Norte-Sul Paulistano, também conhecido como Clássico do Canindé, é como denominam alguns torcedores tricolores e rubro-verdes o clássico entre o São Paulo Futebol Clube e a Associação Portuguesa de Desportos. Seu nome deriva das posições geográficas das instalações dos clubes, visto que o Estádio Cícero Pompeu de Toledo, campo do São Paulo, encontra-se próximo à Zona Sul da cidade de São Paulo, no bairro do Morumbi, e o da Portuguesa, o Estádio do Canindé, fica próximo à Zona Norte, no bairro homônimo. Oficialmente, o Morumbi localiza-se na Zona Oeste de São Paulo, e o Canindé na Zona Central. O seu outro nome, Clássico do Canindé, dá-se em razão do terreno que hoje abriga o estádio da Portuguesa ter anteriormente pertencido ao São Paulo, durante as décadas de 40 e 50.

Estatísticas Geral Jogos: 250 Vitórias da Portuguesa: 64 Vitórias do São Paulo: 122 Empates: 64 Gols da Portuguesa: 284 Gols do São Paulo: 425

Em Campeonatos Brasileiros Jogos: 31 Vitórias da Portuguesa: 11 Vitórias do São Paulo: 14 Empates: 6 Gols da Portuguesa: 34 Gols do São Paulo: 37

No Canindé Jogos: 36 Vitórias da Portuguesa: 8 Vitórias do São Paulo: 17 Empates: 11 Gols da Portuguesa: 38 Gols do São Paulo: 62

No Morumbi Jogos: 69 Vitórias do São Paulo: 39 Empates: 17 Vitórias da Portuguesa: 13

Último jogo São Paulo 2–3 Portuguesa – Canindé, Campeonato Paulista de 2026 (29 de janeiro de 2025)

Primeiro jogo Portuguesa 1–1 São Paulo — Campo da Rua Cesário Ramalho (Cambuci), Campeonato Paulista de 1930 (6 de abril de 1930)

Maiores goleadas São Paulo 6–0 Portuguesa — Morumbi, Campeonato Paulista (6 de dezembro de 1961). Portuguesa 7–2 São Paulo — Estádio do Pacaembu, Campeonato Brasileiro (20 de setembro de 1998).

Maiores públicos Exceto onde constam informações dos públicos presentes e pagantes, os outros referem-se aos pagantes.

Portuguesa 1–2 São Paulo, , 22 de dezembro de 1985, Morumbi, Campeonato Paulista ( pagantes). Portuguesa 1–3 São Paulo, , 15 de dezembro de 1985, Morumbi, Campeonato Paulista. São Paulo 1–1 Portuguesa, , 27 de julho de 1975, Morumbi, Campeonato Paulista. Portuguesa 1–0 São Paulo, , 17 de agosto de 1975, Morumbi, Campeonato Paulista. Portuguesa 1–2 São Paulo, , 2 de novembro de 2013, Morumbi, Campeonato Brasileiro.

No Estádio do Canindé Portuguesa 1–4 São Paulo, , 13 de março de 1988, Campeonato Paulista. Portuguesa 1–0 São Paulo, , 22 de abril de 2001, Campeonato Paulista. Portuguesa 2–3 São Paulo, , 9 de novembro de 2008, Campeonato Brasileiro.

Decisões de títulos Decisões são aquelas em que ambos os times entram em campo disputando o título, saindo um campeão sobre o outro:

Campeonato Paulista Portuguesa 0–1 São Paulo, 11 de agosto de 1975. São Paulo 0–1 Portuguesa, 17 de agosto de 1975 (na prorrogação, 0–0; nos pênaltis, 0–3 — São Paulo campeão). São Paulo 3–1 Portuguesa, 15 de dezembro de 1985. Portuguesa 1–2 São Paulo, 22 de dezembro de 1985 (São Paulo campeão).

