O Atlanta Dream é um time profissional de basquete norte-americano sediado na região metropolitana de Atlanta. O Dream compete na Women's National Basketball Association (WNBA) como membro da Conferência Leste. O time foi fundado para a temporada de 2008. O time é propriedade dos investidores imobiliários Larry Gottesdiener, Suzanne Abair e da ex-jogadora do Dream Renee Montgomery. Embora o Dream compartilhe o mercado de Atlanta com o Hawks, da National Basketball Association, o time não possui afiliação com seu equivalente da NBA. O Dream joga na Gateway Center Arena, em College Park, Geórgia.
O Dream se classificou para os playoffs da WNBA em 12 dos suas 19 temporadas em Atlanta. O time chegou às Finais da WNBA três vezes, em 2010, 2011 e 2013, mas perdeu para o Seattle Storm em 2010 e para o Minnesota Lynx em 2011 e 2013.
A franquia já teve muitas jogadoras de alta qualidade, como Angel McCoughtry, Shoni Schimmel, Betty Lennox e a brasileira Izi Castro Marques.
História
Entrando na liga Antes do sucesso da seleção feminina de basquete dos Estados Unidos nos Jogos Olímpicos de 1996, a American Basketball League já tinha interesse em criar um time profissional feminino de basquete em Atlanta desde 1995. Oito da doze atletas olímpicas jogaram em times da ABL quando a liga iniciou suas atividades em outubro de 1996. O Atlanta Glory jogou na Forbes Arena e durou duas temporadas antes de ser dissolvido antes do início da temporada 1998–99, que seria a última da ABL.
Atlanta havia sido mencionada como uma possível cidade para a expansão da WNBA, mas os esforços só se concretizaram no início de 2007, quando um comitê organizador formado por empresários e políticos de Atlanta começou a trabalhar para atrair um time de expansão. A incapacidade do Atlanta Hawks, da NBA, de atrair multidões era uma preocupação da WNBA, e o comitê iniciou uma campanha em fevereiro de 2007 para conseguir voluntários e assinaturas para uma petição. A Philips Arena, a The Arena at Gwinnett Center e o Alexander Memorial Coliseum eram candidatos a sedes. Em maio de 2007, o comitê tinha mais de 1.000 compromissos para ingressos da temporada, embora a meta fosse 8.000 ingressos da temporada em noventa dias. Em julho, o comitê tinha 1.200 compromissos e começou a procurar um proprietário.
Em 16 de outubro de 2007, foi divulgado que Ron Terwilliger, empresário de Atlanta e CEO de uma empresa imobiliária nacional, seria o futuro proprietário de uma franquia em Atlanta. No dia seguinte, em uma coletiva de imprensa no Centennial Olympic Park, em Atlanta, a presidente da WNBA, Donna Orender, anunciou que Atlanta receberia oficialmente uma franquia de expansão da WNBA.
Em 27 de novembro de 2007, Atlanta nomeou Marynell Meadors, uma treinadora com vasta experiência no nível universitário, como a primeira treinadora principal e gerente geral na história da franquia. Esta foi a segunda função de Meadors como treinadora/gerente geral na WNBA, após uma passagem pelo Charlotte Sting. Posteriormente, Meadors atuou como diretora de olheiros do Miami Sol e foi auxiliar técnica de Richie Adubado e Tree Rollins no Washington Mystics. O ex-jogador da NBA Dennis Rodman se ofereceu para ser o treinador principal do Dream. Terwilliger recusou, afirmando que queria alguém com mais experiência como treinador e que achava que o treinador principal deveria ser uma mulher, já que a WNBA era uma liga feminina.
Em 5 de dezembro de 2007, foi anunciado um concurso online para que as pessoas votassem no nome e nas cores do time, enquanto a escolha final ficou a cargo de Terwilliger. Os nomes oferecidos como opções eram "Dream", "Flight", "Surge" e "Sizzle". Em 23 de janeiro de 2008, o nome do time foi anunciado como Atlanta Dream, inspirado no famoso discurso de Martin Luther King Jr., nativo de Atlanta, e as cores escolhidas foram azul celeste, vermelho e branco.
