Chicago é um musical composto por John Kander, com letras de Fred Ebb e libretto de Ebb e Bob Fosse. A história é uma sátira à corrupção na administração da justiça criminal e ao conceito de "celebridade criminal." O musical é baseado em uma peça teatral de mesmo nome, escrita pela repórter Maurine Dallas Watkins sobre criminosas reais e crimes que ela noticiou. A produção original da Broadway estreou e 3 de Junho de 1975, no 46th Street Theatre e teve um total de 936 performances. Bob Fosse coreografou a produção original, e seu estilo é fortemente identificado com o show. O revival de Chicago, da Broadway, em 1996, bateu o recorde de mais longo revival de musical em cartaz na Broadway e é o show da Broadway há mais tempo em cartaz na história e o segundo maior em número de performances.
Uma adaptação cinematográfica da peça foi lançada em 2002.
História O musical Chicago é baseado em uma peça de teatro de mesmo nome, escrita pela repórter Maurine Dallas Watkins, que foi designada pelo Chicago Tribune para cobrir os tribunais das acusadas a assassinato de 1924: Beulah Annan e Belva Gaertner.
Chicago conta a história de duas assassinas rivais presas em Cook County Jail. Velma trabalhava em um nightclub quando matou o marido e a irmã depois de encontrar os dois juntos na cama. Roxie Hart sonha com um mundo de glamour e fama, até que mata seu namorado após uma briga. Velma pede ajuda a matrona da prisão Mama Morton e para o advogado Billy Flynn, para tirá-la da prisão e preparar o mundo para um retorno triunfal dela no showbiz, mas terá de lidar com Roxie, que vê que sua prisão pode se tornar uma oportunidade de ascensão aos holofotes.
Sinopse
Ato I Velma Kelly é uma artista de vaudeville que dá as boas-vindas ao público ("All That Jazz"). Interagindo com o número de abertura, a cena corta para 14 de fevereiro de 1928, no quarto de Roxie Hart, onde ela mata Fred Casely enquanto ele tenta terminar o caso extraconjugal dos dois.
Roxie convence seu marido Amos de que a vítima era um ladrão e Amos concorda em assumir a culpa. Roxie expressa seu apreço pela disposição de seu marido em fazer qualquer coisa por ela, enquanto Amos presta depoimento para a polícia ("Funny Honey"). Quando a polícia menciona o nome do falecido, Amos percebe tardiamente que Roxie mentiu para ele e confessa a verdade. Ambos ficam furiosos um com o outro e Roxie confessa sendo presa e enviada para o pavilhão das assassinas da Cadeia do Condado de Cook, onde estão detidas várias mulheres acusadas de matar seus amantes ("Cell Block Tango"); entre as presidiárias está Velma Kelly, revelando-se envolvida na morte do marido e da irmã após flagrá-los fazendo sexo, mas alegando ter desmaiado e negando ter cometido o assassinato. O local é presidido pela matrona "Mama" Morton, cujo sistema de aceitar subornos combina perfeitamente com sua clientela ("When You're Good to Mama"). Ela ajudou Velma a se tornar a principal assassina da semana da mídia e está agindo como uma reservada agente para o grande retorno de Velma ao show de vaudeville.
A conselho de "Mama", Roxie convence Amos a pagar por Billy Flynn, o melhor advogado de Chicago, para ser seu advogado ("A Tap Dance"), embora Amos não tenha fundos. Velma não fica feliz em ver Roxie, que está roubando não apenas seus holofotes, mas também seu advogado, Billy Flynn. Ansiosamente aguardado por sua clientela feminina, Billy canta seu hino, completo com um coro de dançarinos ("All I Care About"). Billy pega o caso de Roxie antes de perceber que Amos não tem dinheiro; para compensar, ele transforma o caso em um circo da mídia e reorganiza sua história para consumo pela simpática colunista do tabloide Mary Sunshine ("A Little Bit of Good"), na esperança de vender os lucros em um leilão. A coletiva de imprensa de Roxie se transforma em um ato de ventríloquo, com Billy ditando para Roxie uma nova versão da verdade ("We Both Reached for the Gun").
