Paulo, 22 de maio de 1824 – São Paulo, 10 de janeiro de 1910) foi vereador na cidade de São Paulo.
Biografia Domingos Sertório era filho do italiano Giovanni Sartorio ("João Sertório") e de Joaquina Justiniana de Albertim. Um dos seus irmãos também foi da Guarda Nacional, o coronel Joaquim Sertório cuja coleção particular foi o primeiro núcleo de acervo do Museu Paulista da Universidade de São Paulo, conhecido também como Museu do Ipiranga.
Em 1871 o major Sertório foi o primeiro administrador da Casa dos Expostos que veio a se tornar a FEBEM e depois a Fundação CASA.
Em sessões camarárias de 1881, o vereador Major Domingos Sertório propôs normas para regulamentação de cortiços. Em 1887 foi vice-presidente da Câmara Municipal de São Paulo.
Em 20 de novembro de 1889, cinco dias após a Proclamação da República, presidiu a seção ordinária de revisão dos nomes de logradouros cujos nomes remetiam a valores e figuras monárquicos. Nessa seção, foram modificados nomes de logragradouros como:
"Rua do Imperador" para “rua Marechal Deodoro” "Rua da Imperatriz" para “rua Quinze de Novembro” "Rua da Princesa" para “rua Benjamim Constant” "Rua Conde d'Eu" para “rua do Glicério” "Rua do Príncipe" para “rua Quintino Bocaiúva” "Rua de São José" para “rua Libero Badaró” "Rua do Comércio da Luz" para “Avenida Tiradentes” "Largo Sete de abril" para “Praça da República”
Além de vereador, Sertório era um empresário conhecido em São Paulo. Em 1879, figurava como acionista da Companhia Cantareira & Esgotos. Nos anos 1880, Sertório foi um dos fundadores e principais acionistas do Banco da Lavoura. Em 1890, já coronel, Sertório, juntamente com Rodrigo Pereira Barreto e outros, recebe do marechal Manuel Deodoro da Fonseca autorização para o estabelecimento da Companhia Leiteira Paulista. Neste mesmo ano foi diretor da Cia. Economizadora de Gás.
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