Atlanta realizou seu draft de expansão em 6 de fevereiro de 2008, quando selecionou uma jogadora de cada uma dos 13 times da liga. Atlanta trocou Roneeka Hodges e sua quarta escolha no draft de 2008 com o Seattle Storm por Izi Castro Marques e a oitava escolha do Storm no draft de 2008. Além disso, o Dream trocou a 18º escolha e LaToya Thomas com o Detroit Shock por Ivory Latta.
De 17 de maio de 2008, com uma derrota na abertura da temporada contra o Connecticut Sun, até 3 de julho, com uma derrota em casa contra o Houston Comets, o Dream perdeu 17 jogos consecutivos, estabelecendo o recorde histórico da WNBA tanto em derrotas consecutivas quanto em derrotas a partir do dia da abertura. Anteriormente, o Chicago Sky de 2006 havia perdido 13 jogos consecutivos enquanto o Detroit Shock de 2002 havia começado a temporada com 0–13. Em 5 de julho, o Dream conquistou sua primeira vitória em Atlanta de 91–84 contra o Sky, encerrando a sequência de derrotas. No final da temporada, o time terminou com um recorde de 4–30.
2009–2019: A era de Angel McCoughtry Para evitar uma repetição de 2008, a treinadora principal e gerente geral Marynell Meadors contratou jogadoras como Sancho Lyttle, Nikki Teasley, Chamique Holdsclaw, Angel McCoughtry e Michelle Snow na offseason de 2008–2009. Em 2009, o Dream chegou aos playoffs com 18–16, superando seu recorde anterior por 14 vitórias, mas perdeu na primeira rodada para o campeão de 2008, o Detroit Shock. Após a temporada, Meadors recebeu o prêmio de Treinadora do Ano.
O proprietário do Dream, Ron Terwilliger, anunciou em agosto que queria abrir mão de seu cargo como proprietário principal da franquia de Atlanta. Em 29 de outubro de 2009, Kathy Betty assumiu controle da franquia sob a entidade comercial Dream Too, LLC.
A temporada de 2010 viu mais melhorias, terminando em quarto lugar na Conferência Leste. O Dream então passou pelas duas primeiras rodadas dos playoffs e garantiu uma vaga nas finais da WNBA com uma vitória contra o New York Liberty. Eles acabaram enfrentando o melhor time da liga, o Seattle Storm, com um recorde de 28–6. Seattle venceu a série de 3–0. Apesar da derrota, o Dream não perdeu nenhum jogo por uma diferença superior a três pontos.
Para resolver o que era provavelmente a maior preocupação de Atlanta, o time contratou a armadora Lindsey Harding antes da temporada de 2011. Apesar da contratação, o Dream teve dificuldades no início da temporada, começando com um recorde de 2–7 devido a uma lesão que tirou Angel McCoughtry da quadra e aos compromissos internacionais de Sancho Lyttle. Após o intervalo do All-Star Game, o time teve uma sequência de 14–5. Eles mantiveram esse ritmo nos playoffs, derrotando o Connecticut Sun e o Indiana Fever para voltar às finais da WNBA. No entanto, perderam para o Minnesotta Lynx de 3–0.
Durante a temporada de 2011, Betty vendeu a Dream Too LLC para as investidoras locais Mary Brock e Kelly Loeffler.
O Dream começou a temporada de 2012 com um recorde de 12–12 e demitiu a treinadora principal e gerente geral Meadors durante uma disputa com a líder em pontuação da liga, Angel McCoughtry. Meadors foi substituída por Fred Williams e o time terminou com um recorde de 19–15 e perdeu na primeira rodada dos playoffs.
Na temporada seguinte, em 2013, o Dream chegou novamente às finais da WNBA e foi novamente derrotado pelo Minnesota Lynx. O contrato de Williams não foi renovado.
Michael Cooper, ex-jogador do Los Angeles Lakers, foi então contratado para a temporada de 2014. Ele levou o time aos playoffs em 2014 e 2016, mas foi demitido após não conseguir chegar aos playoffs em 2017.
Em 30 de outubro de 2017, o Dream contratou Nicki Collen como sua nova treinadora principal. Collen foi para Atlanta depois de atuar como auxiliar técnica do Connecticut Sun. Collen ajudou o Dream a terminar em primeiro lugar na Conferência Leste em 2018, com um recorde de 23–11. No final, eles acabaram sendo eliminados nas semifinais.