Roxie se torna a celebridade mais popular em Chicago, como ela proclama orgulhosamente enquanto planeja sua futura carreira no vaudeville ("Roxie"). À medida que a fama de Roxie cresce, a notoriedade de Velma diminui e, em um ato de desespero, ela tenta convencer Roxie a recriar o show das irmãs Kelly ("I Can't Do It Alone"). Roxie a recusa, apenas para descobrir que suas próprias manchetes foram substituídas pelo mais recente e sórdido crime passional ("I Can't Do It Alone (Reprise)"). Separadamente, Roxie e Velma percebem que não podem contar com ninguém além de si mesmas ("My Own Best Friend"), desesperada, Roxie finge que está grávida para tentar atrair novamente a atenção dos jornais.
Ato II Velma retorna para apresentar o ato de abertura, ressentida com a manipulação de Roxie ("I Know a Girl") e a capacidade de seduzir e convencer um médico a confirmar a gravidez; conforme Roxie emerge, ela canta alegremente sobre o futuro de seu filho (inexistente) ainda não nascido ("Me and My Baby"). Amos orgulhosamente reivindica a paternidade, mas ainda assim ninguém o nota. Na esperança de fazer Amos pedir o divórcio e fazê-lo parecer um vilão, Billy expõe lacunas na história de Roxie ao observar que ela e Amos não faziam sexo há quatro meses, o que significa que se ela estivesse grávida, a criança não era do marido. Ressentido com Roxie, Amos quase pede o divórcio enquanto se ressente sobre si mesmo ("Mr. Cellophane"). Velma tenta mostrar a Billy todos os truques e estratégias que ela planejou para usar em seu julgamento ("When Velma Takes The Stand"). Roxie, chateada por ser tratada como uma "criminosa comum" e considerando-se uma celebridade, tem uma discussão acalorada com Billy e o despede; o advogado a avisa que seu tipo sucesso é passageiro e que ela para os jornais, ela seria tão famosa viva ou pendurada em um laço. Naquele momento, Roxie testemunha uma de suas companheiras de prisão, uma mulher húngara que insistiu em sua inocência, mas não sabia falar inglês e cujo advogado público se recusou a defendê-la, tornando-se a primeira mulher a ser executada em Chicago em décadas ("Hungarian Rope Trick").
A data do julgamento chega, e a agora apavorada Roxie corre de volta para Billy, que acalma Roxie sugerindo que ela ficará bem, desde que tenha uma boa apresentação e compara o julgamento e o júri a um grande show ("Razzle Dazzle"). Billy usa Amos como um peão, virando-se e insistindo que Amos é na verdade o pai do filho de Roxie, emocionado, o marido se reconcilia com Roxie, que em seguida relata a falsa narrativa cuidadosamente elaborada de Billy sobre a noite do assassinato de Fred (com Fred reaparecendo no palco em flashback). Ela rouba toda a estratégia de Velma, até a liga de strass, para desespero de Mama e Velma ("Class"). Como prometido, Billy consegue a absolvição de Roxie, mas assim que o veredicto é anunciado, algum crime ainda mais sensacional afasta a imprensa e a fugaz vida de celebridade de Roxie acaba. Encerrado o caso, Billy admite que só fez isso pelo dinheiro e vai embora e Amos tenta fazer Roxie voltar para casa e esquecer todo o ocorrido, mas ela está mais preocupada com o fim de sua breve fase da fama e admite que não está grávida, neste momento Amos, farto e magoado a deixa.
A cena final corta para um teatro vaudeville de Chicago, onde Roxie e Velma (absolvida fora do palco) estão realizando um novo show no qual cantam agridocemente sobre a vida moderna ("Nowadays"). A ex-Mary Sunshine, revelada durante o julgamento na verdade um homem travesti, assume sua forma masculina natural como um promotor de vaudeville insistente, moldando a dança de Roxie e Velma ("Hot Honey Rag") para torná-la o mais sexy possível. O show termina com um breve final com Roxie e Velma agradecendo ao público ("Finale").
