A Nielsen Holdings plc, ou simplesmente Nielsen, é uma empresa norte-americana de medição de audiência de mídia. Atua em mais de cem países e emprega cerca de 15.000 pessoas no mundo.

Por décadas, a Nielsen Media Research cuidou dos índices de audiência televisiva, enquanto a AC Nielsen cuidou das tendências de compra dos consumidores e dos dados de bilheteria. A Nielsen Media Research deu origem à divisão Global Media, e a AC Nielsen, à divisão Global Connect. Em março de 2021, a companhia manteve a Global Media e vendeu a Global Connect, então chamada NielsenIQ, para a empresa de capital privado Advent International.

Suas ações foram negociadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque, e a empresa integrou o S&P 500.

História Formação A Nielsen foi fundada em 1923 por Arthur C. Nielsen Sr., que criou um método para medir resultados de vendas concorrentes e tornou a ideia de "participação de mercado" uma ferramenta prática de gestão. A holding foi constituída nos Países Baixos e comprada em 24 de maio de 2006 por um consórcio de empresas de capital privado.

Fusão e abertura de capital Em janeiro de 2011, a Nielsen concluiu uma oferta pública inicial de ações ordinárias e começou a ser negociada na Bolsa de Valores de Nova Iorque com o código "NLSN". Em 31 de agosto de 2015, a Nielsen N.V., companhia aberta neerlandesa listada na bolsa nova-iorquina, fundiu-se com a Nielsen Holdings plc por meio de uma fusão transfronteiriça regida pela Diretiva Europeia de Fusões Transfronteiriças. A Nielsen Holdings plc foi a companhia que permaneceu após a fusão. A operação transferiu o registro da controladora de capital aberto dos Países Baixos para a Inglaterra e o País de Gales, sem mudar os negócios que a Nielsen já conduzia.

Separação de 2021 e aquisição de 2022 Em 5 de março de 2021, a Nielsen Holdings concluiu a venda da divisão Global Connect, chamada NielsenIQ e antes conhecida como AC Nielsen, para a Advent International. Com a venda, a Nielsen passou a trabalhar exclusivamente com medição e análise de audiência de mídia.

Em março de 2022, a Nielsen aceitou uma oferta de US$ 16 bilhões feita por um grupo de investidores de capital privado liderado pela Evergreen Coast Capital Corp., subsidiária da Elliott Investment Management, e pela Brookfield Business Partners. O conselho de administração havia recusado uma proposta inicial de US$ 9 bilhões feita pelo mesmo consórcio. A transação foi concluída em outubro de 2022.

Informações da empresa miniatura|Escritório da Nielsen em Markham, no Canadá A Nielsen é uma empresa independente de medição e dados para o setor de mídia. Atua em mais de cem países, e seus serviços cobrem mais de 90% do produto interno bruto e da população mundial. A companhia fornece aos clientes dados sobre os programas e anúncios vistos pelos consumidores, em escala mundial e local, e analisa a relação entre essas escolhas.

As operações da companhia alcançam mercados desenvolvidos e emergentes em mais de cem países. Em 26 de fevereiro de 2015, o conselho de administração da Nielsen N.V. aprovou por unanimidade uma proposta para transferir o domicílio legal da empresa dos Países Baixos para o Reino Unido. Com a aprovação, a companhia passou a ser constituída pela lei inglesa e foi registrada como sociedade anônima sob o nome Nielsen Holdings PLC.

Até 2022, James Attwood Jr. foi presidente não executivo do conselho da Nielsen. Ele sucedeu Dave Calhoun na presidência do conselho em janeiro de 2016. Antes de ingressar na Nielsen como diretor-executivo, em 2006, Calhoun havia sido vice-presidente da General Electric e presidente e diretor-executivo da GE Infrastructure, a maior das seis unidades de negócios da companhia. Foi diretor-executivo da Nielsen de 2006 a 2014, quando Mitch Barns assumiu o cargo. Barns havia entrado na empresa em 1997 e dirigido áreas dos negócios na Europa, na Ásia e na América do Norte.