Principais jogos O primeiro jogo entre São Paulo e Portuguesa ocorreu em 6 de abril de 1930, válido pelo Campeonato Paulista de 1930. O mando era da Lusa, com jogo transferido para o Estádio da Floresta para maior comodidade do público. Acabou com um empate por 1 a 1. O segundo confronto entre as agremiações ocorreu no returno da mesma edição do Paulistão de 1930. Em 30 de novembro de 1930, provavelmente jogando no Estádio da Floresta, ocorreu a primeira goleada da história do Dérbi, com o São Paulo vencendo a Lusa por 5 a 1. O Esquadrão de Aço realizou um amistoso contra a Portuguesa em 6 de janeiro de 1935, goleando-a por 4 a 1. Foi o primeiro dentre os últimos seis jogos jogos da primeira existência do São Paulo, antes de sua fusão, e consequente fim em meados daquele ano. O São Paulo seria refundado e renasceria ainda em dezembro do mesmo ano, enquanto a Portuguesa conquistaria seu primeiro Campeonato Paulista naquela temporada. A Portuguesa levou mais de sete anos para conseguir vencer o primeiro clássico contra o Tricolor. Nas primeiras quinze partidas, o São Paulo manteve-se invicto diante da tradicional rival, só acabando esta invencibilidade na décima sexta partida entre as equipes. No período, o Tricolor ganhou doze jogos e empatou três. Em 27 de janeiro, a Lusa ganhou o cClássico por 1 a 0, pondo fim ao tabu. Até hoje, os sete anos de invencibilidade são o recorde do clássico. Em 6 de abril de 1938, a Lusa goleou, pela primeira vez, o São Paulo: 4 a 1. Em 2 de abril de 1939, a Lusa protagonizou a maior goleada da história do clássico até então, fazendo 5 a 0. Em um amistoso de 25 de janeiro de 1940, realizado no antigo Estádio Antônio Alonso, São Paulo e Lusa protagonizaram um dérbi emocionante. A Portuguesa fez 1 a 0 aos três minutos de jogo. O Mais Querido empatou aos 28 e virou para 2 a 1 aos 35 do primeiro tempo. Mas a Lusa fez 3 a 2 ainda aos 41 do primeiro tempo, com Ministrinho. Elysio empatou para o Time da Fé aos oito minutos do segundo tempo e marcou a virada aos treze. O Time da Fé venceu o Dérbi do Canindé por 4 a 3, pondo fim à série da Portuguesa de quatro vitórias consecutivas nos quatro clássicos antecedentes. Em 1 de dezembro de 1945, a Lusa ganhou o amistoso contra o Tricolor por 1 a 0, pondo fim a um tabu de cinco anos no clássico. Em 15 de janeiro de 1950, a Lusa conseguiu derrotar o Tricolor Paulista em jogaço dramático, vencendo por 4 a 3 no Pacaembu e pondo fim a novo tabu de invencibilidade tricolor neste clássico, que durava mais de quatro anos. Em 26 de março de 1958, um jogo válido pelo Torneio Rio-São Paulo, acabou sendo um dos clássicos mais emocionantes da história do Dérbi do Canindé. Jogando à noite no Pacaembu, Gino fez 1 a 0 para o São Paulo a um minuto de jogo e Canhoteiro fez 2 a 0 aos doze. A Lusa reagiu com Ipojucan marcando aos vinte, Juths empatando aos 37, Ocimar virando para 3 a 2 aos 41 e Adamastor marcando 4 a 2 aos 45 do primeiro tempo. O São Paulo voltou pressionando no segundo tempo: Gino Orlando marcou aos 17 e empatou aos 28, conseguindo um hat-trick e determinando o emocionante empate por 4 a 4. Em 10 de agosto de 1958, em jogo válido pelo Paulistão, o Tricolor goleou a Portuguesa por 5 a 1. Em 16 de abril de 1959, jogando no Pacaembu, o Tricolor fez 2 a 0, gols de Gino Orlando, aos sete e aos nove minutos de jogo. A Lusa reagiu com Valter marcando aos 13 e Alfeu empatando aos 27 e virando aos 30, mas Dino Sani empatou ainda aos quarenta minutos! Por fim, aos 35 do segundo tempo, Sílvio decretou a virada são-paulina: 4 a 3. O Paulistão de 1961 foi dos piores para a Portuguesa neste Clássico. No primeiro turno, jogando no recém-inaugurado, mas ainda inacabado Estádio do Morumbi, o São Paulo goleou por 6 a 1. No Returno, em 6 de dezembro, em pleno Canindé (na época chamado Independência), o Time da Fé impôs sua maior goleada sobre o rival do Canindé, em toda história do clássico: 6 a 0, sendo até hoje, a maior goleada da história do confronto. Em 29 de junho de 1966, mais um jogo emocionante, no Pacaembu, valendo pelo Torneio Laudo Natel. A Lusa fez 1 a 0 aos quatro minutos de jogo, mas o Mais Querido empatou aos quinze e já goleava por 4 a 1 aos 36 minutos do primeiro tempo. Clássico definido? Não, pois a Portuguesa fez mais dois gols antes dos dezesseis minutos do segundo