Públio Cornélio Cipião (m. ; ) foi um político da família dos Cipiões da gente Cornélia da República Romana eleito cônsul em com Tibério Semprônio Longo. Era filho de Lúcio Cornélio Cipião, cônsul em , e pai de Cipião, o Africano, cônsul em 205 e , e de Lúcio Cornélio Cipião Asiático, cônsul em .
Segunda Guerra Púnica
Primeiro consulado () thumb|upright=1|Tumba dos Cipiões, em Roma
Foi eleito cônsul em (ou , como prefere LívioLívio, Ab Urbe Condita XXI, 6, 3. A data é citada antes do início do cerco de Sagunto e, depois, no capítulo seguinte, já com o cerco terminado (XXI, 15, 3-6).) com Tibério Semprônio Longo, no primeiro ano da Segunda Guerra Púnica.
Com o objetivo de interceptar Aníbal antes que ele chegasse à Itália, Cipião desembarcou com suas legiões na Gália meridional, navegando de Pisa até Massília, uma colônia fenícia aliada a Roma. A velocidade do avanço de Aníbal através dos Alpes rapidamente acabou com os planos romanos.Políbio III, 41. Assim, Cipião, tendo enviado seu exército para a Ibéria sob o comando de seu irmão, Cneu Cornélio Cipião Calvo, retornou à Roma e conduziu um novo alistamento para formar um novo exército para lutar na Gália Cisalpina, onde Aníbal estava acampado e recrutando aliados entre os gauleses ínsubres e boios, principalmente lutando contra os inimigos deles, como os taurinos.
Cipião liderou as forças romanas na Batalha de Ticino, na qual explorou sua cavalaria (composta quase que totalmente por gauleses, que terminariam por desertá-lo para unirem-se em massa ao exército de Aníbal) e com a infantaria ligeira, enfrentou a vanguarda do exército cartaginês, mas foi derrotado. Cipião terminou gravemente ferido e foi salvo por seu filho (o futuro Cipião, o Africano).Lívio, Ab Urbe Condita Epit 21.5-6.
Em dezembro do mesmo ano, participou da Batalha do Trébia, na qual as forças romanas, lideradas pelo outro cônsul, Tibério Semprônio Longo, aliadas aos que se juntaram ao novo exército apesar de seu parecer contrário,Políbio III, 70, 3-6. foram derrotadosLívio, Ab Urbe Condita Epit 21.7. Políbio III, 71-74.
Campanha na Ibéria
Apesar da derrota, Cipião conseguiu manter a confiança do povo romano e seu mandato militar foi confirmado. Logo em seguida, ele foi enviado à Ibéria para ajudar seu irmão no combate às forças cartagineses, mantidas até então fora da Itália. A ação de Cipião na Península Ibérica foi coroada por uma série de vitórias importantes, como a Batalha de Dertosa (), a Batalha de Munda () e a Batalha de Orongi (),Políbio III, 95 - 97; Lívio, Ab Urbe Condita Epit 23.9 e 14. até que, em 212/ acabou morrendo durante a Campanha do Bétis Superior, durante a Batalha de Cástulo, uma derrota romana.Lívio, Ab Urbe Condita XXV, 34. Poucos dias depois, seu irmão, Cneu, foi derrotado e morto na Batalha de Ilorci,Martinez (1986), p. 8. ao lado de Cartago Nova.Lívio, Ab Urbe Condita XXV, 36.
Como já havia ocorrido a Ticino em relação ao gauleses, aparentemente estas derrotas seriam também debitadas por conta de uma suposta traição da população local de celtiberos, corrompidas por Asdrúbal Barca, o irmão de Aníbal.Lívio, Ab Urbe Condita Epit 25.12.
Árvore genealógica
Ver também
Notas
Bibliografia Fontes primárias
Fontes secundárias
Categoria:Cônsules da República Romana Categoria:Romanos antigos do século III a.C. Categoria:Nascidos no século III a.C. Categoria:Ano de nascimento desconhecido Categoria:Cornelii Scipiones Categoria:Romanos antigos mortos em combate Categoria:Comandantes da Segunda Guerra Púnica Categoria:Governadores romanos da Hispânia