Em 3 de dezembro de 2018, David Kenny assumiu a direção executiva da Nielsen no lugar de Mitch Barns.

Em setembro de 2023, Karthik Rao sucedeu Kenny como diretor-executivo, e Kenny passou a ser presidente executivo do conselho.

O público costuma relacionar a marca Nielsen aos índices de audiência televisiva, mas esses serviços respondem por cerca de um quarto dos negócios e da receita da companhia. Depois de anos de trabalho para simplificar sua estrutura, a Nielsen Holdings vendeu a NielsenIQ em 2021 e passou a concentrar seus negócios na medição e na análise de audiência de mídia.

Em 2021, o patrimônio líquido da empresa havia subido para US$ 3,3 bilhões.

Brasil A Nielsen e o IBOPE Media mantiveram uma empresa conjunta no Brasil para medir audiência e publicidade na internet. Criada em 1998 e conhecida como IBOPE Nielsen Online, a operação passou a se chamar Nielsen IBOPE em 2013, quando a Nielsen assumiu sua direção. No mesmo ano, a parceria lançou no país o Nielsen Online Campaign Ratings.

História da empresa Arthur C. Nielsen e a criação da "participação de mercado" Arthur C. Nielsen fundou a AC Nielsen Company em agosto de 1923 com a ideia de vender pesquisas sobre desempenho de engenharia. Foi a primeira empresa a oferecer pesquisa de mercado. Em 1932, ampliou os negócios ao criar um índice varejista que acompanhava as vendas de alimentos e medicamentos. Era a primeira medição varejista desse tipo e permitia que uma empresa calculasse sua "parcela" do mercado. Esse índice deu origem ao conceito de "participação de mercado". A criação do termo comercial também é atribuída a Nielsen.

Rádio e televisão Em 1936, Arthur C. Nielsen adquiriu o Audimeter, aparelho que media quais estações de rádio eram sintonizadas durante o dia. Depois de aperfeiçoar o aparelho por alguns anos, a empresa criou um serviço nacional de medição de audiência radiofônica em 1942. A Nielsen reuniu dados sobre as estações sintonizadas em mil residências e vendeu as informações a fabricantes interessados na popularidade dos programas e nos dados demográficos dos ouvintes para fins publicitários. Quando aplicada à televisão, essa medição tornou-se o ramo da Nielsen mais familiar ao público. Essas medições passaram a ser chamadas de "Nielsen Ratings".

A empresa começou a medir a audiência televisiva em 1950, quando o meio ainda dava seus primeiros passos. Como fizera com o rádio, usou uma amostra de residências dos Estados Unidos para calcular os índices. Um aparelho acoplado ao televisor registrava o que era assistido. Em 1953, a companhia começou a enviar diários a um grupo menor de lares da pesquisa, as chamadas "famílias Nielsen", para que seus moradores anotassem o que haviam assistido. Esses registros eram combinados com os dados dos aparelhos. A reunião das duas fontes permitia estimar estatisticamente quantos norte-americanos assistiam à televisão e qual era a composição demográfica do público. Anunciantes e redes de televisão passaram a usar essas estimativas.

Na década de 1980, a empresa lançou um aparelho de medição chamado people meter. Ele se parece com um controle remoto, com botões para cada integrante da família e outros destinados a visitantes. O espectador aperta um botão ao entrar no cômodo e volta a apertá-lo quando sai, mesmo que o televisor permaneça ligado. O método buscava medir com maior precisão quem assistia e em quais horários.

Em julho de 2008, a Nielsen inaugurou a publicação de relatórios trimestrais sobre o uso de vídeo e televisão nas "três telas", televisão, internet e aparelhos móveis. O A2/M2 Three Screen Report também reunia tendências de visualização em horários diferentes da transmissão e sua relação com o consumo de vídeo na internet, a composição demográfica do público de vídeo móvel e a penetração de gravadores digitais de vídeo.

Em 30 de setembro de 2016, a Nielsen disponibilizou integralmente a seus clientes o serviço Digital Content Ratings.