Números musicais Produção original da Broadway de 1975 "Chicago: A Musical Vaudeville"
Act 1 "Overture" – Orquestra "All That Jazz" – Velma Kelly e Elenco "Funny Honey" – Roxie Hart, Amos Hart, Sargento Fogarty "Cell Block Tango" – Velma and as Garotas "When You're Good to Mama" – Matrona "Mama" Morton "Tap Dance" – Roxie, Amos, e os Rapazes "All I Care About" – Billy Flynn e as Garotas "A Little Bit of Good" – Mary Sunshine "We Both Reached for the Gun" – Billy, Roxie, Mary Sunshine "Roxie" – Roxie e os Rapazes "I Can't Do It Alone" – Velma "Chicago After Midnight" – Orquestra "My Own Best Friend" – Roxie e Velma
Act 2 "I Know a Girl" – Velma "Me and My Baby" – Roxie e Elenco "Mr. Cellophane" – Amos Hart "When Velma Takes the Stand" – Velma e os Rapazes "Razzle Dazzle" – Billy e Elenco "Class" – Velma e Morton "Nowadays" – Roxie Finale: "Nowadays"/"R.S.V.P"/"Keep It Hot" – Roxie e Velma †
Produção de Renascimento de 1996 e Posteriores "Chicago: The Musical" / "Chicago: O Musical"
Act 1 "Overture" ("Abertura") – Orquestra "All That Jazz" ("Tudo é Jazz") – Velma Kelly e Elenco "Funny Honey" ("Bolo Fofo") – Roxie Hart "Cell Block Tango" ("Tango do Presídio") – Velma e as Garotas "When You're Good to Mama" ("Se Tu Faz Pra Mama") – Chefe "Mama" Morton "Tap Dance" ("Sapateado") – Roxie, Amos e os Rapazes "All I Care About" ("Só Importa o Coração" / "Só Importa o Amor") – Billy Flynn e as Garotas "A Little Bit of Good" ("O Lado Bom de Cada Um") – Mary Sunshine "We Both Reached for the Gun" ("Com a Arma na Mão" / "Arma no Chão") – Billy, Roxie, Mary e os Repórteres "Roxie" – Roxie e os Rapazes "I Can't Do It Alone" ("Sozinha Não Dá") – Velma "I Can't Do It Alone (Reprise)" ("Sozinha Não Dá (Reprise)")– Velma "My Own Best Friend" ("Amigo Pra Mim Sou Eu") – Roxie e Velma "Finale Act I: All That Jazz (Reprise)" ("Finale Ato I: Tudo é Jazz (Reprise)") – Velma
Act 2 "Entr'acte" ("Entreato") – Orquestra "I Know a Girl" ("Essa Garota") – Velma "Me and My Baby" ("Eu e Meu Baby") – Roxie e Elenco "Mr. Cellophane" – Amos Hart "When Velma Takes the Stand" ("Velma em Ação") – Velma e os Rapazes "Razzle Dazzle" ("Tudo é Mágica" / "É Magia, Sim") – Billy e Elenco "Class" ("Educação") – Velma e Mama Morton "Nowadays" ("Hoje") - Velma e Roxie "Hot Honey Rag" – Orquestra "Finale Act II: All That Jazz" (Reprise) ("Finale Ato II: Tudo é Jazz (Reprise)") – Elenco
† Na Produção Original da Broadway de 1975 e seu Playbill, existem algumas listas de músicas contraditórias. Músicas como "RSVP" e "Keep It Hot", que eram peças instrumentais no "Finale", foram removidas da música licenciável, mas foram incluídas na produção e no roteiro originais. Outras canções como "Ten Percent" cantada por um personagem excluído que era agente de Velma, e "No" cantada por Roxie and Boys foram cortadas logo na produção e só aparecem em gravações demo e no Playbill original, mas não estão no roteiro original. Outras canções cortadas do show foram "Rose Colored Glasses", uma versão diferente de "We Both Reached for the Gun", "Pansy Eyes" e "Loopin 'the Loop".
Elenco e personagens Personagens principais (definidos como tendo pelo menos um número musical apresentado) e artistas originais de produções notáveis: PersonagemDescriçãoBrodway (1975)West End (1979)Austrália (1981)Brodway (1996)West End