A eleição presidencial brasileira de 1919 foi a nona eleição presidencial e a oitava eleição direta. Foi realizada em 13 de abril nos vinte estados da época. O pleito foi realizado porque o vencedor da eleição de 1918, Rodrigues Alves, faleceu de gripe espanhola antes mesmo de assumir o cargo, e assim, não houve eleição para vice, pois esse havia sido eleito em 1918, sendo Delfim Moreira. Os resultados foram divulgados em 10 de julho.

Processo eleitoral da República Velha (1889–1930) De acordo com a Constituição de 1891 que vigorou durante toda a República Velha (1889-1930), o direito ao voto foi determinado a todos os homens com mais de 21 anos que não fossem analfabetos, religiosos ou militares. Mesmo tendo o direito de voto estendido a mais pessoas, pouca parcela da população participava das eleições.Cidadania no Brasil: o longo caminho. José Murilo de Carvalho. Página 40. Google Books. Acessado em 14/10/2011. A Constituição de 1891 também declarou que todas as eleições presidenciais seriam realizadas em 1º de março.Constituição dos Estados Unidos do Brasil de 1891. Art. 47. Wikisource. Acessado em 14/10/2011. A eleição para presidente e vice eram realizadas individualmente, e o mesmo poderia se candidatar para presidente e vice.

Durante a República Velha, o Partido Republicano Paulista (PRP) e o Partido Republicano Mineiro (PRM) fizeram alianças para fazer prevalecer seus interesses e se revezarem na Presidência da República, assim, esses partidos na maioria das vezes estiveram a frente do governo, até que essas alianças se quebrassem em 1930. Essas alianças são chamadas de política do café com leite.

Nessa época, o voto não era secreto, e existia grande influência dos coronéis - pessoas que detinham o Poder Executivo municipal, e principalmente o poder militar da região. Os coronéis praticavam a fraude eleitoral e obrigavam as pessoas a votarem em determinado candidato (voto de cabresto). Com isso, é impossível determinar exatamente os resultados corretos.

Candidatos Dos cinquenta e oito (58) nomes sufragados para Presidente da República, os dois principais foram: Epitácio Pessoa: Iniciou a carreira política somente após a proclamação da República. Foi senador duas vezes (em 1897 e 1916) por São Paulo, foi membro do Partido Republicano Paulista. Foi membro das Comissões de Constituição, Poderes e Diplomacia. Na época concorria pelo Partido Republicano Mineiro. Ruy Barbosa: Ex-membro do Partido Liberal do período monárquico, além de republicano histórico. Foi Ministro da Justiça e depois Ministro da Fazenda do Brasil no governo de Deodoro da Fonseca, e já tinha se candidatado anteriormente por várias ocasiões como candidato de oposição. Na época concorria pelo Partido Republicano Paulista.

Resultados A população aproximada em 1919 era de vinte e nove milhões e setecentas mil (29.700.000), sendo um milhão e setecentos e sessenta e seis (1.766.000) eleitores, dos quais compareceram quatrocentos e dezoito mil (418.000), representando 1,41% da população.

Eleição para presidente do Brasil em 1919CandidatoVotosPorcentagem Epitácio Pessoa 286.373 70,96% Ruy Barbosa 116.414 28,85% Altino Arantes Marques 161 0,04% Outros 612 0,15% Votos nominais 403.560 Votos brancos/nulos 14.440 Total 418.000 <small>Fonte:Eleição Presidencial - 13 de abril de 1919 (Sexta-feira). (Pós 1945) Acessado em 03/11/2011. Nota geral: os valores são incertos (ver processo eleitoral). O Almanaque de Dados Eleitorais da 1a República atribuiu a Epitácio Pessoa 289.461 votos e 121.731 a Ruy Barbosa, citando publicações de jornais regionais e o Diário do Congresso Nacional

Bibliografia PIRES, Aloildo Gomes. ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS NA PRIMEIRA REPÚBLICA - UMA ABORDAGEM ESTATÍSTICA. Salvador: Autor (Tipografia São Judas Tadeu), 1995. DEPARTAMENTO DE PESQUISA DA UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ. PRESIDENTES DO BRASIL (DE DEODORO A FHC). São Paulo: Cultura, 2002.

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