tempo, deixando emocionante o final da partida, que acabou com a vitória são-paulina por 4 a 3. Entre 21 de setembro de 1972 e 14 de agosto de 1975, a Lusa impôs seu maior tabu na história do clássico, mantendo-se invicta diante do Tricolor do Morumbi por treze jogos seguidos — desses treze jogos, nada menos que doze foram empates, incluindo dez seguidos entre 11 de julho de 1973 e 27 de julho de 1973. O tabu só acabou no primeiro jogo das finais do Paulistão de 1975, com a vitória são-paulina por 1 a 0, com gol de Pedro Rocha. Pedro Rocha, do São Paulo, e Enéas, da Portuguesa, foram os grandes jogadores do Paulistão de 1975, levando seus times à grande final, respectivamente como campeões do primeiro e do segundo turnos. Os dois jogos foram realizados no Morumbi. Na primeira partida, em 11 de agosto, o Time da Fé ganhou por 1 a 0, com gol de Rocha. Na finalíssima, a Lusa ganhou por 1 a 0, gol de Enéas. Os resultados iguais forçaram uma prorrogação, que terminou empatada sem gols. Por fim, decisão por pênaltis. Aí o Tricolor ganhou por 3 a 0, sagrando-se campeão paulista. Em 26 de maio de 1979, em jogo válido pelo Paulistão de 1978, o Time da Fé goleou a Lusa por 4 a 0 e pôs fim a mais um incômodo tabu, pois a Portuguesa estava havia oito jogos invicta no confronto. O São Paulo manteve-se invicto diante da Portuguesa por mais de seis anos, entre 1979 e 1985, totalizando dezesseis jogos seguidos de invencibilidade, estabelecendo um novo recorde, que dura até hoje. A Lusa pôs fim ao tabu com uma vitória por 1 a 0 no segundo turno do Campeonato Paulista de 1985. Portuguesa e São Paulo, ambos com elencos compostos principalmente por jovens jogadores da base, classificaram-se novamente para a final no Paulistão de 1985. De um lado, os "Menudos do Morumbi", de Silas, Müller e Careca; de outro, a Lusa de Jorginho e Luís Pereira. Ambos os jogos das finais foram realizados no Morumbi. No dérbi de 15 de dezembro, o Tricolor fez 1 a 0 no primeiro tempo, com Darío Pereyra, mas Jorginho decretou o empate por 1 a 1 ainda no primeiro tempo. No segundo, Careca destruiu o jogo, marcando duas vezes e decretando 3 a 1 para o Tricolor. Na finalíssima, em 22 de dezembro, Sidnei fez 1 a 0 para o Tricolor ainda no primeiro tempo, mas Esquerdinha empatou para a Lusa e manteve a esperança na virada e no título. Mas, no segundo tempo, Müller definiu o placar de 2 a 1 para o São Paulo, campeão paulista. Em 14 de maio de 1997, em clássico válido pelo Paulistão, o Tricolor goleou a Lusa por 5 a 1. Em clássico válido pelo Brasileirão de 1998, em 20 de setembro, a Portuguesa, em grande fase, recebeu o São Paulo, mandando o jogo no Pacaembu. Com uma atuação fantástica, a Lusa de Evair, Leandro Amaral e Emerson goleou o Tricolor de Dodô, França e Marcelinho Paraíba. O primeiro tempo terminou com placar de 4 a 0 para a Lusa, que chegou a estar ganhando por 6 a 0 no segundo tempo. O jogo terminou 7 a 2 para a Portuguesa, sendo que sete jogadores diferentes da Lusa marcaram gol — houve até gol com chute do meio-de-campo, encobrindo o goleiro Roger, do São Paulo. A Lusa seria semifinalista daquele Brasileirão. No Paulistão de 2000, o Tricolor e a Rubro-Verde estavam no mesmo grupo e disputavam uma vaga nas semifinais do torneio. Na penúltima rodada, a Portuguesa estava com sete pontos, dois a mais que o São Paulo, e ambos se enfrentariam no Canindé em 17 de maio. Jogando em sua casa, se a Lusa empatasse, chegaria à última rodada precisando apenas de um empate. Se ganhasse o dérbi, eliminaria o rival e se classificaria para as semifinais. O São Paulo abriu 1 a 0 no primeiro tempo, com França. No segundo tempo, empurrada por sua torcida, a Lusa empatou com Bentinho e virou com Leandro, o que eliminava o Tricolor. O Time da Fé conseguiu empatar e, na sequência, virar para a 3 a 2 com França, que conseguiu um hat-trick. No final, no contra-ataque, Marcelinho Paraíba decretou a vitória do São Paulo por 4 a 2. O São Paulo classificar-se-ia para as semifinais junto com o Santos e terminaria campeão naquele ano. Portuguesa e São Paulo classificaram-se para as quartas de final do Paulistão de 2011, em jogo único a ser realizado em 24 de abril, na Arena Barueri. O Tricolor de Rogério Ceni e Dagoberto ganhou por 2 a 0, eliminando a Lusa do campeonato e avançando às semifinais.