thumb|Caim mata Abel, um fratricídio ilustrado por Gustave Doré. ("E Caim falou com Abel, seu irmão; e aconteceu que, quando eles estavam no campo, Caim se levantou contra Abel, seu irmão, e o assassinou.") Fratricídio (; de frater, "irmão", e -cīdium, "matar" – raiz assimilada de caedere, "matar, abater") designa o ato de tirar a vida do próprio irmão. Tal ação pode ocorrer de forma direta ou por intermédio de um agente contratado ou doutrinado (um assassino). A vítima não precisa, necessariamente, ser irmão biológico do perpetrador. Em contexto militar, o termo fratricídio refere-se à morte de um camarada de armas por ação de um companheiro da mesma força. O vocábulo é com frequência empregado em sentido metafórico para designar guerras civis.

Religião e mitologia Nas religiões abraâmicas, reconhece-se no relato bíblico de Caim e Abel o primeiro fratricídio da tradição. Esaú jurou matar Jacó após este ter usurpado sua bênção, e mais tarde os filhos de Jacó conspiraram para assassinar José, acabando, contudo, por vendê-lo. O juiz Gideão teve setenta filhos, mortos por seu filho Avimeleque, que poupou apenas o mais novo, Jotão.

Na mitologia da Roma antiga, a fundação da cidade está associada a um fratricídio: os gêmeos Rômulo e Remo, ao disputarem tanto o favor dos deuses quanto a primazia na construção da futura urbe, entraram em conflito, culminando na morte de Remo pelas mãos de Rômulo, que se tornou o primeiro rei e epônimo de Roma.

Ver também Caim e Abel Rômulo e Remo Fogo amigo Ab Urbe condita libri

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