Em 14 de setembro de 2016, a empresa anunciou que deixaria de usar diários de televisão em papel até meados de 2017 e adotaria medição inteiramente eletrônica nos índices de audiência televisiva locais.

Capital privado A Nielsen foi comprada pela Dun & Bradstreet em 1984. Em 1996, a D&B dividiu a companhia em duas empresas. A Nielsen Media Research ficou responsável pelos índices de televisão, e a AC Nielsen, pelas tendências de compra dos consumidores e pelos dados de bilheteria. Em 1999, a editora neerlandesa VNU comprou a Nielsen Media Research. A VNU adquiriu a AC Nielsen e reuniu novamente os dois negócios em 2001. Entre as duas operações, vendeu seus jornais à Wegener e suas revistas de consumo à Sanoma. Seu braço editorial também possuía publicações como The Hollywood Reporter, Adweek e Billboard. A VNU juntou as empresas Nielsen a outras unidades de pesquisa e coleta de dados, entre elas BASES, Claritas, HCI e Spectra, e comprou companhias que ampliaram sua capacidade de medição.

Abertura de capital A Nielsen permaneceu sob controle privado de 2006 a 2011. Em 25 de janeiro de 2011, entrou na Bolsa de Valores de Nova Iorque e fez uma oferta pública inicial que arrecadou US$ 1,8 bilhão. Foi a maior oferta pública inicial norte-americana apoiada por capital privado desde 2006.

Fusões, aquisições, alianças estratégicas e desinvestimentos 2004 A Nielsen criou com o AGB Group, concorrente europeu pertencente ao WPP Group, a empresa conjunta AGB Nielsen Media Research, que oferecia serviços semelhantes.

2006 A VNU comprou uma participação majoritária na Buzzmetrics, empresa que media conteúdo produzido por consumidores na internet. Sob a nova direção, a Nielsen adquiriu as ações restantes em 2007. Ainda em 2007, comprou a Telephia, voltada à medição de mídia móvel, e a Bilesim Medya, empresa turca de inteligência publicitária.

Um grupo de seis empresas de capital privado comprou a VNU por £ 5 bilhões. O consórcio reunia as norte-americanas Kohlberg Kravis Roberts, Thomas H. Lee Partners, Blackstone Group, The Carlyle Group e Hellman & Friedman, além da neerlandesa AlpInvest Partners. No mesmo ano, o grupo contratou David L. Calhoun, ex-executivo da General Electric, como diretor-executivo. Ele mudou o nome da VNU para The Nielsen Company em 2007. A VNU vendeu sua divisão de publicações empresariais por € 320 milhões, equivalentes a £ 210 milhões, ao grupo de capital de risco 3i, que repassou a divisão britânica, VNU Business Publications Ltd, à Incisive Media.

2007 Em junho, a Nielsen adquiriu a Telephia, que fornecia pesquisas compartilhadas sobre consumidores aos mercados de telecomunicações e mídia móvel.

2008 A Nielsen adquiriu a IAG Research, que media o envolvimento dos espectadores com comerciais de televisão. No mesmo ano, fez um investimento estratégico na NeuroFocus, companhia californiana que aplicava técnicas de neurociência e ondas cerebrais à pesquisa de consumidores. A Nielsen comprou a empresa por inteiro em 2011. Em 2009 e 2010, vendeu suas revistas empresariais. As publicações de entretenimento passaram à nova e5 Global Media.

2009 A Nielsen comprou a The Cambridge Group, consultoria empresarial sediada em Chicago que pesquisava demandas latentes e emergentes dos consumidores.

2010 Em junho, a Nielsen e a McKinsey & Company criaram a consultoria de mídia social NM Incite. A NM Incite atuava nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Alemanha, na Espanha, na Itália, na Austrália, na Nova Zelândia, na China, no Japão, na Índia, no Brasil, no Canadá e na Coreia do Sul, num total de 13 mercados.

2011 Em agosto, a Nielsen adquiriu a Marketing Analytics, Inc.

2012