2019 foi um ano difícil para o Dream. Angel McCoughtry ainda estava se recuperando da lesão no ligamento cruzado anterior (LCA) sofrida em 2018. Tiffany Hayes e Brittney Sykes foram os destaques, ambas com médias de dois dígitos no ano. Mas isso não foi o suficiente, o Dream terminou com o pior recorde da Conferência Leste, 8–26. Com o sistema de loteria da WNBA, que combina o resultado de dois anos, o Dream teve a pior chance de receber a primeira escolha no draft de 2020 e recebeu a quarta escolha geral.
2020–2021: Rebranding e turbulência Em 18 de outubro de 2019, o Dream revelou um logotipo atualizado e um esquema de cores atualizados, a primeira mudança em sua marca desde a criação do time em 2008.
A estrela Angel McCoughtry anunciou que não voltaria para o Dream na temporada de 2020, optando por assinar com o Las Vegas Aces. Isso deu início à transformação do novo visual do Dream. Tiffany Hayes e Renee Montgomery anunciaram que ficariam de fora da temporada "bolha", deixando Elizabeth Williams como a única titular que retornaria das duas últimas temporadas. O Dream selecionou a jovem armadora Chennedy Carter no draft de 2020 para iniciar sua reconstrução.
O Dream teve um desempenho ligeiramente melhor em 2020 em comparação com 2019, mas ainda assim não conseguiu se classificar para os playoffs, com um recorde de 7–15, e foi o terceiro pior time da liga. Pouco depois do início dos protestos por George Floyd, a WNBA e o sindicato das jogadoras decidiram colocar os slogans "Black Lives Matter" e "Say Her Name" nos uniformes de aquecimento e nos uniformes do fim de semana de abertura. Naquela época, a proprietária do Dream, Kelly Loeffler, era senadora republicana dos Estados Unidos e criticou o apoio da liga ao movimento Black Lives Matter. No jogo seguinte, as jogadoras do Dream vestiram camisetas pretas com o slogan "VOTE WARNOCK", apoiando o adversário eleitoral de Loeffler, Raphael Warnock, um pastor afro-americano que acabou derrotando Loeffler. Em seguida, o sindicato das jogadoras exigiu que Loeffler vendesse sua participação na franquia. Um grupo de três investidores, incluindo a ex-armadora do Dream Renee Montgomery, foi aprovado para comprar o time em fevereiro de 2021.
Collen parecia animada com a chegada de 2021, mas deixou o Dream para ir para Baylor cerca de uma semana antes do início da temporada. O Dream promoveu Mike Petersen a treinador interino, mas ele renunciou em 24 de julho por motivos de saúde. Darius Taylor assumiu o cargo de técnico interino até o final da temporada regular.
As mudanças da comissão técnica não foram o único problema do Dream. Chennedy Carter foi suspensa em 5 de julho de 2021 por conduta prejudicial ao time e nunca mais voltou a jogar. A temporada do Dream mais uma vez colocou o time na última posição da tabela e ele ficou de fora dos playoffs novamente. O time teve um recorde de 8–24 durante o ano. Após a temporada, foi anunciado que Courtney Williams e Crystal Bradford não teriam seu contratos renovados devido ao seu envolvimento em uma briga fora das quadras. A liga anunciou que elas seriam suspensas por alguns jogos na temporada de 2022.
O Dream e Carter não conseguiram resolver suas diferenças na temporada seguinte e, em 5 de fevereiro de 2022, o Dream a negociou com o Los Angeles Sparks em troca de Erica Wheeler e algumas escolhas no draft.
2022–presente: A era de Rhyne Howard Com a missão de tentar reverter a situação do time, o Dream contratou Tanisha Wright como sua nova treinadora principal em 12 de outubro de 2021. Wright jogou na liga por 12 anos e, mais recentemente, foi assistente de Bill Laimbeer, do Las Vegas Aces. Wright contratou Christie Sides, Paul Goriss e Barbara Turner para seu time em março de 2022.
O Dream também anunciou alguns novos parceiros e patrocinadores para a próxima temporada. A Microsoft e Xbox foram anunciadas em 5 de abril de 2022. O Dream também anunciou a Emory Healthcare como o primeiro parceiro de camisetas de sua história. A parceria ampliada foi exibida quando o logotipo da Emory Healthcare fez sua estreia no uniforme do Dream durante a temporada de 2022.